Amazônia
Catolé do Rocha, Sousa e Cajazeiras estão entre 66 cidades sob alerta de baixa umidade
Amazônia
Aviso meteorológico atinge cidades do Sertão e de outras áreas do interior, onde índices de umidade podem cair para até 20% – Foto: Beto Silva/ TV Paraíba
O tempo seco continua exigindo atenção dos moradores de dezenas de municípios do interior da Paraíba. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou o alerta amarelo de baixa umidade do ar, mantendo 66 cidades paraibanas dentro da área que pode registrar condições mais críticas.
A abrangência do aviso foi reduzida em relação ao comunicado anterior, que alcançava 102 municípios. Mesmo com a diminuição no número de cidades afetadas, a previsão indica que a umidade relativa do ar pode oscilar entre 20% e 30%, situação que requer cuidados principalmente durante os períodos mais quentes do dia.
De acordo com o Inmet, o cenário representa baixo risco para a ocorrência de incêndios florestais e também para problemas relacionados à saúde. O clima seco, no entanto, pode provocar desconfortos e exige atenção especial com a hidratação e a exposição prolongada ao sol.
Entre as principais recomendações está o consumo frequente de água durante todo o dia. O órgão também aconselha evitar exercícios físicos de maior intensidade nos horários de temperaturas mais elevadas e reduzir a exposição direta ao sol entre o fim da manhã e o período da tarde.
O alerta alcança municípios como Cajazeiras, Catolé do Rocha, Sousa, Pombal, São Bento, Princesa Isabel, Itaporanga, Coremas, Conceição, Uiraúna, Aparecida, São João do Rio do Peixe, São José de Piranhas, Tavares e diversas outras localidades do interior paraibano. Ao todo, 66 municípios permanecem incluídos no aviso meteorológico.
A orientação é para que os moradores acompanhem as atualizações meteorológicas e mantenham os cuidados enquanto persistirem as condições de baixa umidade. Em situações de emergência ou ocorrências relacionadas ao período de estiagem, a Defesa Civil pode ser acionada pelo número 199, enquanto o Corpo de Bombeiros atende pelo 193.
Amazônia
Queimadas disparam mais de 700% em agosto no Acre, mas mês tem menor número de focos em 12 anos
Estado contabilizou 487 focos de calor em agosto, contra 56 em julho – Foto: Arquivo/Instituto de Meio Ambiente do Acre-AC
O período mais crítico do verão amazônico começou a provocar uma mudança significativa no cenário ambiental do Acre. Depois de sete meses consecutivos com menos de 100 ocorrências mensais, o estado contabilizou 487 focos de queimadas em agosto, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O resultado representa crescimento de aproximadamente 769,6% na comparação com julho, quando foram identificados 56 focos.
Apesar da disparada de um mês para o outro, os números apresentam um contraste importante. Os 487 focos registrados em agosto representam o menor resultado para o mês nos últimos 12 anos. Entre 1º de janeiro e 1º de setembro, o Acre acumulou 594 ocorrências, número ainda inferior aos 752 focos registrados no mesmo intervalo de 2025.
Focos aumentaram com chegada do período mais seco
Os primeiros meses de 2026 foram marcados por baixa ocorrência de queimadas no estado. Janeiro e fevereiro tiveram dois focos cada, março não registrou nenhuma ocorrência e abril voltou a contabilizar apenas dois. A mudança começou a aparecer em maio, com 15 registros, seguida de 20 em junho e 56 em julho. Em agosto, com o avanço da estiagem, o número saltou para 487.
A tendência exige atenção principalmente porque o Acre entra justamente nos meses historicamente mais favoráveis à propagação do fogo. Agosto, setembro e outubro concentram parte significativa das queimadas durante o verão amazônico, período caracterizado pela redução das chuvas e maior vulnerabilidade da vegetação. Somente no primeiro dia de setembro, outros dez focos já haviam sido identificados pela plataforma de monitoramento.
Desmatamento também acende alerta no interior
O aumento das queimadas ocorre paralelamente à pressão do desmatamento sobre municípios acreanos. Levantamento divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) colocou Feijó, Tarauacá e Sena Madureira entre os municípios que mais desmataram na Amazônia Legal em julho de 2026. Feijó apareceu na segunda posição do ranking, Tarauacá ficou em terceiro e Sena Madureira ocupou o oitavo lugar.
Os três municípios acreanos ficaram atrás de Altamira, no Pará, que liderou o levantamento. Conforme os dados do Imazon, o Acre concentrou 22% de todo o desmatamento identificado na Amazônia Legal em julho, alcançando aproximadamente 97 quilômetros quadrados de área desmatada. Os indicadores reforçam a necessidade de fiscalização e prevenção justamente no período em que as condições climáticas aumentam os riscos de incêndios florestais e queimadas em diferentes regiões do estado.
-
Política Destaque7 dias atrásPresidente Lula recebe irmãos Batista, André Esteves e líderes de grandes empresas para jantar que aproxima governo do setor privado
-
Política Destaque6 dias atrásFlávio Bolsonaro interromper campanha e permanecer em Brasília para reforçar articulação no Congresso e tentar barrar o fim da escala 6×1
-
Região Sudeste6 dias atrásDias Toffoli suspende campanha presidencial de Renan Santos, bloqueia Fundo Eleitoral e veta participação em debates
-
Geral6 dias atrásBem-estar no trabalho ganha peso: 89% dos brasileiros consideram benefícios de saúde tão importantes quanto o salário



