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Lula diz ter diálogo com Trump, critica assessores dos EUA e cobra relação sem interferência no Brasil

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Presidente afirma que conversa direta com líder americano avançou em tarifas e minerais críticos –  Foto: Ricardo Stuckert/ PR I Casa Branca

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que mantém uma relação política marcada pelo respeito e pela objetividade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar das divergências entre os dois países. Em entrevista à Record, Lula revelou detalhes de uma conversa de aproximadamente uma hora e vinte minutos com o republicano e avaliou que parte das dificuldades diplomáticas surge após as tratativas entre os dois chefes de Estado.

Segundo Lula, o contato direto com Trump ocorreu de maneira “civilizada” e permitiu discutir assuntos considerados estratégicos para Brasil e Estados Unidos. Entre os temas abordados estiveram as tarifas impostas aos produtos brasileiros, a exploração de minerais críticos, as terras raras e iniciativas conjuntas de enfrentamento ao crime organizado. O petista, porém, demonstrou insatisfação com decisões adotadas posteriormente por integrantes da administração norte-americana.

Na avaliação do presidente brasileiro, existe uma diferença entre a postura demonstrada por Trump durante as conversas e algumas medidas tomadas por assessores e integrantes do segundo escalão dos Estados Unidos. Lula afirmou que o Brasil está aberto ao diálogo com Washington, mas deixou claro que não aceitará interferências externas em assuntos internos e que a soberania brasileira continuará sendo tratada como um limite inegociável nas relações internacionais.

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As barreiras comerciais também ocuparam espaço importante nas negociações. Lula disse ter contestado argumentos utilizados para justificar tarifas sobre produtos brasileiros e apresentou dados relacionados à redução do desmatamento no país. O presidente também rejeitou questionamentos envolvendo condições trabalhistas e afirmou que, após o contato com Trump, equipes responsáveis pelo comércio exterior dos dois governos passaram a discutir tecnicamente alternativas para superar os entraves.

Outro ponto considerado estratégico pelo governo brasileiro envolve a exploração de terras raras e minerais críticos. Lula informou que o Brasil entregou aos Estados Unidos uma proposta formal demonstrando interesse em estabelecer parcerias no setor. A condição apresentada, entretanto, é que o país deixe de ocupar apenas a posição de fornecedor de recursos naturais e passe a agregar valor à produção antes de exportá-la.

A intenção do governo, segundo Lula, é utilizar as reservas minerais para estimular uma cadeia industrial capaz de produzir no Brasil itens como baterias para veículos elétricos, celulares e semicondutores. Com essa estratégia, o presidente defende que uma eventual parceria com os Estados Unidos combine comércio, tecnologia e industrialização, mantendo como princípios o respeito à soberania nacional e a defesa dos interesses econômicos brasileiros.

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Morales cobra investigação após denúncia de suposto grupo policial paralelo para capturá-lo na Bolívia

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Ex-presidente pede proteção para advogada baleada que acusa Fernando Cerimedo de comandar grupo de elite – Foto: Reprodução/ redes sociais

Uma grave denúncia envolvendo um suposto grupo policial que atuaria fora dos canais institucionais provocou reação do ex-presidente da Bolívia Evo Morales. Ele pediu às autoridades uma investigação imediata sobre as declarações da advogada Nadia Beller, que afirma existir uma estrutura de elite dentro da Polícia Boliviana supostamente comandada pelo consultor argentino Fernando Cerimedo e que teria como um dos objetivos capturar o ex-chefe de Estado.

Beller fez as acusações enquanto estava hospitalizada, após sobreviver a um ataque a tiros ocorrido na segunda-feira (17). Ex-companheira de Cerimedo, ela atribuiu a ele o planejamento do atentado e declarou que o argentino exerceria influência sobre policiais que responderiam diretamente às suas determinações. As afirmações são acusações da advogada e ainda dependem de comprovação pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Segundo o relato apresentado por Beller à emissora DTV, uma operação estaria sendo preparada para o Trópico de Cochabamba, região onde fica Chapare e que historicamente concentra forte apoio político a Morales. A advogada afirmou que a suposta ação poderia ocorrer nos próximos dias e teria como finalidade sequestrar o ex-presidente. Ela também declarou que foi atraída ao local do atentado sob o argumento de que receberia informações relacionadas a um processo envolvendo Morales.

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Após a divulgação da entrevista, Morales manifestou solidariedade à advogada e voltou a levantar suspeitas contra Cerimedo, que já atuou como assessor de Javier Milei, na Argentina. O ex-presidente boliviano também o apontou como assessor pessoal do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Morales recordou ainda mensagens anteriores atribuídas ao consultor argentino que, em sua interpretação, representariam ameaças contra sua vida.

Além da suposta estrutura policial, Beller apresentou acusações relacionadas a possíveis esquemas de corrupção envolvendo negócios nos setores de combustíveis e ouro. Morales defendeu que essas declarações também sejam incluídas nas investigações. Até a publicação da reportagem original, não havia confirmação independente das denúncias apresentadas pela advogada nem informação sobre eventual manifestação de todos os citados nas acusações.

Diante da repercussão do caso, Evo Morales exigiu que a Procuradoria-Geral do Estado conduza uma investigação transparente sobre o ataque contra Nadia Beller e garanta proteção à advogada durante a apuração. O ex-presidente também quer que as autoridades esclareçam se realmente existe algum grupo policial funcionando sem fiscalização institucional e investiguem as demais irregularidades denunciadas, ampliando um caso que pode provocar forte tensão política e institucional na Bolívia. As informações são da teleSUR.

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