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Juliana Brizola lidera corrida pelo governo do Rio Grande do Sul e aparece à frente de Zucco em pesquisa

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Levantamento do Real Time Big Data mostra pedetista com 38% no primeiro turno – Foto: X/ @JulianaBrizola | Marina Ramos/ CdosD

A disputa pelo comando do Rio Grande do Sul tem Juliana Brizola (PDT) na dianteira, segundo pesquisa do Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (25). A candidata alcança 38% das intenções de voto no cenário estimulado para o primeiro turno, enquanto Luciano Zucco (PL) aparece com 32%. Gabriel Souza (MDB) ocupa a terceira colocação, com 19%, e Marcelo Maranata (PSDB) registra 4%. Brancos e nulos representam 3%, mesmo percentual dos entrevistados que não souberam ou preferiram não responder.

O levantamento também simulou possíveis confrontos de segundo turno. Contra Zucco, Juliana aparece com 45%, enquanto o candidato do PL soma 41%. Apesar da vantagem numérica da pedetista, a diferença está dentro da margem de erro, configurando empate técnico. Nesse cenário, 7% permanecem indecisos e outros 7% afirmam que votariam em branco ou anulariam o voto.

Nas outras simulações, Zucco registra 43% diante de Gabriel Souza, que aparece com 38%. Já Juliana Brizola abre uma diferença maior contra o candidato do MDB: a pedetista chega a 48%, ante 35% de Gabriel. Nesse último confronto, 8% não sabem em quem votar e 9% indicam voto branco, nulo ou afirmam que não compareceriam para escolher nenhum dos dois candidatos.

Para o Senado, o cenário apresentado pela pesquisa é marcado por forte equilíbrio. Marcel Van Hattem (Novo) aparece com 20%, seguido de perto por Manuela D’Avila (PSOL), com 19%, e Sanderson (PL), com 17%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados. Pimenta (PT) e Rigotto (MDB) aparecem logo depois, ambos com 15%, enquanto Frederico Antunes (PSD) soma 5%. Os demais nomes testados registram 1% ou não pontuam.

A pesquisa também mediu a percepção dos gaúchos sobre a administração do governador Eduardo Leite (PSD). O resultado aponta que 56% aprovam o governo estadual, contra 38% que desaprovam. Outros 6% não souberam responder. Na avaliação por conceitos, 38% classificam a gestão como regular, 34% como ótima ou boa e 25% como ruim ou péssima, enquanto 3% não apresentaram uma avaliação.

O Real Time Big Data entrevistou 1,6 mil eleitores do Rio Grande do Sul entre os dias 20 e 24 de agosto. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RS-09640-2026 e apresenta um cenário em que Juliana Brizola inicia a disputa estadual na liderança, enquanto a corrida pelo Senado permanece aberta e concentrada entre vários candidatos.

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Deputada Gleisi Hoffmann confronta Júlia Zanatta após ação contra Janja no Ministério Público Federal

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Gleisi parte para cima de Júlia Zanatta após ação contra Janja e acusa bolsonarista de atacar combate a crimes contra crianças – Bruno Spada/ CdosD

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), candidata ao Senado pelo Paraná, saiu em defesa da primeira-dama Janja Lula da Silva após a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) recorrer ao Ministério Público Federal para questionar sua atuação no episódio envolvendo a plataforma Discord. Gleisi classificou a iniciativa da parlamentar como uma ofensiva contra quem cobra providências diante de denúncias graves envolvendo crianças e adolescentes.

A controvérsia começou depois que Janja pediu publicamente uma resposta das autoridades sobre o funcionamento da plataforma durante uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto, no último dia 6. A cobrança ocorreu diante de integrantes do governo, entre eles o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

O posicionamento da primeira-dama ganhou repercussão após vir à tona o caso de uma adolescente de 13 anos que teria sido induzida à automutilação e ao suicídio durante uma transmissão. Diante da gravidade da denúncia, Janja defendeu providências para ampliar a proteção de menores no ambiente digital e evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.

Júlia Zanatta, no entanto, levou o episódio ao MPF sob o argumento de que a primeira-dama poderia ter ultrapassado os limites de sua atuação e exercido atribuições que caberiam ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A própria representação, contudo, reconhece que Janja não assinou nem formalizou qualquer ato administrativo. Mesmo assim, a deputada citou o artigo 328 do Código Penal, que trata da usurpação de função pública.

Gleisi reagiu duramente à iniciativa e acusou setores da direita de direcionarem seus ataques contra quem tenta enfrentar crimes praticados contra menores. “Quando vê um crime acontecer contra crianças, resolve brigar com quem tá tentando punir e impedir novos crimes”, afirmou. Para a petista, o Estado dispõe de instrumentos legais para cobrar responsabilidade de plataformas digitais quando não existem mecanismos adequados de proteção aos usuários mais vulneráveis.

A deputada também destacou a atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) no caso. Segundo Gleisi, o órgão determinou a suspensão das transmissões ao vivo no Discord no Brasil até que sejam demonstradas medidas capazes de garantir maior segurança a crianças e adolescentes. Para ela, plataformas que não assegurem um ambiente protegido podem ser submetidas a restrições e punições previstas na legislação brasileira.

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