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Operação no Complexo de Israel tem intenso tiroteio, explosivos em barricadas e deixa um morto no Rio
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Ação mobilizou cerca de 200 policiais, provocou o fechamento temporário da Avenida Brasil e afetou o funcionamento de escolas – Foto: Reprodução
Uma grande operação da Polícia Militar movimentou o Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nas primeiras horas desta sexta-feira (21). Cerca de 200 agentes participaram da ofensiva em comunidades apontadas pelas forças de segurança como áreas de atuação do Terceiro Comando Puro (TCP). A entrada das equipes foi marcada por uma intensa troca de tiros.
Diante do confronto registrado ainda durante a madrugada, a Avenida Brasil chegou a ser fechada preventivamente na altura de Cordovil. O bloqueio provocou transtornos para motoristas, com congestionamentos e veículos retornando pela contramão. A circulação foi posteriormente normalizada e, durante a manhã, não houve registro de novas interdições na importante via expressa.
Durante o avanço pelas comunidades, os policiais localizaram barricadas equipadas com artefatos explosivos, além de veículos que, segundo a PM, estavam preparados para explodir com a aproximação das equipes. Acionadores também teriam sido encontrados instalados nos obstáculos. O material foi isolado e retirado seguindo os protocolos de segurança, enquanto o Batalhão de Ações com Cães foi chamado para realizar buscas por outros possíveis explosivos.
A operação também deixou vítimas. Um motorista de ônibus foi atingido no ombro por uma bala perdida quando chegava para trabalhar na garagem da Viação Caprichosa, na Rua Bulhões Marcial, em Parada de Lucas. Ele foi encaminhado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, e apresentava quadro de saúde estável.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, um homem morreu durante confronto com os agentes. Na ação, os policiais apreenderam um fuzil e uma pistola. Equipes do Comando de Operações Especiais, incluindo integrantes do Bope, atuaram em pontos como Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas.
Os confrontos também tiveram reflexos na educação municipal. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, 16 unidades escolares foram impactadas pela operação: oito na região da Cidade Alta, três em Vigário Geral e Parada de Lucas e outras cinco nas comunidades Cinco Bocas e Pica-Pau. A ação policial continuou durante a manhã com buscas e varreduras em diferentes pontos das comunidades.
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Delegado aposentado da PF ligado às investigações do caso Marielle é preso por suspeita de furto no Rio
Hélio Khristian foi detido após abordagem em supermercado na Barra da Tijuca – Foto: Reprodução/TV Globo
O delegado aposentado da Polícia Federal Hélio Khristian Cunha de Almeida foi preso em flagrante nesta quinta-feira (20), na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ele é suspeito de tentar deixar um supermercado localizado na Avenida das Américas levando aproximadamente R$ 500 em produtos que, segundo a polícia, não teriam sido pagos.
De acordo com informações da Polícia Militar, Hélio teria passado pelo caixa e efetuado o pagamento de apenas uma parte das mercadorias. Outros itens teriam sido colocados em sacolas diferentes. A situação chamou a atenção da segurança do estabelecimento, e o delegado aposentado acabou abordado no estacionamento. A gerência foi acionada e o caso posteriormente encaminhado às autoridades policiais.
Um funcionário relatou aos policiais que não teria sido a primeira ocorrência envolvendo procedimento semelhante no supermercado. Segundo o depoimento, em outra ocasião Hélio teria sido identificado com produtos sem o devido pagamento, mas acabou liberado após ser orientado a quitar o valor das mercadorias. O episódio desta quinta-feira, no entanto, terminou com a prisão em flagrante.
O nome de Hélio Khristian ganhou repercussão nacional anteriormente por aparecer nas investigações relacionadas aos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Ele e outros dois delegados foram investigados após levarem o ex-policial militar Rodrigo Jorge Ferreira, o Ferreirinha, ao então delegado Rivaldo Barbosa, apresentando-o como uma testemunha que teria informações sobre possíveis mandantes do crime.
Posteriormente, uma investigação da Polícia Federal apontou que Ferreirinha teria sido utilizado como uma falsa testemunha numa tentativa de atrapalhar a apuração do caso. Hélio chegou a ser denunciado pela então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sob acusação relacionada à suposta obstrução das investigações. O delegado, porém, foi inocentado e o processo acabou arquivado. Ferreirinha, por sua vez, foi condenado a quatro anos de prisão.
Além desse episódio, Hélio Khristian já enfrentou outras apurações durante sua trajetória profissional, incluindo uma denúncia por concussão relacionada à condução de um inquérito aberto em 2005, da qual foi absolvido por falta de provas suficientes. Já aposentado, ele ainda responde a processo disciplinar envolvendo suspeita de extorsão. A ocorrência desta quinta-feira foi registrada na 16ª DP (Barra da Tijuca), para onde o ex-delegado foi conduzido após a abordagem no supermercado.
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