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Bem-estar no trabalho ganha peso: 89% dos brasileiros consideram benefícios de saúde tão importantes quanto o salário
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Empresa de engenharia submarina reúne educação emocional, atendimento psicológico e incentivo à atividade física – Foto: Assessoria
(Carol Rios) – Cada vez mais profissionais de todo o mundo esperam que suas empresas promovam bem-estar dentro e fora do ambiente de trabalho. É o que aponta o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, divulgado pela Wellhub, a partir de uma pesquisa envolvendo mais de 5 mil trabalhadores em 11 países. Os resultados mostram que 47% dos entrevistados esperam mais de seus empregadores do que no ano anterior. No Brasil, 89% dos profissionais acham a promoção de bem-estar tão importante quanto o próprio salário.
Atividade física e apoio nutricional aparecem entre as soluções mais desejadas pelos profissionais da pesquisa, citados por 24% dos participantes. Terapia ou aconselhamento, flexibilidade no trabalho e recursos relacionados ao bem-estar financeiro vêm logo depois, com 23%. Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que disponibilizar esses recursos não significa, necessariamente, garantir seu uso: 51% apontam a falta de tempo como obstáculo à prática de exercícios e 26% citam a falta de motivação.
Estruturar benefícios que façam a diferença na rotina dos empregados se tornou um dos principais desafios para as áreas de Recursos Humanos. Na Seagems, empresa brasileira de engenharia submarina, a resposta tem passado pela combinação de diferentes frentes, que incluem educação emocional, atendimento psicológico, prevenção em saúde mental e incentivo à prática de exercícios. A estratégia busca justamente aproximar as iniciativas das necessidades dos empregados e trabalhar o bem-estar como uma frente contínua, em vez de concentrá-lo em ações pontuais.
“Não basta apenas disponibilizar um benefício. Um dos principais desafios é fazer com que os recursos oferecidos sejam acessíveis, façam sentido para os empregados e encontrem espaço na rotina. Por isso, buscamos trabalhar diferentes dimensões do bem-estar de forma complementar, combinando prevenção, informação, apoio especializado e incentivo ao autocuidado”, afirma Glaucia Maciel, diretora de Recursos Humanos da Seagems.
Saúde emocional como frente contínua
Entre as iniciativas adotadas pela companhia está o Programa de Educação Emocional, que trabalha conteúdos relacionados a temas como ansiedade, estresse, depressão e construção de um ambiente de trabalho saudável.
A frente é complementada por atendimento psicológico e ações de conscientização e prevenção em saúde mental, além do Oriente-me, solução disponibilizada pela empresa para empregados e dependentes, que permite o acompanhamento com psicólogos em consultas online.
A proposta é ampliar as possibilidades de apoio e atuar também de forma preventiva, oferecendo recursos para que os empregados reconheçam a importância do cuidado com a saúde emocional e tenham acesso a suporte especializado quando necessário.
Nesse processo, a escuta e o acompanhamento da percepção dos empregados também têm papel importante. Para a área de Recursos Humanos, entender a utilização e a aderência às diferentes iniciativas permite avaliar necessidades e identificar oportunidades de aproximação entre os recursos disponíveis e a realidade de quem trabalha na companhia.
Incentivo ao movimento e ao autocuidado
Na frente de saúde física, a Seagems também passou a contar com a VIK, plataforma que estimula e recompensa os empregados pela prática de atividades físicas.
A iniciativa funciona como uma frente complementar dentro da estratégia de bem-estar e responde a uma das principais demandas apontadas pelo levantamento da Wellhub. Ao mesmo tempo, dialoga com um dos desafios identificados pela própria pesquisa: transformar a intenção de cuidar da saúde em um hábito possível dentro da rotina.
Na visão de Glaucia, esse é um ponto central para que as ações tenham continuidade. “No ambiente offshore, falar de bem-estar também é falar de segurança. Quem trabalha embarcado vive uma dinâmica muito particular, com períodos longe de casa, convivência intensa com as equipes e uma rotina que exige atenção e tomada de decisão. Por isso, nosso olhar precisa considerar essas especificidades e oferecer formas de cuidado que contribuam para a saúde física e emocional dos empregados ao longo de toda a jornada”, acrescenta.
A experiência da Seagems reforça uma discussão que vem ganhando espaço nas áreas de Recursos Humanos: estimular a utilização dos benefícios e acompanhar se eles respondem às necessidades reais dos empregados é o maior desafio, não apenas ampliar a quantidade de programas disponíveis.
Sobre a Seagems
Especializada em soluções práticas de engenharia submarina, a Seagems oferece respostas inovadoras às demandas offshore da indústria de energia. A empresa conta uma frota de seis navios PLSVs e tem escritórios nas cidades do Rio de Janeiro, Rio das Ostras e Viena. A Seagems é 100% brasileira, resultado de uma joint venture entre duas multinacionais de renome: Vantris Energy Behard e Paratus Energy Services Ltd. Atualmente, a Seagems tem contratos de longo prazo assegurados para toda a frota a serviço da Petrobras.
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Galeão terá novo hotel com investimento de R$ 90 milhões, 232 quartos e previsão de gerar 150 empregos no Rio
Empreendimento contará inicialmente com 232 quartos e deverá gerar cerca de 150 empregos diretos – Foto: Assessoria
(Rafael Canellas) – O Aeroporto Internacional Tom Jobim, administrado pelo concessionário RIOgaleão, contará com um novo hotel de bandeira internacional. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) autorizou, no dia 27 de agosto, a cessão do prédio da Unidade de Administração e Controle (UAC) para a implantação do empreendimento.
O empreendimento, de categoria midscale, será desenvolvido em parceria com a GB Galeão e a construtora Galwan, e receberá investimento estimado em R$ 90 milhões. Terá inicialmente 232 quartos, além de restaurante, salas de reunião, spa e fitness center, com capacidade de expansão. A bandeira está em fase final de definição.
Algumas acomodações terão vista para o pátio de aeronaves e para cartões-postais do Rio de Janeiro, como a Igreja da Penha e o Dedo de Deus. A obra também incluirá a reforma do conector entre os terminais 1 e 2, onde será instalada a recepção do hotel, com investimento de R$ 5 milhões do operador e da concessionária.
“A aprovação deste projeto é resultado do trabalho desenvolvido pelo RIOgaleão para atrair novos negócios e investimentos para o aeroporto. O empreendimento amplia a oferta de serviços aos passageiros, fortalece o Galeão como um importante polo de desenvolvimento econômico e deixa um legado relevante para o Rio de Janeiro, com geração de empregos e valorização da infraestrutura aeroportuária”, afirma Alexandre Monteiro, presidente do RIOgaleão.
A expectativa é que o novo hotel gere cerca de 150 empregos diretos durante sua operação. O projeto já está em elaboração, com atividades em andamento. Após a obtenção das aprovações necessárias e a desocupação do imóvel, atualmente utilizado como base operacional por empresas terceirizadas que atuam no aeroporto, o prazo estimado para a inauguração é de 24 meses.
Atualmente, o Aeroporto Internacional Tom Jobim conta com dois hotéis: o Linx Galeão e o Rio Aeroporto Hotel, sendo este o terceiro do complexo aeroportuário do Aeroporto Internacional Tom Jobim.
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