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Delcy Rodríguez celebra acordo com governo Trump e prevê mais de US$ 100 bilhões para setor petrolífero

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Acordo com os EUA prevê investimentos de US$ 100 bilhões e abre nova fase para petróleo da Venezuela – Foto: Reprodução/ IA

A Venezuela anunciou um novo passo na reaproximação econômica com os Estados Unidos ao apresentar um acordo voltado à recuperação e expansão de sua indústria de petróleo e gás. A presidenta encarregada Delcy Rodríguez afirmou que o entendimento deverá permitir a entrada de investimentos privados e contribuir para que o país amplie sua presença no mercado internacional de energia.

O planejamento envolve o desenvolvimento de 17 campos considerados estratégicos, que, segundo os números divulgados pelo governo venezuelano, concentram potencial estimado em 65 bilhões de barris de petróleo. A expectativa é de que os investimentos ultrapassem US$ 100 bilhões, enquanto a arrecadação tributária gerada pelos projetos poderá superar US$ 209 bilhões para os cofres venezuelanos.

A proposta prevê maior participação de operadores privados e a chegada de novos recursos para modernizar instalações e recuperar estruturas afetadas por anos de dificuldades econômicas e redução dos investimentos. Caracas pretende aproveitar suas reservas petrolíferas, estimadas em cerca de 303 bilhões de barris, para impulsionar empregos, renda, arrecadação pública e crescimento econômico.

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O anúncio ocorre em meio à recuperação dos níveis de produção venezuelanos. Delcy informou nesta semana que o país ultrapassou a marca de 1,23 milhão de barris de petróleo produzidos diariamente, desempenho que seria o maior registrado desde fevereiro de 2019. O governo pretende elevar ainda mais esse volume com a retomada de projetos e a entrada de capital estrangeiro.

A negociação também representa uma mudança significativa no relacionamento entre Caracas e Washington depois de anos de sanções e fortes divergências políticas. Delcy agradeceu ao presidente norte-americano Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio pela disposição para avançar nas negociações. Autoridades dos dois países intensificaram os contatos nas últimas semanas, incluindo discussões sobre comércio, finanças e cooperação energética.

Apesar dos avanços, o governo venezuelano continua defendendo a retirada integral das sanções impostas pelos Estados Unidos, argumentando que autorizações temporárias não garantem segurança suficiente para investimentos de longo prazo. Para Caracas, uma normalização mais ampla das relações poderá acelerar a recuperação da infraestrutura petrolífera e ampliar a produção de petróleo e gás, transformando o setor energético em um dos principais motores da retomada econômica do país.

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Lula diz ter diálogo com Trump, critica assessores dos EUA e cobra relação sem interferência no Brasil

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Presidente afirma que conversa direta com líder americano avançou em tarifas e minerais críticos –  Foto: Ricardo Stuckert/ PR I Casa Branca

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que mantém uma relação política marcada pelo respeito e pela objetividade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar das divergências entre os dois países. Em entrevista à Record, Lula revelou detalhes de uma conversa de aproximadamente uma hora e vinte minutos com o republicano e avaliou que parte das dificuldades diplomáticas surge após as tratativas entre os dois chefes de Estado.

Segundo Lula, o contato direto com Trump ocorreu de maneira “civilizada” e permitiu discutir assuntos considerados estratégicos para Brasil e Estados Unidos. Entre os temas abordados estiveram as tarifas impostas aos produtos brasileiros, a exploração de minerais críticos, as terras raras e iniciativas conjuntas de enfrentamento ao crime organizado. O petista, porém, demonstrou insatisfação com decisões adotadas posteriormente por integrantes da administração norte-americana.

Na avaliação do presidente brasileiro, existe uma diferença entre a postura demonstrada por Trump durante as conversas e algumas medidas tomadas por assessores e integrantes do segundo escalão dos Estados Unidos. Lula afirmou que o Brasil está aberto ao diálogo com Washington, mas deixou claro que não aceitará interferências externas em assuntos internos e que a soberania brasileira continuará sendo tratada como um limite inegociável nas relações internacionais.

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As barreiras comerciais também ocuparam espaço importante nas negociações. Lula disse ter contestado argumentos utilizados para justificar tarifas sobre produtos brasileiros e apresentou dados relacionados à redução do desmatamento no país. O presidente também rejeitou questionamentos envolvendo condições trabalhistas e afirmou que, após o contato com Trump, equipes responsáveis pelo comércio exterior dos dois governos passaram a discutir tecnicamente alternativas para superar os entraves.

Outro ponto considerado estratégico pelo governo brasileiro envolve a exploração de terras raras e minerais críticos. Lula informou que o Brasil entregou aos Estados Unidos uma proposta formal demonstrando interesse em estabelecer parcerias no setor. A condição apresentada, entretanto, é que o país deixe de ocupar apenas a posição de fornecedor de recursos naturais e passe a agregar valor à produção antes de exportá-la.

A intenção do governo, segundo Lula, é utilizar as reservas minerais para estimular uma cadeia industrial capaz de produzir no Brasil itens como baterias para veículos elétricos, celulares e semicondutores. Com essa estratégia, o presidente defende que uma eventual parceria com os Estados Unidos combine comércio, tecnologia e industrialização, mantendo como princípios o respeito à soberania nacional e a defesa dos interesses econômicos brasileiros.

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