Política Destaque
Lula amplia Contrata+Brasil, abre mercado de compras para MEIs e aposta em pequenos empreendedores para movimentar a economia
Política Destaque
Governo amplia participação de órgãos e estatais na plataforma que aproxima pequenos prestadores de serviços das contratações do Estado – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da ampliação do Contrata+Brasil, programa criado para facilitar o acesso de microempreendedores individuais (MEIs) às oportunidades de prestação de serviços para o poder público. Com novas adesões de ministérios, órgãos federais, bancos e empresas estatais, a iniciativa pretende aumentar a participação dos pequenos negócios no mercado de contratações governamentais.
A proposta busca reduzir obstáculos que, durante anos, dificultaram a entrada de trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores nas compras públicas. Pela plataforma, os profissionais podem consultar demandas disponibilizadas pelos órgãos participantes e apresentar propostas por meio de um procedimento mais simples, diminuindo etapas burocráticas e aproximando diretamente os prestadores de serviços dos potenciais contratantes.
Durante o evento, Lula defendeu que o poder de compra do governo seja utilizado também para fortalecer as economias municipais. Segundo o presidente, quando os recursos pagos por serviços públicos permanecem nas próprias cidades, o dinheiro volta a circular no comércio, ajuda na geração de empregos e contribui para aumentar a arrecadação. “Se o dinheiro circular na sua cidade, vai ter mais comércio, mais emprego e mais dinheiro de arrecadação”, declarou.
O presidente também relacionou a ampliação do programa à política de distribuição de renda defendida pelo governo. Para Lula, permitir que mais pequenos empreendedores tenham acesso aos recursos movimentados pelo Estado significa ampliar oportunidades econômicas. “Muito dinheiro na mão de poucos significa pobreza e miséria, e dinheiro, mesmo que pouco, na mão de muitos significa distribuição de riqueza e oportunidades”, afirmou.
Entre os profissionais que podem encontrar oportunidades por meio do Contrata+Brasil estão eletricistas, pintores, trabalhadores do setor de alimentação, músicos e prestadores de diferentes áreas. A expectativa é que a entrada de novos órgãos federais e empresas públicas aumente o volume de serviços oferecidos na plataforma e permita que mais MEIs passem a disputar contratos antes concentrados em empresas de maior estrutura.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que a expansão do programa está inserida no processo de modernização da administração pública. Segundo ela, as mudanças procuram aumentar a eficiência do Estado e utilizar ferramentas digitais para simplificar procedimentos. O ministro Paulo Henrique Pereira também classificou o Contrata+Brasil como parte de uma nova geração de políticas públicas voltadas à tecnologia, à redução da burocracia e à inclusão econômica.
No mesmo evento, Lula assinou um decreto para regulamentar o Sistema de Compras Expressas (Sicx), ferramenta concebida para funcionar como um marketplace digital destinado às compras públicas de menor complexidade. O sistema pretende tornar as contratações mais rápidas, reduzir procedimentos administrativos e diminuir o tempo entre a contratação e o pagamento dos fornecedores.
Com a expansão do Contrata+Brasil e a regulamentação do Sicx, o governo federal busca reorganizar parte de suas compras e contratações para abrir mais espaço aos pequenos negócios. A estratégia é fazer com que uma parcela maior dos recursos públicos alcance diretamente os empreendedores locais, estimulando serviços, comércio e geração de renda nas cidades, ao mesmo tempo em que o Estado tenta tornar seus processos de contratação mais simples e eficientes.
Veja o vídeo:
O Bolsa Família, que aquece o comércio local. A obra da Transposição do São Francisco ou da Transnordestina, que movimenta pequenos restaurantes, setor de hospedagem e toda uma pequena cadeia produtiva. E agora o Contrata+Brasil, que permite aos Microempreendedores Individuais e… pic.twitter.com/BahZcKC3AS
— Lula (@LulaOficial) August 25, 2026
Política Destaque
Flávio é cobrado por transparência sobre milhões do filme “Dark Horse” e tenta afastar responsabilidade por negociação com Vorcaro
Senador havia prometido apresentar esclarecimentos sobre recursos destinados à produção sobre Jair Bolsonaro – Crédito: Brasil 247
A controvérsia envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou a colocar Flávio Bolsonaro no centro de questionamentos sobre a origem e o destino de recursos milionários. O senador e candidato do PL à Presidência reagiu às cobranças afirmando que os esclarecimentos já teriam sido apresentados e que a responsabilidade pela prestação de contas caberia à produtora responsável pelo projeto.
A discussão ganhou força depois da divulgação, em maio, de áudios atribuídos a conversas envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Na ocasião, vieram à tona informações de que o senador teria participado das tratativas para conseguir recursos destinados à produção. Diante da repercussão, Flávio afirmou que haveria uma prestação de contas em até 30 dias. Passados mais de três meses, porém, permanecem questionamentos sobre documentos, valores e a participação de cada envolvido na negociação.
Ao ser novamente confrontado sobre o assunto, Flávio mudou o eixo da responsabilidade. O senador afirmou que não seria ele quem deveria apresentar as contas, mas a Go Up Entertainment, produtora comandada por Karina da Gama. Também sustentou que informações divulgadas pela imprensa demonstrariam que a empresa gastou na produção valor superior ao investimento recebido de Vorcaro. A declaração, contudo, não esclarece por que o próprio parlamentar havia assumido publicamente o compromisso de apresentar explicações sobre o financiamento.
Outro ponto que mantém o caso sob questionamento está na documentação apresentada no âmbito da investigação em São Paulo. Segundo informações já divulgadas sobre a apuração, uma perícia anexada ao procedimento teria sido contratada pela defesa de Karina da Gama e não seria acompanhada de todos os recibos e notas fiscais correspondentes aos gastos informados. Dessa forma, o material citado como demonstração de prestação de contas não elimina, por si só, as dúvidas sobre a movimentação financeira relacionada ao longa.
Os números envolvidos aumentam a necessidade de esclarecimentos. A produtora teria declarado aproximadamente R$ 75 milhões em despesas relacionadas a Dark Horse, com cerca de R$ 54 milhões destinados a gastos realizados no exterior, embora as filmagens tenham ocorrido no Brasil. Também existem questionamentos sobre a origem de outros R$ 20,9 milhões utilizados nacionalmente. A empresária responsável pela produtora também está ligada ao Instituto Conhecer Brasil, organização citada em investigação relacionada a um contrato de aproximadamente R$ 108 milhões para instalação de wi-fi na periferia de São Paulo.
Nesse cenário, a tentativa de classificar o financiamento do filme exclusivamente como uma operação entre particulares enfrenta questionamentos. A apuração busca esclarecer, entre outros pontos, se recursos públicos podem ter alcançado direta ou indiretamente a produção. As conexões empresariais e financeiras envolvendo a produtora e a organização contratada pelo poder público fazem com que a investigação ultrapasse a discussão sobre uma simples relação comercial privada.
Também chama atenção o esforço de Flávio Bolsonaro para estabelecer distância política de Daniel Vorcaro. Ao responder aos jornalistas, o senador rejeitou ser associado publicamente ao banqueiro. Entretanto, as informações reveladas anteriormente apontam que ele próprio teria participado da busca por financiamento para o projeto. Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões aos produtores através de um fundo nos Estados Unidos, enquanto as tratativas mencionadas nos áudios chegaram a envolver cifras ainda maiores.
Em meio às cobranças, Flávio passou a mencionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e supostos encontros envolvendo Vorcaro e outras figuras. A estratégia desloca a discussão para o adversário político, mas não resolve as perguntas relacionadas diretamente ao senador. A questão que permanece é objetiva: qual foi o papel de Flávio na negociação do financiamento de Dark Horse, de onde vieram integralmente os recursos e quais documentos demonstram a destinação dos milhões movimentados? Depois de ter prometido transparência, a mudança de discurso mantém o caso aberto a questionamentos justamente no momento em que o senador busca apresentar ao país sua candidatura à Presidência.
-
Política Destaque6 dias atrásAliado da família Bolsonaro que espalhou acusações contra urnas é preso na Bolívia por suspeita de tentativa de feminicídio
-
Política Destaque6 dias atrásEx-comandante da FAB relata pressão por apoio militar e diz que ameaça de golpe no fim do governo Bolsonaro foi concreta
-
Política Destaque6 dias atrás“Polícia Federal está mais perto da porta de Alfredo Gaspar”, dispara Advogado Marco Aurélio após declaração do deputado
-
Região Sudeste5 dias atrásLulinha aciona Flávio Bolsonaro na Justiça e pede retirada de vídeo feito com IA que o associa a desvios no INSS



