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“Esse Nikolas Ferreira eu banquei todos os voos dele”, afirmou Daniel Vorcaro em mensagem sobre deputado
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Conversas atribuídas ao dono do Banco Master mostram reclamações sobre benefícios concedidos ao parlamentar Bolsonarista – Foto: Bruno Spada/ CdosD
Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, revelam novos detalhes sobre sua relação com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Nos diálogos, Vorcaro afirma ter custeado viagens aéreas do parlamentar e demonstra irritação depois que o deputado publicou críticas envolvendo um evento internacional patrocinado pela instituição financeira. Em uma das conversas, o empresário chega a cogitar tornar públicos os benefícios que teria concedido ao congressista.
Os registros mostram que, em abril de 2024, Vorcaro tratou do assunto com o empresário Flávio Carneiro, investigado pela Polícia Federal sob suspeita de atuar como sócio oculto do banqueiro. Ao reclamar da postura de Nikolas, o dono do Master afirmou ter bancado os voos do deputado e indicou que poderia divulgar essa informação. As mensagens, no entanto, não especificam quantas viagens teriam sido pagas nem o valor desembolsado pelo empresário.
A relação envolvendo transporte aéreo já havia chamado atenção anteriormente. Durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, Nikolas utilizou por cerca de dez dias uma aeronave executiva pertencente a Vorcaro para cumprir agendas políticas no Distrito Federal e em nove estados em apoio à campanha de reeleição de Jair Bolsonaro (PL). Após a informação se tornar pública, o deputado afirmou que, naquele momento, não sabia que o avião pertencia ao banqueiro e que só tomou conhecimento da propriedade posteriormente.
O conflito entre os dois ganhou força em abril de 2024, quando Nikolas passou a questionar publicamente o 1º Fórum Jurídico Brasil de Ideias, realizado em Londres e frequentado por integrantes do governo federal e ministros de tribunais superiores. O Banco Master estava entre os patrocinadores do encontro. Diante da repercussão das manifestações do parlamentar, as conversas indicam que Vorcaro buscou formas de conter as críticas, inclusive recorrendo ao pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, para intermediar o contato com o deputado.
Segundo os registros, após conversar com Nikolas, Valadão informou a Vorcaro que o parlamentar teria dito desconhecer a participação do Banco Master no financiamento do evento e apresentado desculpas pelo episódio. Posteriormente, Flávio Carneiro comunicou ao banqueiro que uma publicação crítica havia sido retirada das redes sociais. A defesa de Nikolas, representada pelo advogado Thiago Faria, negou que postagens tenham sido apagadas por determinação ou pressão de terceiros e classificou os questionamentos apresentados sobre o caso como sem fundamento.
A relação voltou a aparecer em março de 2025. Em um áudio enviado a Vorcaro, Nikolas pediu ajuda para uma questão relacionada a um ativo de mineração envolvendo Thiago Rodrigues de Faria, seu advogado e ex-assessor. Na mesma mensagem, o deputado voltou ao episódio de Londres e pediu desculpas pelas críticas feitas anteriormente. O conjunto das conversas acrescenta novos elementos sobre a proximidade entre o parlamentar e o proprietário do Banco Master, especialmente em relação ao custeio de viagens, às cobranças feitas pelo banqueiro e aos contatos mantidos após a controvérsia pública. As informações e de Juliana Dal Piva no portal ICL Notícias.
Veja o vídeo:
🚨 “Dani”, “lindão”, “estamos na guerra juntos”: áudios mostram conversa entre Nikolas Ferreira e Vorcaro
Segundo o conteúdo divulgado, Nikolas teria solicitado a ajuda de Vorcaro para viabilizar a liberação do que chamou de “um ativo de minério”. pic.twitter.com/GC8rVjMTH8
— 3 de Julho Notícias (@3dejulhonoticia) September 3, 2026
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Por 6 votos a 0, TRE-MG indefere registro da candidatura de Eduardo Cunha; ex-presidente da Câmara contesta decisão
Ex-presidente da Câmara teve registro indeferido por 6 votos a 0 – Foto: Reprodução / Instagram/ @deputadoeduardocunha
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) rejeitou, por unanimidade, nesta quinta-feira (3), o registro da candidatura do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos), que pretende disputar uma cadeira de deputado federal por Minas Gerais nas eleições de 2026. Os seis integrantes da Corte votaram pelo indeferimento do registro ao analisar ações que questionavam a elegibilidade do político.
A decisão ocorreu durante o julgamento de uma ação de impugnação apresentada por Roberta Lopes Alves e de outra iniciativa do Ministério Público Eleitoral (MPE). A primeira foi considerada procedente, enquanto a manifestação do MPE foi acolhida parcialmente. O entendimento adotado pelo tribunal representa um obstáculo à tentativa de Cunha de retornar à Câmara dos Deputados.
Após o julgamento, Eduardo Cunha reagiu e informou que recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ex-deputado classificou a decisão como política e contestou o entendimento jurídico adotado pelo TRE-MG, argumentando que a Corte eleitoral teria avançado sobre uma competência do Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo com o resultado desfavorável, ele declarou que seguirá defendendo sua participação no pleito.
A controvérsia envolvendo a elegibilidade de Cunha passa por uma condenação da Justiça do Rio de Janeiro. Em 2019, a 10ª Vara de Fazenda Pública determinou a suspensão de seus direitos políticos por oito anos, decisão posteriormente mantida por órgão colegiado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Em 2022, o ex-parlamentar conseguiu uma decisão provisória suspendendo os efeitos da condenação, mas a medida acabou sendo revogada após recurso.
Para o Ministério Público Eleitoral, a derrubada da decisão provisória fez com que os efeitos da condenação voltassem a valer, alcançando também a situação eleitoral do ex-deputado. Cunha, que presidiu a Câmara durante o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff em 2016, teve o mandato cassado naquele mesmo ano e posteriormente passou cerca de três anos e meio preso após ser alvo de investigações relacionadas à Operação Lava Jato.
Mais recentemente, Cunha voltou ao centro de uma investigação envolvendo recursos públicos. Em julho, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões relacionados ao ex-deputado em uma apuração sobre supostos desvios de emendas parlamentares. A defesa nega irregularidades e sustenta que Cunha não apresentou nem formalizou as emendas investigadas. Agora, além desse processo, o ex-presidente da Câmara terá de buscar no TSE uma decisão favorável para tentar permanecer na disputa eleitoral de 2026.
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