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Mototaxista é preso no Rio suspeito de estuprar adolescente de 15 anos durante corrida por aplicativo

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Polícia localizou o suspeito após obter dados da viagem; vítima reconheceu o motorista durante procedimento na delegacia – Foto: Divulgação/PCERJ

Um mototaxista foi preso no Rio de Janeiro, após ser acusado de estuprar um adolescente de 15 anos durante uma viagem solicitada por aplicativo. Conforme as informações registradas pela Polícia Civil, a ocorrência teria acontecido na segunda-feira (24), quando a vítima seguia de Santo Cristo, na Região Central, com destino a Santa Cruz, na Zona Oeste da capital fluminense.

O suspeito, identificado como Edgar Mattos e Silva, teria alterado o caminho inicialmente previsto para a corrida e levado o adolescente até uma área isolada da Estrada Aterrado do Leme, em Santa Cruz. Segundo o depoimento prestado à polícia, foi nesse ponto que o motorista teria cometido atos de natureza sexual contra a vontade da vítima.

Depois de chegar em segurança, o adolescente relatou o episódio à mãe. Ele foi levado ao Hospital Municipal Pedro II para receber atendimento médico e, posteriormente, acompanhado da responsável, compareceu à 36ª DP (Santa Cruz) para registrar a denúncia. Com os dados disponibilizados pelo aplicativo, entre eles a fotografia vinculada ao motorista, os investigadores iniciaram as buscas para identificar e localizar o suspeito.

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Os policiais chegaram até a residência de Edgar e encontraram no endereço uma motocicleta vermelha com características semelhantes às informadas sobre o veículo utilizado na viagem. O homem foi conduzido à delegacia e, segundo a Polícia Civil, reconheceu durante o interrogatório que houve atos de natureza sexual com o adolescente, embora tenha apresentado uma versão que, na avaliação dos investigadores, procurava afastar a acusação de ausência de consentimento.

Durante os procedimentos realizados na delegacia, a vítima teria sofrido uma forte reação emocional ao escutar a voz do suspeito, apresentando uma crise de pânico e chorando. Posteriormente, acompanhada da mãe, participou de reconhecimento fotográfico e, segundo a polícia, identificou Edgar entre nove fotografias apresentadas. Diante dos elementos reunidos na investigação, a Polícia Civil lavrou o Auto de Prisão em Flagrante e enquadrou o caso, em tese, no crime de estupro, previsto no artigo 213 do Código Penal.

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PF deflagra megaoperação contra fraude de R$ 86 milhões em benefícios da Previdência em Minas

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Operação Leste do Espinhaço cumpre 91 medidas judiciais, incluindo 25 prisões preventivas – Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal realizou uma ampla ofensiva contra um grupo investigado por fraudar benefícios previdenciários e provocar prejuízos milionários aos cofres públicos. Batizada de Operação Leste do Espinhaço, a ação foi desenvolvida em parceria com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) e resultou no cumprimento de 91 medidas determinadas pela Justiça Federal em Minas Gerais e no Espírito Santo.

A operação mobilizou equipes para executar 25 mandados de prisão preventiva, 33 de busca e apreensão e outras 33 medidas assecuratórias. As diligências ocorreram nos municípios mineiros de Ipatinga, Timóteo, João Monlevade, Ipaba, Belo Oriente, Matozinhos, Ribeirão das Neves, Engenheiro Caldas e São João do Manteninha. No Espírito Santo, os agentes também atuaram em São Gabriel da Palha. A PF considera a ação a quarta maior em número de medidas judiciais nos 26 anos de atuação da Força-Tarefa Previdenciária.

As investigações identificaram pelo menos 457 benefícios previdenciários obtidos de maneira fraudulenta, sendo que 240 ainda permaneciam ativos antes da intervenção das autoridades. O impacto financeiro atribuído ao esquema chega a aproximadamente R$ 86 milhões. Com a suspensão dos pagamentos considerados irregulares, a estimativa é impedir ainda um prejuízo futuro superior a R$ 35 milhões aos cofres da União.

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Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa. A ofensiva integra o trabalho permanente da Força-Tarefa Previdenciária, parceria mantida há 26 anos entre a Polícia Federal e o Ministério da Previdência Social para identificar organizações e esquemas voltados contra o sistema previdenciário. A CGINP atua principalmente no levantamento e na análise de indícios que possam revelar fraudes estruturadas contra a Previdência Social.

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