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Lindbergh aciona STF e pede bloqueio de até R$ 72 milhões em bens de Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse

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Deputado afirma que recursos destinados ao filme sobre Jair Bolsonaro podem ter relação com Banco Master e o Rioprevidência – Foto: Kayo Magalhães/ CdosD /Andressa Anholete/ Agência Senado

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou nesta quarta-feira (16) no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para bloquear bens e valores de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) até o limite de R$ 72 milhões. A solicitação está relacionada aos recursos repassados pelo ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o financiamento de Dark Horse, produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Lindbergh, a medida patrimonial seria necessária para preservar recursos que poderiam ser utilizados em eventual ressarcimento caso as investigações comprovem a existência de irregularidades. O parlamentar sustenta que o dinheiro enviado para financiar o projeto cinematográfico teria origem ilícita, mas essa afirmação representa a acusação apresentada por ele e ainda precisa ser comprovada pelas autoridades responsáveis pela apuração.

O caso ganhou novos desdobramentos após investigações identificarem transferências milionárias relacionadas ao financiamento de Dark Horse. O ministro André Mendonça determinou a abertura de inquérito para investigar a participação de Flávio Bolsonaro em supostos crimes ligados ao financiamento da produção. A investigação também alcança Eduardo Bolsonaro e apura o caminho percorrido pelos recursos enviados ao exterior.

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Parte dos valores saiu de uma empresa ligada a Vorcaro e foi enviada ao Havengate Development Fund, fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos. Documentos divulgados apontaram inicialmente repasses de US$ 10,6 milhões, mas informações posteriores elevaram para aproximadamente US$ 12,3 milhões o montante identificado. Há ainda referência em mensagens a uma possível parcela adicional que, caso tenha sido efetivamente paga, poderia elevar o total para cerca de US$ 14 milhões, aproximadamente R$ 72 milhões.

Na representação, Lindbergh procura estabelecer uma conexão entre esses repasses e os investimentos realizados pelo Rioprevidência em ativos relacionados ao Banco Master. O deputado afirma acreditar que recursos da previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro podem estar relacionados ao dinheiro posteriormente destinado ao projeto cinematográfico. Até o momento, porém, essa ligação direta apresentada pelo parlamentar não está estabelecida como fato comprovado pelas informações públicas disponíveis.

Para Lindbergh, o bloqueio patrimonial serviria como garantia caso as apurações confirmem suas suspeitas. O pedido pretende alcançar diferentes tipos de ativos atribuídos a Flávio Bolsonaro, incluindo investimentos, participações societárias, direitos creditórios e outros bens, respeitando o teto de R$ 72 milhões solicitado pelo deputado ao Supremo.

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As investigações sobre Dark Horse avançaram nas últimas semanas e passaram a examinar não apenas a origem dos recursos privados destinados à produção, mas também suspeitas envolvendo dinheiro público. A Polícia Federal apura a movimentação financeira relacionada ao filme e possíveis crimes, enquanto outro braço do caso investiga a eventual utilização irregular de recursos provenientes de emendas parlamentares.

Agora caberá ao STF analisar a solicitação apresentada por Lindbergh e decidir se existem fundamentos jurídicos para determinar alguma restrição sobre o patrimônio de Flávio Bolsonaro. Paralelamente, as investigações continuam buscando esclarecer a origem, o destino e os beneficiários dos milhões enviados para financiar Dark Horse. Flávio tem defendido a legalidade do projeto e, em manifestações anteriores sobre o caso, atribuiu à produtora do filme a responsabilidade pela prestação de contas dos recursos.

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Danilo Morgado, candidato pelo PL, é preso em operação que investiga infiltração do PCC na política de SP

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Danilo Morgado é apontado pelos investigadores como suspeito de ligação com núcleo político da facção – Foto: Redes sociais

O candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL) foi preso nesta quinta-feira (17) durante uma ofensiva da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em estruturas políticas e no sistema de transporte público paulista. A prisão faz parte da Operação Vectura Corrupta, que cumpre mandados contra diferentes investigados.

Segundo as investigações, Morgado é suspeito de manter vínculos com integrantes ligados ao núcleo político da organização criminosa. Uma das linhas apuradas pelas autoridades aponta que recursos da facção teriam sido utilizados para financiar sua campanha eleitoral à Prefeitura de Praia Grande em 2024. As suspeitas fazem parte de uma investigação em andamento e ainda serão submetidas ao devido processo judicial.

A operação também alcançou nomes conhecidos da política e da administração pública de São Paulo. Entre os alvos de mandados estão Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, e Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans. De acordo com o Ministério Público, a investigação busca esclarecer a possível participação de agentes e intermediários na atuação de interesses ligados à facção dentro do setor de transporte coletivo.

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A Vectura Corrupta é resultado do avanço das investigações iniciadas em operações anteriores, entre elas a Decúrio, deflagrada em agosto de 2024. O novo estágio da apuração concentra-se na suspeita de que integrantes e representantes ligados ao PCC teriam utilizado empresas de transporte, movimentações financeiras e articulações políticas para ampliar sua influência.

As apurações também chegaram ao entorno familiar de Morgado. No início de setembro, Luciene Athaydes Morgado, esposa do candidato, foi alvo de busca e apreensão durante a Operação Helmintos. Essa investigação apura um grupo suspeito de movimentar aproximadamente R$ 1 bilhão na Baixada Santista, inclusive por meio de operações financeiras e negócios imobiliários.

Com a nova operação, Polícia Civil e Ministério Público aprofundam a investigação sobre a possível presença do crime organizado em áreas consideradas estratégicas do poder público e da economia paulista. Além do financiamento eleitoral, os investigadores procuram identificar como recursos supostamente ilícitos teriam circulado pelo setor de transporte e quais pessoas teriam atuado para facilitar ou ampliar essa influência. Os investigados têm direito à defesa, e as suspeitas ainda dependem de comprovação no processo judicial.

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