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Lulinha aciona Flávio Bolsonaro na Justiça e pede retirada de vídeo feito com IA que o associa a desvios no INSS

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Fábio Luís afirma que publicação atribui a ele acusação falsa de envolvimento em crimes contra aposentados – Foto: Reprodução

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, decidiu recorrer à Justiça contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por causa de um vídeo produzido com inteligência artificial e divulgado nas redes sociais. Na ação, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicita a exclusão do conteúdo, que o relaciona a supostos desvios envolvendo beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A peça questionada simula Flávio Bolsonaro pilotando uma aeronave durante uma missão fictícia para encontrar Lulinha. Ao longo da gravação, o empresário é apresentado como suspeito de ter roubado milhões de idosos brasileiros, enquanto outra passagem faz referência ao chamado “roubo dos velhinhos do INSS”. Para os advogados de Fábio Luís, o conteúdo ultrapassa os limites da crítica política ao atribuir a ele uma conduta criminosa que, segundo a defesa, não corresponde aos fatos.

No processo, protocolado na terça-feira (18), a defesa solicita uma decisão liminar determinando que Flávio retire o vídeo de seus perfis no X e no Instagram no prazo de 24 horas. Também é pedido que o senador fique impedido de voltar a publicar o mesmo material ou conteúdos semelhantes. Além disso, Lulinha reivindica uma indenização de R$ 10 mil por danos morais e pede que a Justiça reconheça suposto abuso no emprego de inteligência artificial.

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Os advogados sustentam que Fábio Luís não é investigado, indiciado ou denunciado por participação nas fraudes praticadas contra aposentados e pensionistas do INSS. A argumentação apresentada ao Judiciário afirma ainda que, apesar do caráter fictício da encenação produzida por IA, o vídeo não deixaria igualmente evidente ao público que a acusação direcionada ao empresário também seria fictícia.

A ação contra Flávio Bolsonaro foi apresentada no mesmo dia em que Lulinha acionou judicialmente o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por outra publicação criada com inteligência artificial. Nesse segundo vídeo, o empresário aparece em uma plantação de maconha e recebe a expressão “Messi da impunidade”. O pedido de retirada imediata desse conteúdo, entretanto, foi inicialmente rejeitado pelo juiz Marcelo Augusto Oliveira, que entendeu, em análise preliminar, que a publicação aparentava estar inserida no campo da sátira e da crítica.

Os dois processos tramitam na Justiça de São Paulo. Na ação envolvendo Flávio Bolsonaro, a defesa argumenta ainda que Lulinha, embora seja filho do presidente da República e uma pessoa conhecida nacionalmente, não exerce mandato eletivo nem ocupa função pública. Para seus advogados, a relação familiar com Lula estaria sendo utilizada como instrumento de disputa política, sem que exista acusação formal que atribua ao empresário participação nos crimes investigados envolvendo beneficiários do INSS. As informações foram divulgadas pela Folha de São Paulo

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Lindbergh Farias chama Flávio Bolsonaro de “cínico” e cobra investigação sobre relação com Daniel Vorcaro

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Deputado rebate versão apresentada pelo senador sobre o caso Dark Horse e afirma que candidato à Presidência ainda precisa esclarecer as tratativas – Foto: Reprodução/ IA

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) elevou o tom contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quinta-feira (20), após o senador e candidato à Presidência tentar afastar de si os questionamentos relacionados ao caso Dark Horse. Em publicação nas redes sociais, Lindbergh classificou Flávio como “cínico” e contestou a afirmação de que ele já teria apresentado documentos suficientes para esclarecer as suspeitas envolvendo o financiamento do filme.

A reação ocorreu depois de Flávio declarar, durante uma agenda de campanha na zona leste de São Paulo, que sua situação estaria regular e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é quem deveria prestar esclarecimentos sobre o Banco Master. A declaração voltou a colocar no centro do debate as tratativas atribuídas ao senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a obtenção de US$ 24 milhões, aproximadamente R$ 134 milhões, destinados ao projeto cinematográfico.

Lindbergh afirmou que Flávio tenta mudar o foco das cobranças e questionou a alegação de que todas as informações necessárias já teriam sido apresentadas. “Nunca apresentou nada!”, escreveu o deputado, que também defendeu uma investigação sobre a atuação do senador. Em outra manifestação, acusou Flávio de mentir ao dizer que estaria “tudo certinho” e criticou a tentativa de direcionar o caso para Lula.

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Durante visita ao Mercadão de São Miguel, Flávio sustentou que informações sobre a prestação de contas do filme teriam vindo a público e demonstrariam, segundo sua versão, a regularidade da operação. Na mesma declaração, o senador mencionou Lula, Augusto Lima e Vorcaro ao argumentar que as explicações sobre o Banco Master deveriam ser cobradas do presidente da República.

O episódio ganha ainda mais repercussão por causa das mensagens atribuídas a Flávio e Vorcaro. As conversas divulgadas indicam uma relação de proximidade entre os dois, com tratamento informal e expressões como “irmão”, “irmãozão” e “mermão”. Os registros também apontam que a comunicação não teria ficado restrita às mensagens de texto.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, Flávio e Vorcaro teriam realizado pelo menos cinco ligações telefônicas em setembro de 2025, totalizando mais de seis minutos de conversas. Os contatos teriam ocorrido em meio às discussões sobre o envio de recursos para o Dark Horse e antes de novos repasses ao exterior. Agora, Lindbergh pressiona para que as tratativas sejam investigadas e afirma que as explicações apresentadas até o momento pelo senador não encerram os questionamentos sobre o episódio.

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