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Após sobreviver a atentado a tiros, advogada Nadia Beller denuncia aliado dos Bolsonaro e revela supostos esquemas nos bastidores de Milei

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Nadia afirma que ataque a tiros teria sido planejado para silenciá-la e faz acusações sobre movimentações financeiras, estruturas digitais do governo argentino – Reprodução/ X/ clarincom

A advogada e ativista Nadia Beller apresentou novas acusações contra o consultor digital Fernando Cerimedo, apontado como aliado da família Bolsonaro e ex-estrategista ligado ao governo de Javier Milei. Segundo Beller, Cerimedo teria sido o responsável por ordenar o atentado a tiros do qual ela foi vítima, com o objetivo de impedir que informações sobre supostos esquemas financeiros e políticos fossem levadas às autoridades. As acusações são feitas pela própria advogada e ainda dependem de apuração e comprovação judicial.

Beller falou sobre o caso enquanto estava internada na Clínica Las Américas, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde permaneceu sob proteção policial. Ela mostrou ferimentos na região do pescoço e afirmou que dois projéteis permaneceram alojados em seu corpo sem atingir órgãos vitais. A ativista também contestou a versão atribuída à defesa de Cerimedo de que o episódio teria sido uma simulação e sustentou que o ataque foi uma tentativa concreta de assassinato.

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De acordo com o relato de Beller, elementos reunidos durante a investigação indicariam contatos anteriores ao atentado e supostas tratativas para contratação dos executores. Ela também afirmou que mensagens incorporadas ao processo mostrariam comunicações após a confirmação de que havia sido baleada. A advogada defendeu a decisão da Justiça boliviana que determinou prisão preventiva de Cerimedo por 180 dias e alegou que, mesmo detido inicialmente, ele ainda buscava manter influência sobre pessoas e administrar suas estruturas digitais.

Beller também relacionou o episódio ao relacionamento que mantinha com Cerimedo. Segundo ela, a descoberta de uma gravidez e sua intenção de procurar as autoridades para denunciar supostas agressões anteriores teriam intensificado o conflito entre os dois. A advogada relatou ter sido vítima de enforcamento em 24 de junho e disse que enfrentava pressões emocionais para não registrar ocorrências policiais. Essas declarações integram a versão apresentada por Beller e deverão ser confrontadas com as provas e manifestações da defesa no processo.

No campo financeiro e político, Beller fez acusações ainda mais amplas. Ela afirmou que Cerimedo movimentava valores elevados e teria mencionado faturamento mensal de aproximadamente US$ 800 mil em Buenos Aires, supostamente apresentado como proveniente de doações. A ativista também atribuiu ao consultor declarações envolvendo Karina Milei, irmã e secretária-geral da Presidência argentina, em suposto esquema de cobrança de propinas relacionado à Agência Nacional de Deficiência (Andis). Beller citou ainda Natalia Basil, ex-mulher de Cerimedo, que teria ocupado função no órgão. As alegações contra integrantes do governo argentino não são apresentadas, no relato fornecido, acompanhadas de comprovação independente.

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A advogada afirmou ainda que Cerimedo comandaria estruturas voltadas à disseminação de desinformação, criação de perfis falsos e ataques coordenados nas redes sociais em diferentes países da América Latina. Segundo Beller, uma das principais operações estaria instalada na Argentina e técnicas semelhantes teriam sido utilizadas também no cenário político boliviano. Apesar do atentado e das campanhas que afirma enfrentar, ela declarou que pretende continuar colaborando com as investigações e buscando na Justiça a responsabilização de todos que, segundo sua versão, participaram do ataque. As Informaçõe e do jornal Clarín.

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Aloizio Mercadante rebate Flávio Bolsonaro e defende aumento do etanol como estratégia para transição energética no Brasil

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Presidente do BNDES afirma que críticas ignoram avanços dos biocombustíveis e destaca mais de R$ 17 bilhões aprovados para investimentos no setor – Foto: André Telles/ BNDES

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, reagiu às declarações do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra a ampliação da mistura de etanol na gasolina. Em posicionamento público, Mercadante afirmou que as críticas demonstram uma visão ultrapassada sobre a política energética brasileira e classificou o discurso do parlamentar como uma manifestação de “negacionismo climático”.

A reação ocorreu depois de Flávio Bolsonaro questionar a política adotada pelo governo federal durante uma transmissão ao vivo. O senador comparou o aumento da presença do biocombustível na gasolina à chamada “reduflação”, expressão utilizada quando produtos têm seu conteúdo reduzido sem queda proporcional no preço. Flávio declarou que “a gasolina virou etanol” e também levantou dúvidas sobre possíveis impactos da mudança nos motores dos veículos.

Mercadante contestou a argumentação e afirmou que a utilização crescente de combustíveis renováveis não busca prejudicar consumidores, mas diminuir gradualmente a dependência brasileira de derivados do petróleo. Segundo o presidente do BNDES, ampliar o uso do etanol produzido no próprio país fortalece a segurança energética, estimula a indústria nacional, movimenta a agricultura e contribui para a redução das emissões de carbono.

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O dirigente também apresentou números dos financiamentos realizados pelo banco para sustentar sua defesa. Desde o início do atual governo Lula, segundo Mercadante, mais de R$ 17 bilhões foram aprovados para projetos ligados aos biocombustíveis, contra R$ 4,4 bilhões registrados no governo anterior. Os investimentos envolvem 17 projetos e devem acrescentar mais de 5 bilhões de litros por ano à capacidade brasileira de produção de etanol. Outros R$ 1,7 bilhão foram destinados ao desenvolvimento de tecnologias, incluindo motores híbridos flex e máquinas agrícolas abastecidas integralmente com etanol.

Para Mercadante, a aposta nos biocombustíveis também integra uma estratégia de reindustrialização e modernização tecnológica do país. O presidente do BNDES destacou que o Brasil acumula décadas de pesquisa e conhecimento na produção de etanol, com participação de universidades, da Embrapa e de instituições públicas. Na avaliação do economista, essa experiência coloca o país em posição privilegiada para transformar a descarbonização da economia em geração de empregos, renda, inovação e maior independência energética.

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