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Banco Master, rachadinha, suspeitas de lavagem de dinheiro e ligação com milícia: PT amplia ofensiva contra Flávio Bolsonaro

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Campanha governista cobra explicações sobre recursos destinados ao filme sobre Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução/ IA

A campanha presidencial começou em clima de confronto direto entre os principais grupos políticos do país. Após a divulgação de informações de investigações que mencionam Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT), e a lobista Roberta Luchsinger, dirigentes petistas decidiram aumentar a ofensiva contra Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, numa tentativa de deslocar o centro do debate político e reduzir os efeitos negativos das revelações sobre o campo governista.

Um dos principais pontos explorados pelo PT envolve a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Os petistas voltaram a cobrar esclarecimentos sobre R$ 61 milhões relacionados ao financiamento de Dark Horse, produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro. Segundo as cobranças feitas pelos adversários, Flávio havia prometido apresentar informações detalhadas sobre a aplicação dos recursos, mas o assunto voltou ao centro da disputa depois que o senador classificou a controvérsia como “página virada”.

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A resposta provocou reação imediata entre integrantes da campanha de Lula. O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, acusou Flávio de não esclarecer adequadamente a destinação do dinheiro e fez críticas duras ao candidato do PL. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) também entrou na ofensiva, contestando a tentativa do senador de atribuir ao governo Lula responsabilidades relacionadas ao Banco Master e afirmando que a instituição já apresentava crescimento durante a gestão de Jair Bolsonaro.

A estratégia petista, porém, não deverá ficar restrita ao episódio envolvendo Vorcaro e a produção cinematográfica. A campanha governista pretende recuperar casos antigos associados a Flávio Bolsonaro, entre eles a investigação sobre supostas “rachadinhas” em seu antigo gabinete quando exercia mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Também devem voltar ao debate acusações relacionadas a suposta lavagem de dinheiro envolvendo uma loja de chocolates da qual o senador foi sócio.

Nas redes sociais, o PT já começou a reunir diferentes episódios controversos da trajetória política de Flávio. Entre os assuntos apresentados estão as antigas relações atribuídas ao senador com o ex-policial Adriano da Nóbrega e referências ao ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar. A ofensiva digital demonstra que o partido pretende transformar o histórico do candidato bolsonarista em uma das principais linhas de ataque durante a campanha presidencial.

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Com investigações e acusações sendo exploradas pelos dois lados, a tendência é de que a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro avance para além das propostas de governo e seja marcada também pela tentativa de desgastar adversários. Enquanto o campo governista busca respostas sobre Banco Master e episódios do passado do senador, a oposição deverá continuar explorando as investigações que alcançam pessoas próximas ao presidente, ampliando a temperatura política nas primeiras semanas da corrida eleitoral.

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Mensagens revelam negociação milionária com Vorcaro, mas Flávio Bolsonaro tenta empurrar escândalo Dark Horse para Lula

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Candidato do PL diz que prestação de contas do filme estaria regular e direciona críticas ao presidente Lula – 

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) procurou afastar de sua campanha, nesta quinta-feira (20), as cobranças envolvendo o financiamento do filme Dark Horse. Durante agenda no Mercadão de São Miguel, na zona leste de São Paulo, Flávio direcionou os questionamentos ao presidente Lula (PT), embora as informações do caso apontem que ele próprio participou das negociações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para um aporte de US$ 24 milhões — aproximadamente R$ 134 milhões.

Ao ser questionado sobre as tratativas, Flávio afirmou que a prestação de contas relacionada à produção cinematográfica teria sido divulgada a partir do processo e sustentou que os documentos comprovariam a regularidade das operações. Em seguida, mudou o foco da resposta e declarou que “quem tem que prestar conta é o Lula”, citando supostos encontros envolvendo Vorcaro e Augusto Lima. Até o momento, porém, não foram apresentados elementos que comprovem participação de Lula na negociação do financiamento de Dark Horse ou em eventual acordo com Vorcaro para mudanças na direção do Banco Central.

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A tentativa de transferir o desgaste político ocorre em meio à divulgação de informações sobre as conversas mantidas diretamente entre Flávio e Vorcaro. Conforme o material relacionado ao caso, o então banqueiro participou das tratativas para disponibilizar US$ 24 milhões ao projeto cinematográfico, valor que, convertido para a moeda brasileira, chega à casa dos R$ 134 milhões. A negociação colocou a relação entre os dois no centro das explicações cobradas do candidato do PL.

As mensagens atribuídas a Flávio e Vorcaro também indicam uma relação de proximidade que ultrapassava uma comunicação estritamente formal. Nas conversas, o ex-banqueiro teria chamado Flávio de “irmãozão”, enquanto o senador utilizava expressões como “irmão” e “mermão”. O conteúdo ganha relevância porque os diálogos ocorreram justamente no período em que avançavam as discussões sobre os recursos destinados ao filme.

Além das mensagens, registros das comunicações apontam para contatos telefônicos frequentes entre os dois. Flávio e Vorcaro teriam conversado por telefone pelo menos cinco vezes somente em setembro de 2025, somando mais de seis minutos de chamadas. Parte desses contatos teria ocorrido em períodos considerados importantes para a cobrança e liberação dos recursos destinados ao projeto, antes de novos valores serem enviados ao exterior.

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Com a repercussão do episódio, a estratégia adotada por Flávio durante a agenda eleitoral foi deslocar o debate para o governo federal e sustentar que suas próprias contas estariam esclarecidas. O caso, entretanto, mantém sob atenção as negociações de US$ 24 milhões, as mensagens de proximidade e as ligações realizadas com Vorcaro. Esses elementos devem continuar alimentando os questionamentos sobre a relação entre o candidato presidencial e o ex-banqueiro e sobre as circunstâncias envolvendo o financiamento milionário de Dark Horse.

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