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Presidente Lula recebe irmãos Batista, André Esteves e líderes de grandes empresas para jantar que aproxima governo do setor privado
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Jantar terá nomes de gigantes como JBS, Cosan, Bradesco e BTG Pactual e faz parte da tentativa do governo de estreitar relações com o setor privado – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Lula abre as portas do Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (31) para um encontro com alguns dos principais representantes do empresariado e do sistema financeiro brasileiro. O jantar ocorre em um momento de atenção do mercado para os rumos da economia e integra uma movimentação do governo para ampliar os canais de diálogo com grandes investidores e dirigentes de empresas.
Entre os nomes esperados estão Joesley Batista, vice-presidente do Conselho de Administração da JBS, e Wesley Batista, presidente do colegiado da companhia. Também aparecem na relação Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan; Luiz Carlos Trabuco, presidente do Conselho de Administração do Bradesco; e André Esteves, sócio sênior do BTG Pactual.
A aproximação ocorre diante de cobranças de parte do setor empresarial sobre questões consideradas decisivas para o ambiente de negócios. Situação das contas públicas, inflação, juros, crescimento da dívida e desempenho da atividade econômica estão entre os assuntos que devem ganhar espaço nas conversas. Empresários demonstram preocupação principalmente com a expansão das despesas e seus possíveis reflexos sobre as expectativas do mercado e o custo do crédito.
Lula, por outro lado, rejeita avaliações de que sua administração esteja levando o Brasil para uma situação de descontrole fiscal. O governo tenta sustentar uma agenda de crescimento econômico enquanto enfrenta pressões para demonstrar maior equilíbrio das contas públicas. Para investidores, a evolução da dívida e das despesas influencia diretamente a percepção de risco e pode contribuir para a permanência dos juros elevados por um período maior.
Outro assunto que gera divergências é a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho e o fim da chamada escala 6×1. Representantes empresariais avaliam que uma redução da jornada pode provocar aumento dos custos, principalmente em atividades que precisam manter funcionamento diário, como comércio, hotelaria, transportes, serviços e determinados segmentos industriais.
O jantar no Alvorada poderá ser apenas uma etapa de uma articulação mais ampla entre o Planalto e o empresariado. Também está no horizonte um encontro de maior porte em São Paulo, com previsão de reunir cerca de 200 empresários. Ao intensificar essa aproximação, Lula busca diminuir resistências, ouvir as principais demandas do setor produtivo e reforçar a interlocução com grupos que exercem influência direta sobre investimentos, geração de empregos e desempenho da economia brasileira.
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Polícia Federal investiga negócios envolvendo Flávio Bolsonaro e projeto do filme “Dark Horse” por suspeitas de corrupção e lavagem
Investigadores apuram relação com Daniel Vorcaro, origem dos recursos e eventual existência de vantagem indevida – Foto: Ag. Senado/IA
A Polícia Federal investiga as circunstâncias de negócios relacionados ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e ao projeto cinematográfico “Dark Horse”. A apuração busca esclarecer suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e, segundo as informações divulgadas sobre o caso, investigadores consideram insuficiente tratar o episódio exclusivamente como uma negociação privada de patrocínio.
Flávio Bolsonaro sustenta que não houve irregularidade e afirma ter solicitado ao empresário Daniel Vorcaro apoio financeiro privado para o projeto. O senador também nega ter recebido qualquer transferência de recursos ligada ao filme e defende que o financiamento não representou pagamento ou benefício direcionado pessoalmente a ele.
A investigação, porém, procura reconstruir toda a movimentação relacionada ao negócio. Entre os pontos analisados estão a procedência do dinheiro, os responsáveis pelas operações, a maneira como eventuais valores foram repassados e quem teria sido o destinatário final. A PF também busca identificar se terceiros participaram da circulação dos recursos.
Um dos principais aspectos sob análise é saber se uma eventual vantagem teria sido solicitada ou recebida em razão do cargo público ocupado por Flávio Bolsonaro. A linha investigativa considera a possibilidade de enquadramento no crime de corrupção passiva, previsto no artigo 317 do Código Penal, caso sejam encontrados elementos que demonstrem a existência de vantagem indevida relacionada à função pública.
Nesse contexto, a ausência de uma transferência bancária diretamente para o senador, argumento apresentado por Flávio em sua defesa, não seria suficiente para afastar a apuração. Os investigadores querem determinar se recursos ou benefícios poderiam ter chegado indiretamente a outras pessoas ou estruturas vinculadas ao projeto, além de esclarecer a finalidade de cada movimentação financeira identificada.
A relação entre Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o projeto “Dark Horse” permanece, portanto, no centro das diligências. Caberá à Polícia Federal reunir provas capazes de confirmar ou afastar as suspeitas investigadas. Até que a apuração seja concluída, as hipóteses de corrupção passiva e lavagem de dinheiro permanecem sob investigação, enquanto o senador nega irregularidades e sustenta que houve apenas um patrocínio privado. As informações são do blog de Andréia Sadi, no G1.
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