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Lula defende investimentos permanentes na Defesa Nacional, cobra prioridade no Orçamento e destaca avanço das mulheres nas Forças Armadas

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Presidente afirma que recursos para o setor devem ser tratados como prioridade de Estado e ressalta importância da soberania nacional – Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender uma política permanente de investimentos na Defesa Nacional. Após participar, em Brasília, da cerimônia alusiva ao Dia do Soldado, o chefe do Executivo afirmou que os recursos destinados às Forças Armadas não podem depender apenas da disponibilidade financeira no fim da elaboração do Orçamento.

Segundo Lula, o fortalecimento da estrutura de defesa deve fazer parte do planejamento estratégico do país. Para o presidente, investir no setor não significa preparar o Brasil para conflitos, mas assegurar condições para proteger as fronteiras, as riquezas nacionais e a população. “A defesa não pode ser uma coisa para quando sobrar dinheiro. Temos que priorizar”, declarou.

A manifestação ocorre em meio ao crescimento das tensões internacionais e à ampliação dos investimentos militares em diferentes partes do mundo. Conflitos envolvendo Rússia e Ucrânia e as disputas no Oriente Médio aumentaram o debate sobre segurança e capacidade militar. Países integrantes da Otan também vêm discutindo a elevação dos gastos com defesa, tema defendido pelo presidente norte-americano Donald Trump.

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A posição apresentada nesta terça-feira reforça um discurso que Lula já adotou em outras agendas. Durante visita à fábrica da Avibras, fabricante brasileira de equipamentos militares, o presidente também defendeu o fortalecimento da indústria nacional de defesa. A estratégia do governo passa pela ampliação da capacidade tecnológica brasileira e pela redução da dependência externa em áreas consideradas essenciais para a soberania.

Outro ponto ressaltado pelo presidente foi a ampliação da participação das mulheres no Exército. Lula destacou a presença das primeiras recrutas incorporadas neste ano e classificou a participação feminina no desfile militar como um momento histórico. Para ele, o ingresso das mulheres demonstra que elas podem ocupar diferentes espaços dentro das instituições militares e desempenhar funções antes predominantemente masculinas.

Lula também mencionou a chegada de mulheres aos postos superiores da hierarquia militar e avaliou que essa transformação representa uma mudança importante dentro das próprias Forças Armadas. Após a cerimônia, o presidente conversou com jornalistas, mas não respondeu a questionamentos relacionados às investigações que mencionam seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e o ex-assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro.

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Flávio é cobrado por transparência sobre milhões do filme “Dark Horse” e tenta afastar responsabilidade por negociação com Vorcaro

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Senador havia prometido apresentar esclarecimentos sobre recursos destinados à produção sobre Jair Bolsonaro – Crédito: Brasil 247

A controvérsia envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a colocar Flávio Bolsonaro no centro de questionamentos sobre a origem e o destino de recursos milionários. O senador e candidato do PL à Presidência reagiu às cobranças afirmando que os esclarecimentos já teriam sido apresentados e que a responsabilidade pela prestação de contas caberia à produtora responsável pelo projeto.

A discussão ganhou força depois da divulgação, em maio, de áudios atribuídos a conversas envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Na ocasião, vieram à tona informações de que o senador teria participado das tratativas para conseguir recursos destinados à produção. Diante da repercussão, Flávio afirmou que haveria uma prestação de contas em até 30 dias. Passados mais de três meses, porém, permanecem questionamentos sobre documentos, valores e a participação de cada envolvido na negociação.

Ao ser novamente confrontado sobre o assunto, Flávio mudou o eixo da responsabilidade. O senador afirmou que não seria ele quem deveria apresentar as contas, mas a Go Up Entertainment, produtora comandada por Karina da Gama. Também sustentou que informações divulgadas pela imprensa demonstrariam que a empresa gastou na produção valor superior ao investimento recebido de Vorcaro. A declaração, contudo, não esclarece por que o próprio parlamentar havia assumido publicamente o compromisso de apresentar explicações sobre o financiamento.

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Outro ponto que mantém o caso sob questionamento está na documentação apresentada no âmbito da investigação em São Paulo. Segundo informações já divulgadas sobre a apuração, uma perícia anexada ao procedimento teria sido contratada pela defesa de Karina da Gama e não seria acompanhada de todos os recibos e notas fiscais correspondentes aos gastos informados. Dessa forma, o material citado como demonstração de prestação de contas não elimina, por si só, as dúvidas sobre a movimentação financeira relacionada ao longa.

Os números envolvidos aumentam a necessidade de esclarecimentos. A produtora teria declarado aproximadamente R$ 75 milhões em despesas relacionadas a Dark Horse, com cerca de R$ 54 milhões destinados a gastos realizados no exterior, embora as filmagens tenham ocorrido no Brasil. Também existem questionamentos sobre a origem de outros R$ 20,9 milhões utilizados nacionalmente. A empresária responsável pela produtora também está ligada ao Instituto Conhecer Brasil, organização citada em investigação relacionada a um contrato de aproximadamente R$ 108 milhões para instalação de wi-fi na periferia de São Paulo.

Nesse cenário, a tentativa de classificar o financiamento do filme exclusivamente como uma operação entre particulares enfrenta questionamentos. A apuração busca esclarecer, entre outros pontos, se recursos públicos podem ter alcançado direta ou indiretamente a produção. As conexões empresariais e financeiras envolvendo a produtora e a organização contratada pelo poder público fazem com que a investigação ultrapasse a discussão sobre uma simples relação comercial privada.

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Também chama atenção o esforço de Flávio Bolsonaro para estabelecer distância política de Daniel Vorcaro. Ao responder aos jornalistas, o senador rejeitou ser associado publicamente ao banqueiro. Entretanto, as informações reveladas anteriormente apontam que ele próprio teria participado da busca por financiamento para o projeto. Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões aos produtores através de um fundo nos Estados Unidos, enquanto as tratativas mencionadas nos áudios chegaram a envolver cifras ainda maiores.

Em meio às cobranças, Flávio passou a mencionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e supostos encontros envolvendo Vorcaro e outras figuras. A estratégia desloca a discussão para o adversário político, mas não resolve as perguntas relacionadas diretamente ao senador. A questão que permanece é objetiva: qual foi o papel de Flávio na negociação do financiamento de Dark Horse, de onde vieram integralmente os recursos e quais documentos demonstram a destinação dos milhões movimentados? Depois de ter prometido transparência, a mudança de discurso mantém o caso aberto a questionamentos justamente no momento em que o senador busca apresentar ao país sua candidatura à Presidência.

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