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Aloizio Mercadante rebate Flávio Bolsonaro e defende aumento do etanol como estratégia para transição energética no Brasil

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Presidente do BNDES afirma que críticas ignoram avanços dos biocombustíveis e destaca mais de R$ 17 bilhões aprovados para investimentos no setor – Foto: André Telles/ BNDES

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, reagiu às declarações do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra a ampliação da mistura de etanol na gasolina. Em posicionamento público, Mercadante afirmou que as críticas demonstram uma visão ultrapassada sobre a política energética brasileira e classificou o discurso do parlamentar como uma manifestação de “negacionismo climático”.

A reação ocorreu depois de Flávio Bolsonaro questionar a política adotada pelo governo federal durante uma transmissão ao vivo. O senador comparou o aumento da presença do biocombustível na gasolina à chamada “reduflação”, expressão utilizada quando produtos têm seu conteúdo reduzido sem queda proporcional no preço. Flávio declarou que “a gasolina virou etanol” e também levantou dúvidas sobre possíveis impactos da mudança nos motores dos veículos.

Mercadante contestou a argumentação e afirmou que a utilização crescente de combustíveis renováveis não busca prejudicar consumidores, mas diminuir gradualmente a dependência brasileira de derivados do petróleo. Segundo o presidente do BNDES, ampliar o uso do etanol produzido no próprio país fortalece a segurança energética, estimula a indústria nacional, movimenta a agricultura e contribui para a redução das emissões de carbono.

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O dirigente também apresentou números dos financiamentos realizados pelo banco para sustentar sua defesa. Desde o início do atual governo Lula, segundo Mercadante, mais de R$ 17 bilhões foram aprovados para projetos ligados aos biocombustíveis, contra R$ 4,4 bilhões registrados no governo anterior. Os investimentos envolvem 17 projetos e devem acrescentar mais de 5 bilhões de litros por ano à capacidade brasileira de produção de etanol. Outros R$ 1,7 bilhão foram destinados ao desenvolvimento de tecnologias, incluindo motores híbridos flex e máquinas agrícolas abastecidas integralmente com etanol.

Para Mercadante, a aposta nos biocombustíveis também integra uma estratégia de reindustrialização e modernização tecnológica do país. O presidente do BNDES destacou que o Brasil acumula décadas de pesquisa e conhecimento na produção de etanol, com participação de universidades, da Embrapa e de instituições públicas. Na avaliação do economista, essa experiência coloca o país em posição privilegiada para transformar a descarbonização da economia em geração de empregos, renda, inovação e maior independência energética.

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Presidente Lula diz que eleição colocará dois projetos de país frente a frente e alerta contra volta de quem “não gosta de pobre”

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Em ato político em Natal, presidente defende políticas sociais, investimentos em educação e saúde – Foto:  Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante ato político em Natal, no Rio Grande do Norte, que a eleição presidencial de outubro representará uma escolha entre dois caminhos diferentes para o Brasil. Em discurso voltado principalmente às políticas sociais de seu governo, Lula afirmou que pretende apresentar aos eleitores um projeto baseado na ampliação de direitos, no combate à desigualdade e na criação de oportunidades para a população de menor renda.

Ao estabelecer o contraste com seus adversários, Lula endureceu o discurso e declarou que o Brasil não pode permitir o retorno ao comando do país de grupos que, segundo ele, não priorizam os mais pobres. “Esse país não pode voltar a ser governado por gente que não gosta de pobre”, afirmou. O presidente acrescentou que a disputa colocará, de um lado, quem busca ampliar direitos e, de outro, aqueles que, em sua avaliação, desprezam as necessidades da população.

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Ao falar diretamente aos participantes do ato, Lula tentou afastar a ideia de que a eleição deve ser encarada apenas como uma escolha pessoal entre candidatos. “Vocês não têm que votar no Lula, vocês têm que votar em vocês. Se acharem que eu mereço a confiança de vocês, votem em mim, porque eu estou votando em vocês”, declarou. Segundo o presidente, os eleitores devem analisar quais políticas podem melhorar concretamente suas condições de vida antes de decidir o voto.

Lula também utilizou a expansão do acesso ao ensino superior como exemplo das transformações que pretende defender na campanha. O presidente citou universidades, institutos federais e escolas de tempo integral e afirmou que filhos de trabalhadores precisam ter as mesmas possibilidades de estudar e construir uma profissão que jovens de famílias de maior renda. Para ele, ampliar oportunidades educacionais é fundamental para enfrentar desigualdades históricas existentes no país.

Na saúde, Lula destacou a Farmácia Popular e o programa Agora Tem Especialistas, iniciativa voltada à redução das filas por consultas, exames e cirurgias especializadas no Sistema Único de Saúde (SUS). O presidente também mencionou a expansão do atendimento odontológico, inclusive por meio de unidades móveis, e afirmou que novas tecnologias estão sendo utilizadas para ampliar a oferta de próteses e outros serviços para comunidades que enfrentam dificuldades de acesso à assistência.

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Na reta final do discurso, Lula relacionou ainda a valorização do salário mínimo, o combate à fome, a reforma agrária e as políticas destinadas às populações indígenas e quilombolas como exemplos do projeto que pretende defender nas urnas. Para o presidente, a eleição de outubro permitirá que a população julgue não somente as promessas dos candidatos, mas também o histórico de cada grupo político. Ao reforçar a polarização entre os projetos, Lula voltou a afirmar que o Brasil não deve ser novamente comandado por quem, segundo ele, “não gosta de pobre”.

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