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Geraldo Alckmin defende reeleição do presidente Lula e destaca democracia, indústria e avanços sociais em ato no ABC paulista
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Vice-presidente resgata história das lutas sindicais na Vila Euclides, cita retomada industrial e afirma que novo mandato dará continuidade – Foto: Reprodução
O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou neste domingo (16) seu apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o ato realizado na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Em seu pronunciamento, Alckmin associou a campanha presidencial à defesa da democracia e afirmou que a continuidade do atual governo permitiria ampliar políticas sociais, investimentos e ações voltadas ao desenvolvimento econômico.
O local escolhido para o lançamento ganhou destaque no discurso do vice-presidente. Alckmin relembrou que a Vila Euclides foi palco das grandes mobilizações de trabalhadores no fim da década de 1970 e utilizou referências ao futebol para relacionar aquele período de enfrentamento à ditadura militar com o atual cenário político. Segundo ele, foi naquele espaço que trabalhadores demonstraram a importância da liberdade política para a conquista de direitos.
Ao relembrar as mobilizações sindicais, Alckmin destacou a participação de diferentes setores da sociedade na luta pela redemocratização. Trabalhadores, sindicatos, estudantes, artistas, cientistas, juristas e organizações da sociedade civil foram mencionados pelo vice-presidente como personagens importantes daquele processo. Lula, que naquele período despontava como liderança sindical, foi apresentado como um dos principais nomes responsáveis pela articulação do movimento.
Já ao tratar das eleições de 2026, o vice-presidente afirmou que a aliança em torno da candidatura de Lula reúne diferentes forças políticas e citou nomes como Fernando Haddad, Márcio França, Simone Tebet e Marina Silva. Para Alckmin, a reeleição do presidente representaria não apenas a manutenção da atual coalizão, mas também o fortalecimento das instituições democráticas e a continuidade das ações desenvolvidas pelo governo.
Alckmin também utilizou parte do pronunciamento para apresentar resultados que atribuiu à atual administração federal. O vice-presidente mencionou crescimento do emprego, da renda e da economia, além de avanços nas áreas de educação, saúde e proteção ambiental. Os indicadores foram utilizados por ele como argumento para defender que Lula permaneça no Palácio do Planalto por mais um mandato.
A indústria ganhou espaço especial no discurso por causa da importância histórica do ABC paulista para o setor. Alckmin comparou o fechamento de unidades industriais durante o governo anterior com investimentos anunciados nos últimos anos. Ele citou a chegada e expansão de empresas como GWM e BYD e mencionou ainda a retomada de atividades industriais em Jacareí como exemplos do processo de recuperação da produção e geração de empregos.
Outro ponto abordado foi a ampliação das relações comerciais do Brasil com outros mercados. O vice-presidente destacou acordos envolvendo Mercosul, Singapura, EFTA e União Europeia e afirmou que a estratégia de abertura de novos mercados vem contribuindo para aumentar as exportações brasileiras. Para Alckmin, a combinação entre política industrial, comércio exterior e atração de investimentos deverá continuar sendo uma das bases do projeto defendido pela chapa governista.
No encerramento, Alckmin voltou ao simbolismo político da Vila Euclides e pregou unidade em torno da candidatura de Lula. O vice-presidente afirmou estar confiante na disputa eleitoral e relacionou a campanha à defesa da soberania nacional, da democracia e das políticas destinadas à população. Diante dos apoiadores, encerrou o pronunciamento com um chamado à mobilização e reforçou que o grupo pretende chegar unido às urnas em busca de mais um mandato presidencial.
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Lula apresenta propostas para novo mandato e defende Ministério da Segurança e produção tecnológica com minerais brasileiros
Em ato em São Bernardo do Campo, presidente condiciona criação de nova pasta à aprovação de PEC e defende que minerais críticos sejam transformados no Brasil – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou neste domingo (16), durante o lançamento de sua campanha à reeleição em São Bernardo do Campo (SP), algumas das propostas que pretende levar para a disputa eleitoral. Entre os principais pontos anunciados estão a criação de um Ministério da Segurança Pública, condicionada à aprovação de uma mudança constitucional, e uma política para impedir que minerais críticos brasileiros sejam exportados apenas como matéria-prima.
Durante o evento realizado no estádio da Vila Euclides, Lula afirmou que pretende ampliar a presença do governo federal no enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, a criação de uma estrutura ministerial exclusiva para o setor dependerá da aprovação da PEC da Segurança Pública, que já passou pela Câmara dos Deputados e agora tramita no Senado. A proposta busca fortalecer a integração entre União, estados e municípios sem retirar as atribuições dos governos estaduais.
Ao abordar a criminalidade, o presidente defendeu que as ações de segurança avancem sobre o patrimônio e as fontes de financiamento das organizações criminosas. Lula afirmou que operações realizadas durante seu atual governo atingiram cerca de R$ 35 bilhões vinculados ao crime organizado e sustentou que combater o poder econômico dessas organizações é fundamental para enfraquecer estruturas criminosas mais sofisticadas.
Lula também voltou a criticar o crescimento da circulação de armas e munições no país. Ao recordar campanhas de desarmamento realizadas em seus governos anteriores, afirmou que mais de 500 mil armas foram entregues voluntariamente pela população naquele período. Em contraponto, citou números superiores a 1 milhão de armas e 1 bilhão de munições comercializadas posteriormente e questionou quanto desse material pode ter chegado às mãos de organizações criminosas.
Outro eixo destacado no discurso foi a exploração dos minerais críticos e das terras raras. Lula afirmou que pretende evitar um modelo baseado simplesmente na retirada e exportação desses recursos. A proposta apresentada pelo presidente é estabelecer no Brasil etapas de processamento, industrialização e fabricação de produtos tecnológicos, aumentando o valor agregado da produção e estimulando a criação de empregos especializados.
O presidente mencionou Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido ao defender maior autonomia brasileira sobre essas riquezas naturais. Segundo Lula, o país não deve escolher uma potência estrangeira para assumir o protagonismo na exploração dos minerais estratégicos. A intenção apresentada no evento é formar pesquisadores e trabalhadores brasileiros capazes de atuar desde a pesquisa e extração até a produção de componentes utilizados em celulares, chips, baterias e outras tecnologias.
A estratégia foi relacionada pelo presidente à Nova Indústria Brasil e à expansão dos investimentos em universidades e institutos federais. Lula afirmou que a retomada industrial precisa caminhar junto com a formação profissional e científica, especialmente em áreas consideradas decisivas para as próximas décadas. Ele também defendeu a ampliação das escolas de tempo integral, incluindo atividades relacionadas à cultura, música, meio ambiente e formação cidadã.
As propostas deverão integrar o programa de governo que Lula pretende apresentar ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin durante a campanha. No encerramento do discurso, o presidente também relacionou a execução de seu projeto político à eleição de aliados para a Câmara dos Deputados, Senado e governos estaduais. Segurança pública, educação, industrialização e domínio nacional sobre recursos estratégicos aparecem, assim, entre os principais temas escolhidos por Lula para sustentar sua tentativa de conquistar um novo mandato.
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