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Polícia Federal encontra conversas de assessora de Flávio Bolsonaro com condenado ligado aos irmãos Brazão

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Conversas analisadas pela Polícia Federal envolvem repasse de R$ 199 mil para instituto investigado – Foto: Charles Vieira/ Campanha Flávio Bolsonaro

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, revelam contatos dele com uma assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) envolvendo a liberação de recursos de emendas parlamentares. Calixto foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro de 2026, por integrar organização criminosa armada ao lado dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, as conversas ocorreram em 2023 e envolveram Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora parlamentar cujo contato aparecia no aparelho de Calixto associado ao nome de Flávio Bolsonaro. Entre os assuntos discutidos estava uma emenda de R$ 199 mil, destinada pelo gabinete do senador ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop).

O caso passou a integrar as apurações da Operação Emendatio, realizada pela Polícia Federal com participação da Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação busca esclarecer suspeitas de desvio de recursos de emendas federais encaminhadas a organizações da sociedade civil no Rio de Janeiro. Na operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão.

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Flávio Bolsonaro não foi alvo desses mandados. As investigações, porém, alcançaram o caminho de recursos destinados ao Ifop e as circunstâncias envolvendo os repasses. Conforme a reportagem, Calixto teria cobrado da assessora, em outubro e novembro de 2023, providências relacionadas à liberação do dinheiro. O pagamento de R$ 199 mil ao instituto teria ocorrido em 29 de novembro daquele ano.

As mensagens indicam ainda que Maria de Fátima teria orientado Calixto a procurar pessoalmente Flávio Bolsonaro para tratar de recursos, inclusive encaminhando convite para um evento no qual o senador estaria presente. No ano seguinte, Calixto voltou a buscar recursos para a entidade, mas a reportagem afirma não ter localizado novos pagamentos decorrentes dessas tratativas.

Outro episódio analisado pelos investigadores envolve a solicitação de quatro ingressos para um camarote no Sambódromo durante o desfile das campeãs do Carnaval do Rio. Segundo a apuração publicada, a PF considerou a situação como possível pedido de “vantagem indevida”. Calixto teria procurado um empresário para conseguir os convites solicitados pela assessora.

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Flávio Bolsonaro afirmou que a indicação dos recursos ocorreu dentro das regras e dos critérios técnicos aplicáveis e ressaltou que a execução do dinheiro público é responsabilidade da entidade beneficiada. O senador defendeu que qualquer eventual irregularidade seja investigada pelos órgãos competentes. Ele não foi apontado pelo STF como integrante da organização criminosa pela qual Calixto e os irmãos Brazão foram condenados.

Robson Calixto, por sua vez, foi condenado pela Primeira Turma do STF pelo crime de organização criminosa armada. Segundo o Supremo, ele atuava como homem de confiança dos irmãos Brazão, enquanto Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados como mandantes dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. A Operação Emendatio continua apurando possíveis crimes relacionados ao uso e ao destino de emendas parlamentares destinadas a entidades no Rio de Janeiro. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo

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Mensagens revelam contato de Ibaneis Rocha com Daniel Vorcaro durante negociação entre BRB e Banco Master

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Ex-governador enviou ao banqueiro decisão judicial e publicação da lei que autorizava operação envolvendo o banco público do Distrito Federal – Foto: Reprodução/ Facebook

Novos registros de mensagens colocam em evidência a relação mantida pelo ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, durante o período em que avançavam as tratativas para a aquisição de participação da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). As conversas, registradas entre 2024 e 2025, incluem convites para encontros, ligações e o envio de documentos relacionados diretamente à operação.

Um dos primeiros contatos registrados ocorreu em setembro de 2024. Após um almoço, Ibaneis agradeceu ao banqueiro pelo encontro. Vorcaro respondeu positivamente e sugeriu que ambos voltassem a se reunir, dessa vez durante um jantar na semana seguinte. O então governador concordou com a proposta e informou que reservaria espaço em sua agenda.

Decisão judicial foi encaminhada ao banqueiro

As comunicações continuaram em 2025, justamente quando a negociação entre BRB e Banco Master ganhava maior repercussão. Em 10 de maio, Ibaneis encaminhou a Vorcaro uma decisão do desembargador João Egmont, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). A medida derrubava uma liminar que impedia a assinatura do contrato definitivo envolvendo a aquisição do Master pelo banco público.

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Os registros indicam ainda uma sequência de ligações entre os dois em agosto daquele ano. Foram identificadas pelo menos três chamadas, com duração inferior a dois minutos cada. Depois de uma dessas conversas, Ibaneis enviou ao empresário uma edição extraordinária do Diário Oficial do Distrito Federal contendo a publicação da Lei nº 7.739, que autorizava o BRB a adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais do Banco Master.

Ibaneis confirma encontro com Vorcaro

Questionado sobre os contatos, Ibaneis reconheceu que esteve pessoalmente com Daniel Vorcaro. O ex-governador afirmou que, naquele período, havia a expectativa de que a operação pudesse ampliar significativamente o tamanho e a presença do BRB no sistema financeiro brasileiro. Ele também mencionou a atuação do então presidente do banco público, Paulo Henrique Rodrigues Costa, na defesa do negócio.

Paulo Henrique Rodrigues Costa, citado pelo ex-governador, posteriormente passou a ser investigado sob suspeita de recebimento de propina para favorecer interesses relacionados ao Banco Master. Já Ibaneis deixou o Governo do Distrito Federal no fim de março de 2026, inicialmente com a perspectiva de disputar uma cadeira no Senado. Posteriormente, abandonou o projeto eleitoral.

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