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PM avança sobre Parada de Lucas e Vigário Geral em nova fase da ocupação do Complexo de Israel

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Operação provoca tiroteios na Zona Norte, interdições temporárias em vias expressas e já soma prisões e apreensão de armamento – Foto: Reprodução/ TV Globo

A Polícia Militar do Rio de Janeiro ampliou a presença das forças de segurança no Complexo de Israel, na Zona Norte da capital. A segunda etapa da operação concentra as ações em Parada de Lucas e Vigário Geral e começou durante a madrugada, com registros de confrontos armados. Quatro suspeitos foram presos, enquanto dois fuzis e uma granada foram apreendidos pelas equipes.

A movimentação policial levou à interrupção preventiva da Avenida Brasil, da Linha Vermelha e da Rodovia Washington Luís (BR-040) por volta das 2h30. As vias foram reabertas pouco antes das 3h. O impacto da operação também chegou à rede municipal de ensino, com quatro unidades escolares afetadas pelas ações realizadas na região.

A nova ofensiva ocorre depois da primeira etapa, iniciada na sexta-feira (21), quando policiais ocuparam áreas da Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas. Durante o avanço, foram retiradas mais de dez toneladas de barricadas e liberadas três vias que estavam bloqueadas por valas. Os agentes também localizaram veículos preparados com explosivos que, segundo a PM, poderiam ser utilizados contra as forças de segurança, mas os artefatos não chegaram a ser acionados.

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Dominado pelo Terceiro Comando Puro (TCP), o Complexo de Israel é apontado pelas autoridades como uma área estratégica na disputa territorial com o Comando Vermelho (CV). A Polícia Militar afirma que a ocupação seguirá por tempo indeterminado e pretende reduzir os confrontos entre facções, combater grupos envolvidos em roubos de veículos e cargas e ampliar a presença do Estado nas comunidades. A corporação também incluiu entre os objetivos da operação o enfrentamento a episódios de perseguição e intolerância religiosa contra moradores e praticantes de diferentes religiões.

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Polícia prende mulher suspeita de vender pacotes de viagens falsos e causar prejuízo milionário no Rio

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Investigação aponta que agência de turismo era utilizada para conquistar a confiança das vítimas – Foto: Reprodução / TV Globo

Uma mulher de 41 anos foi presa preventivamente no Rio de Janeiro sob suspeita de envolvimento em um esquema de venda de pacotes turísticos que, segundo a Polícia Civil, teria provocado prejuízos milionários. A investigada, identificada como Vitória da Cunha Ferreira Alvim, divulgava viagens para destinos no Brasil e no exterior por meio de uma empresa de turismo formalmente registrada.

As apurações foram conduzidas por policiais da 41ª DP (Tanque) e apontaram a existência de diversas pessoas que teriam contratado serviços da agência Latitude Outdoor Adventures. Conforme a investigação, os clientes fechavam pacotes que incluíam passagens aéreas, hospedagens e outros serviços turísticos, realizando os pagamentos principalmente por meio de Pix.

O problema, de acordo com os investigadores, surgia depois que os valores eram transferidos. Apesar dos contratos firmados, as passagens não teriam sido compradas e as hospedagens tampouco reservadas. Uma das vítimas relatou ter desembolsado R$ 9 mil por dois pacotes, com destinos para uma ilha do Caribe e para o Chile, mas nenhuma das viagens teria sido realizada.

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As suspeitas geralmente aumentavam às vésperas das datas previstas para o embarque. Ao cobrarem vouchers, bilhetes e confirmações das hospedagens, clientes descobriam que os serviços não estavam disponíveis. Em determinados casos, as próprias unidades de hospedagem mencionadas nos pacotes teriam informado não existir qualquer reserva registrada em nome dos viajantes.

Após reunir contratos, comprovantes de transferências e depoimentos de vítimas, a polícia sustentou que os episódios não se tratavam apenas de descumprimentos comerciais. A investigação aponta suspeita de que os acordos teriam sido fechados sem intenção de fornecer os serviços vendidos. Diante da quantidade de casos identificados e do risco de novas vítimas, a Justiça decretou a prisão preventiva de Vitória, que deverá responder pelo crime de estelionato.

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