Região Sudeste
Paes promete levar supercentros de saúde ao interior do Rio e reduzir filas por consultas especializadas
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Candidato ao governo afirma que pretende regionalizar atendimentos e exames para evitar deslocamentos até a capital – Foto: Reprodução das redes sociais
A ampliação do atendimento especializado para além da Região Metropolitana entrou no centro das propostas de Eduardo Paes (PSD) para a saúde fluminense. Em campanha nesta terça-feira (25), na Zona Oeste da capital, o candidato ao Governo do Rio anunciou que, se vencer as eleições, pretende criar estruturas regionais voltadas a consultas, exames e especialidades médicas, com unidades distribuídas por diferentes áreas do estado.
A ideia anunciada por Paes é reproduzir fora da capital um modelo adotado durante sua administração na Prefeitura do Rio. A proposta prevê estruturas regionalizadas para atender moradores do Norte, Noroeste, Centro-Sul, Sul, Leste Fluminense e Baixada Fluminense, aproximando os serviços especializados da população.
Segundo o candidato, um dos principais objetivos é enfrentar a demora enfrentada por pacientes que aguardam atendimento pelo Sistema de Regulação (Sisreg). Paes também defendeu que moradores do interior tenham acesso a especialistas sem a necessidade de percorrer longas distâncias até a capital ou outros municípios da Região Metropolitana.
Durante a agenda, Eduardo Paes visitou o SuperCentro Carioca de Saúde, localizado em Campo Grande. O candidato percorreu as instalações, conversou com profissionais e eleitores e utilizou a unidade como referência para explicar o projeto que pretende expandir para outras áreas do território fluminense. Aliados políticos e integrantes de sua coligação também acompanharam a visita.
Paes afirmou que pretende tornar o atendimento especializado mais rápido e eficiente, além de reduzir as dificuldades enfrentadas por pacientes que atualmente precisam sair de suas cidades em busca de determinados procedimentos. A promessa inclui diminuir as filas de regulação e ampliar o acesso a especialidades médicas nas próprias regiões onde os pacientes vivem.
Apesar do anúncio, o candidato não detalhou quantos Supercentros Regionais de Especialidades pretende construir ou instalar no estado. Também não foram apresentados, durante a agenda desta terça-feira, um cronograma para implantação das unidades nem uma meta objetiva de redução do tempo de espera no Sisreg.
Ao ser questionado sobre pesquisas eleitorais recentes nas quais aparece na liderança em diferentes cenários de primeiro e segundo turnos, Paes evitou avaliar os números. O candidato afirmou que continuará concentrado na apresentação de propostas e no debate sobre os problemas do Rio de Janeiro, deixando a análise dos levantamentos de intenção de voto para comentaristas e analistas políticos.
Região Sudeste
Haddad diz que Lula não protege Lulinha e cobra investigação da PF sobre Flávio Bolsonaro e caso Vorcaro
Haddad defende liberdade para atuação da PF e afirma que investigações envolvendo familiares e presidenciáveis devem avançar sem interferência – Foto: Reprodução
Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, saiu em defesa da condução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante das investigações que chegaram ao seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Durante sabatina promovida pela revista Veja nesta terça-feira (25), o petista afirmou que o governo não estaria interferindo no trabalho da Polícia Federal e defendeu que as apurações avancem independentemente de quem seja atingido.
Ao comentar o caso, Haddad sustentou que Lula mantém distância das investigações e não utiliza a Presidência para favorecer aliados ou familiares. Segundo ele, a PF possui autonomia para investigar as suspeitas envolvendo Lulinha e deve seguir trabalhando para esclarecer se houve alguma irregularidade. “Nós estamos falando de um presidente da República que não mexe um dedo para proteger ninguém, nem para prejudicar ninguém”, declarou.
O candidato paulista também levou para a discussão as suspeitas relacionadas a Flávio Bolsonaro (PL) e ao empresário Daniel Vorcaro. Haddad procurou estabelecer uma diferença política entre os episódios, argumentando que, enquanto uma investigação alcança o filho de Lula, as suspeitas no outro caso envolveriam diretamente Flávio, apontado por ele como candidato à Presidência da República. “Um caso é do filho do presidente da República, o outro caso é do próprio candidato à Presidência”, afirmou.
Durante a entrevista, Haddad mencionou ainda contratos ligados ao filme Dark Horse e afirmou que eventuais relações com a Prefeitura de São Paulo poderão ser acompanhadas pela Polícia Federal. O petista também declarou que Flávio teria conseguido R$ 130 milhões junto a Vorcaro e citou encontros entre os dois. As declarações colocaram novamente a relação do empresário com figuras políticas no centro do debate eleitoral.
Sobre Lulinha, Haddad argumentou que, até o momento, as informações conhecidas não apontariam para contrato com o governo federal, desvio de recursos públicos ou benefício obtido diretamente da administração de Lula. Apesar disso, ressaltou que a condição de filho do presidente não deve impedir qualquer investigação e defendeu que possíveis responsáveis sejam identificados e responsabilizados caso as suspeitas sejam confirmadas.
Haddad também citou repasses eleitorais relacionados a Daniel Vorcaro e afirmou que recursos do empresário teriam chegado às campanhas de Jair Bolsonaro, em 2022, e de Tarcísio de Freitas. Ao trazer o assunto para a sabatina, o candidato buscou ampliar a discussão para além da investigação envolvendo Lulinha e direcionar atenção também para as relações políticas e financeiras atribuídas ao empresário.
A manifestação de Haddad ocorre em meio ao crescimento da exploração eleitoral das investigações envolvendo familiares e aliados de diferentes grupos políticos. Ao defender a continuidade das apurações sobre Lulinha, Flávio Bolsonaro e outros envolvidos, o petista tentou reforçar a tese de que a Polícia Federal deve atuar sem blindagem política, ao mesmo tempo em que procurou estabelecer diferenças entre uma investigação que alcança o filho do atual presidente e outra que, segundo ele, envolve diretamente um candidato ao Palácio do Planalto.
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