RIO DE JANEIRO

Região Centro-oeste

‘A máscara caiu’: Pedro Rousseff aponta intimidade de Nikolas Ferreira com Daniel Vorcaro e anuncia denúncia ao STF

Publicados

Região Centro-oeste

Pedro Rousseff afirma que mensagens reveladas no caso Banco Master contradizem declarações anteriores de Nikolas – Foto: Câmara dos Deputados e Redes Sociais

A divulgação de áudios atribuídos ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o Banco Master, abriu uma nova frente de desgaste político para o parlamentar mineiro. O conteúdo das conversas passou a ser explorado por adversários, entre eles Pedro Rousseff, vereador de Belo Horizonte e candidato a deputado federal pelo PT, que acusa Nikolas de ter mantido uma relação mais próxima com Vorcaro do que teria admitido publicamente.

Segundo o material citado nas investigações, Nikolas teria se dirigido ao banqueiro utilizando expressões informais como “Dani” e “lindão”. As mensagens também fariam referência a uma demanda envolvendo “ativos minerários” relacionada a um advogado ligado ao gabinete do deputado, além da possibilidade de encontros entre os dois. Para Pedro Rousseff, o teor das conversas coloca em dúvida a versão anteriormente apresentada pelo parlamentar sobre sua relação com Vorcaro.

Leia Também:  Gilmar Mendes orienta Lula sobre reação da PF a decisões de André Mendonça em investigações no STF

Outro ponto levantado pelo petista envolve viagens realizadas por Nikolas durante a campanha eleitoral de 2022. O deputado já havia afirmado não possuir proximidade com Vorcaro e não ter conhecimento sobre a propriedade de aeronaves particulares utilizadas em determinados deslocamentos. Pedro sustenta que os diálogos agora divulgados precisam ser confrontados com essas declarações para esclarecer como ocorreram os voos e quem efetivamente arcou com as despesas.

Em manifestação pública, Pedro Rousseff elevou o tom das críticas e afirmou que o episódio atinge diretamente a imagem construída por Nikolas nas redes sociais. O vereador acusa o deputado de adotar um discurso de combate à corrupção contra adversários políticos enquanto, segundo ele, as conversas reveladas apontariam para uma relação de intimidade com o banqueiro. As declarações fazem parte da ofensiva política do petista após a repercussão dos áudios.

Pedro também anunciou que pretende encaminhar representações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). A intenção, segundo ele, é pedir a apuração das circunstâncias envolvendo os contatos entre Nikolas e Vorcaro, incluindo possíveis favores, eventual atuação em defesa de interesses privados e questões relacionadas aos deslocamentos realizados durante a campanha. Caberá às autoridades avaliar se existem elementos suficientes para abertura ou aprofundamento de investigações.

Leia Também:  Banco Master emitiu cartões com limite de R$ 300 mil para filhos de Alexandre de Moraes, apontam mensagens

A repercussão ocorre em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master e amplia a disputa política em Minas Gerais no ano eleitoral. Enquanto adversários cobram explicações sobre o conteúdo das mensagens e eventuais benefícios recebidos, o caso também deverá depender da análise das autoridades responsáveis para determinar o contexto completo dos diálogos e se houve alguma irregularidade na relação entre o parlamentar e o banqueiro.

Propaganda

Região Centro-oeste

Por 6 votos a 0, TRE-MG indefere registro da candidatura de Eduardo Cunha; ex-presidente da Câmara contesta decisão

Publicados

em

Ex-presidente da Câmara teve registro indeferido por 6 votos a 0 – Foto: Reprodução / Instagram/ @deputadoeduardocunha

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) rejeitou, por unanimidade, nesta quinta-feira (3), o registro da candidatura do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos), que pretende disputar uma cadeira de deputado federal por Minas Gerais nas eleições de 2026. Os seis integrantes da Corte votaram pelo indeferimento do registro ao analisar ações que questionavam a elegibilidade do político.

A decisão ocorreu durante o julgamento de uma ação de impugnação apresentada por Roberta Lopes Alves e de outra iniciativa do Ministério Público Eleitoral (MPE). A primeira foi considerada procedente, enquanto a manifestação do MPE foi acolhida parcialmente. O entendimento adotado pelo tribunal representa um obstáculo à tentativa de Cunha de retornar à Câmara dos Deputados.

Após o julgamento, Eduardo Cunha reagiu e informou que recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ex-deputado classificou a decisão como política e contestou o entendimento jurídico adotado pelo TRE-MG, argumentando que a Corte eleitoral teria avançado sobre uma competência do Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo com o resultado desfavorável, ele declarou que seguirá defendendo sua participação no pleito.

Leia Também:  Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizam bate-boca e quase partem para confronto físico no STF

A controvérsia envolvendo a elegibilidade de Cunha passa por uma condenação da Justiça do Rio de Janeiro. Em 2019, a 10ª Vara de Fazenda Pública determinou a suspensão de seus direitos políticos por oito anos, decisão posteriormente mantida por órgão colegiado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Em 2022, o ex-parlamentar conseguiu uma decisão provisória suspendendo os efeitos da condenação, mas a medida acabou sendo revogada após recurso.

Para o Ministério Público Eleitoral, a derrubada da decisão provisória fez com que os efeitos da condenação voltassem a valer, alcançando também a situação eleitoral do ex-deputado. Cunha, que presidiu a Câmara durante o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff em 2016, teve o mandato cassado naquele mesmo ano e posteriormente passou cerca de três anos e meio preso após ser alvo de investigações relacionadas à Operação Lava Jato.

Mais recentemente, Cunha voltou ao centro de uma investigação envolvendo recursos públicos. Em julho, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões relacionados ao ex-deputado em uma apuração sobre supostos desvios de emendas parlamentares. A defesa nega irregularidades e sustenta que Cunha não apresentou nem formalizou as emendas investigadas. Agora, além desse processo, o ex-presidente da Câmara terá de buscar no TSE uma decisão favorável para tentar permanecer na disputa eleitoral de 2026.

Leia Também:  Mendonça cobra explicações da PGR após PF apontar mensagem de Vorcaro sobre suposta “proteção” de autoridades
Continue lendo

POLÍTICA

TUDO SOBRE POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA