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Alvo da Polícia Federal, Karina Gama, produtora de Dark Horse, é pressionada a fazer delação premiada

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Karina, responsável por Dark Horse, teria sido aconselhada até por lideranças religiosas a colaborar com as investigações –  Lara Abreu / Arte Metrópoles

A produtora Karina Gama, responsável por Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, estaria descartando, neste momento, a possibilidade de fechar um acordo de colaboração premiada com as autoridades. A posição é mantida mesmo após o avanço das investigações da Polícia Federal e das sugestões recebidas para que avalie uma eventual delação.

Segundo informações sobre o caso, pessoas próximas teriam procurado Karina para aconselhá-la a negociar com os investigadores. Entre os interlocutores estariam inclusive lideranças religiosas, que teriam apresentado a colaboração premiada como uma alternativa diante do aprofundamento das apurações envolvendo o projeto audiovisual e instituições comandadas pela produtora.

Nesta quinta-feira (10), Karina foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Além da participação na produção de Dark Horse, ela é proprietária do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), organizações que também passaram a ser investigadas pelas autoridades.

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Apesar das recomendações para avaliar um acordo, a produtora teria dito a interlocutores que não possui informações que justifiquem uma delação. Karina sustenta que não praticou irregularidades e, por esse motivo, entende que não teria fatos ou elementos relevantes para apresentar aos investigadores em troca de eventuais benefícios legais.

A presença de Dark Horse no centro das apurações aumenta a repercussão política do episódio. O filme é uma produção voltada à trajetória de Jair Bolsonaro e, por envolver diretamente a imagem do ex-presidente, faz com que os desdobramentos da investigação ultrapassem o setor audiovisual e ganhem atenção no cenário político nacional.

Até agora, Karina Gama permanece resistente à possibilidade de colaboração premiada. Com o avanço das diligências da Polícia Federal, porém, a investigação aumenta a pressão sobre a produtora e também sobre as entidades ligadas a ela. Caberá às apurações esclarecer a eventual existência de irregularidades e a responsabilidade de cada pessoa ou instituição investigada. As informações e da coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles

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Flávio Dino impõe restrições a Mario Frias e outros investigados em operação da PF sobre filme de Bolsonaro

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Operação Meak Up apura suspeitas envolvendo recursos públicos destinados ao filme “Dark Horse” – Foto: Kayo Magalhães/ CdosD

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (10) uma série de medidas cautelares contra 29 investigados alcançados pela Operação Meak Up, deflagrada pela Polícia Federal. Entre as determinações estão a retenção dos passaportes, a proibição de deixar o país sem autorização da Justiça e o impedimento de comunicação entre os alvos. A operação investiga possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos destinados à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

Entre os investigados atingidos pelas medidas está o deputado federal Mario Frias (PL-SP), ex-secretário especial da Cultura no governo Bolsonaro e produtor executivo do longa-metragem. Ex-assessores ligados ao gabinete do parlamentar e a empresária Karina Gama, responsável pela produção do filme, também estão entre os alvos. Ao todo, a Polícia Federal cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

A investigação avançou após apurações que contaram com informações da Controladoria-Geral da União (CGU). O foco está na destinação de R$ 2 milhões provenientes de uma emenda parlamentar indicada por Mario Frias. Segundo as suspeitas investigadas, parte dos valores repassados para a execução do projeto não teria documentação fiscal considerada suficiente para comprovar a aplicação dos recursos. A PF apura ainda a possível existência de um esquema envolvendo agentes públicos e privados e empresas subcontratadas.

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O caso envolvendo “Dark Horse” possui diferentes frentes de investigação no Supremo. Uma delas está sob a relatoria do ministro André Mendonça, enquanto Flávio Dino conduz o procedimento relacionado às suspeitas sobre a destinação de emendas parlamentares. Em março, Dino já havia determinado que Frias apresentasse explicações sobre os R$ 2 milhões repassados ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produção cinematográfica. Em manifestação encaminhada ao STF em maio, o deputado negou irregularidades e afirmou que os recursos tiveram finalidade social.

As investigações sobre o financiamento do filme também chegaram à esfera estadual. Em junho, a Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação envolvendo a Go UP Entertainment, produtora responsável por “Dark Horse”, em apuração sobre possíveis fraudes e desvios de recursos públicos. Posteriormente, Dino autorizou o compartilhamento das provas obtidas pela polícia paulista com o Supremo. Procurados pela CNN Brasil, Mario Frias e Karina Gama não haviam apresentado posicionamento sobre a nova operação até a publicação da reportagem.

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