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Gleisi acusa Dallagnol de expor dados sigilosos de Zanin e dispara: “Faz qualquer coisa pelo poder”

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Deputada critica inclusão de informações fiscais e bancárias de Zanin em processo eleitoral e volta a questionar elegibilidade de Dallagnol – Foto: Reprodução/IA

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), candidata ao Senado pelo Paraná, reagiu à inclusão de documentos com informações fiscais e bancárias do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo de registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. O material foi apresentado pela defesa do ex-procurador à Justiça Eleitoral e ficou disponível em processo público, sem solicitação de sigilo.

Os documentos estão relacionados a uma investigação realizada em 2019 e posteriormente anulada pela Justiça. Parte das informações também integrou procedimento que tramitou sob sigilo no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Nas redes sociais, Gleisi atacou a conduta de Dallagnol e afirmou que o adversário estaria tentando convencer os eleitores de que reúne condições jurídicas para disputar a eleição.

A parlamentar também prestou solidariedade a Zanin e afirmou que a exposição das informações reforça críticas feitas anteriormente à atuação de Dallagnol durante a Operação Lava Jato. Segundo Gleisi, o ex-procurador deveria ter observado os limites do devido processo legal. Ela ainda sustentou que Dallagnol permanece inelegível e afirmou que ele deveria aguardar até 2030 para voltar a disputar um cargo eletivo.

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As informações anexadas ao processo eleitoral incluem dezenas de páginas relacionadas aos sigilos fiscal e bancário de Zanin, que, na época da investigação, atuava como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A quebra de sigilo havia sido determinada pelo então juiz federal Marcelo Bretas em uma apuração envolvendo serviços advocatícios prestados à Fecomércio-RJ. Posteriormente, a Segunda Turma do STF anulou as decisões e os elementos obtidos a partir delas.

A defesa de Dallagnol sustenta que a apresentação integral dos procedimentos do CNMP foi necessária para responder às impugnações contra sua candidatura. Os advogados afirmam que não houve intenção de divulgar informações pessoais de Zanin e argumentam que os documentos são relevantes para demonstrar que reclamações disciplinares utilizadas anteriormente contra o ex-procurador não justificariam um novo impedimento eleitoral.

O episódio acrescenta mais um capítulo à disputa jurídica envolvendo o retorno de Dallagnol às urnas. O ex-procurador teve o mandato de deputado federal cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023 e agora busca disputar uma cadeira no Senado. Além da discussão sobre sua elegibilidade, a controvérsia passa a envolver a exposição pública de informações protegidas por sigilo e provenientes de medidas que acabaram anuladas pelo Supremo.

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Dados anulados pelo STF aparecem em processo de Dallagnol e ampliam pressão sobre ex-procurador

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Documentos bancários e fiscais de Zanin são anexados por Dallagnol a processo público no TRE-PR – Foto: Reprodução/ IA

O ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná, passou a enfrentar uma nova controvérsia após documentos contendo informações fiscais e bancárias do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), serem incluídos em seu processo de registro de candidatura na Justiça Eleitoral. O material foi anexado ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) sem solicitação para que permanecesse sob sigilo.

Os registros são relacionados a uma investigação realizada em 2019 no Rio de Janeiro, período em que Zanin atuava como advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As medidas que resultaram na obtenção dessas informações foram posteriormente anuladas pelo STF. Segundo reportagem do Metrópoles, parte da documentação também integrava um procedimento que tramitava de forma sigilosa no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A inclusão do conteúdo no processo eleitoral ocorreu durante a estratégia da defesa de Dallagnol para contestar questionamentos contra sua candidatura ao Senado. Os advogados sustentam que apresentaram cópias integrais de procedimentos do CNMP para demonstrar que reclamações disciplinares envolvendo o ex-procurador não poderiam ser utilizadas como fundamento para afastá-lo da disputa eleitoral. A defesa também afirma que não houve intenção de promover a exposição das informações pessoais de Zanin.

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Entre os documentos anexados estão dados referentes não apenas ao atual ministro do STF, mas também a pessoas ligadas ao escritório de advocacia no qual ele atuava. As informações abrangem exercícios fiscais entre 2014 e 2017. A investigação original havia sido autorizada pelo então juiz federal Marcelo Bretas, mas a Segunda Turma do Supremo posteriormente anulou as decisões e os elementos obtidos na operação após acolher argumentos apresentados pela defesa de Zanin.

A controvérsia também recupera uma disputa iniciada no CNMP em 2021, quando Zanin apresentou representação contra Dallagnol e outros integrantes da Lava Jato. Na ocasião, o advogado acusou procuradores de terem acessado e compartilhado indevidamente informações protegidas. O procedimento contra Dallagnol acabou arquivado após sua saída do Ministério Público Federal, enquanto outras apurações envolvendo integrantes da força-tarefa tiveram desfechos relacionados à prescrição e a questões sobre a validade de mensagens obtidas na Operação Spoofing.

Agora, a presença desses documentos em um processo eleitoral público pode provocar novos questionamentos sobre a forma como informações protegidas foram utilizadas. A defesa de Dallagnol argumenta que o conteúdo era necessário para comprovar sua elegibilidade e sustenta que a apresentação integral dos procedimentos buscou garantir transparência à Justiça Eleitoral. O episódio surge justamente quando o ex-procurador tenta retornar às urnas depois de ter o mandato de deputado federal cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023.

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