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Deputado Paulo Teixeira leva Tarcísio de Freitas ao STF e pede apuração sobre operação ligada ao Dark Horse

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Deputado solicita que investigação analise a Operação Wi-Fi, realizada pela Polícia Civil de São Paulo, e possíveis falhas na preservação de aparelhos apreendidos – Foto: Assessoria/ CdosD

Uma petição apresentada ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), busca ampliar as apurações relacionadas ao caso Dark Horse e incluir uma análise sobre a atuação de autoridades paulistas. O documento, protocolado pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), pede que sejam verificadas as circunstâncias da Operação Wi-Fi, realizada pela Polícia Civil de São Paulo, inclusive uma eventual participação do governador Tarcísio de Freitas na decisão de deflagrar e conduzir a ação.

A Operação Wi-Fi foi realizada em 1º de junho e alcançou pessoas que, segundo a petição, também estavam sob investigação no caso envolvendo o filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Posteriormente, a Operação Make Up passou a investigar suspeitas envolvendo recursos provenientes de emendas parlamentares destinados à produção cinematográfica. Para Paulo Teixeira, a proximidade entre as operações merece uma análise mais detalhada dos investigadores.

Outro ponto levantado no documento diz respeito à preservação dos equipamentos eletrônicos apreendidos. Conforme relatado na petição, o Instituto de Criminalística paulista teria recusado inicialmente pelo menos 17 aparelhos devido a problemas encontrados nos lacres. Em 13 equipamentos, segundo a argumentação apresentada, existiriam aberturas que poderiam permitir a passagem de cabos de energia ou de transferência de dados, situação que levantou dúvidas sobre a integridade do material.

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O pedido encaminhado ao STF sustenta ainda que os aparelhos teriam sido novamente lacrados somente cerca de sete dias depois. A petição não afirma que houve adulteração, mas defende que o período seja investigado para determinar se ocorreu alguma irregularidade ou se os problemas foram resultado de falhas operacionais durante os procedimentos policiais. A cadeia de custódia é considerada fundamental para demonstrar como uma prova foi recolhida, armazenada e preservada.

Além de Tarcísio de Freitas, o documento menciona o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, e o delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian. Em relação ao governador, Paulo Teixeira pede esclarecimentos sobre eventual participação na escolha do momento em que a Operação Wi-Fi foi realizada e sobre sua possível atuação na condução posterior do episódio. A petição também levanta como hipótese a existência de interesses políticos, argumento que ainda depende de comprovação.

Entre as providências solicitadas estão a análise das comunicações mantidas entre o Palácio dos Bandeirantes, a Secretaria de Segurança Pública e a Delegacia-Geral da Polícia Civil entre maio e setembro. O deputado também solicita uma perícia comparativa entre os materiais apreendidos na Operação Wi-Fi e aqueles obtidos posteriormente na Operação Make Up, além de uma investigação específica sobre os procedimentos utilizados para preservar os aparelhos.

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Apesar de mencionar diretamente Tarcísio de Freitas, a petição não pede ao STF a abertura imediata de inquérito contra o governador. Como eventual investigação criminal contra o chefe do Executivo paulista pode envolver competência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o documento solicita que, caso apareçam indícios de responsabilidade pessoal, as informações sejam encaminhadas à Procuradoria-Geral da República para avaliação das providências cabíveis. A própria petição ressalta que os questionamentos apresentados constituem hipóteses a serem verificadas, cabendo às autoridades determinar se houve irregularidade ou apenas falhas nos procedimentos adotados.

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Andrei nega monitoramento ilegal de André Mendonça e defende atuação da Polícia Federal em resposta ao STF

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Diretor-geral afirma que relatórios questionados fazem parte da atividade regular de inteligência da Polícia Federal – Foto: Reprodução/ IA

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentou ao Supremo Tribunal Federal sua defesa diante das acusações envolvendo a produção de relatórios de inteligência da corporação. Em manifestação encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, Andrei negou que tenha ocorrido qualquer tipo de vigilância clandestina contra o ministro André Mendonça ou outras autoridades e sustentou que os documentos contestados foram elaborados dentro das atribuições legais da PF.

A resposta foi entregue após Fachin conceder prazo de 48 horas para que o chefe da Polícia Federal prestasse esclarecimentos antes de uma decisão sobre sua permanência na direção-geral. Segundo Andrei, os relatórios que provocaram a crise não tiveram origem em ações invasivas, coleta clandestina de informações ou medidas destinadas a acompanhar ilegalmente autoridades. Para ele, houve uma interpretação equivocada sobre a natureza do trabalho realizado pela área de inteligência da instituição.

Andrei também afirmou que documentos enviados ao ministro Alexandre de Moraes foram encaminhados em cumprimento a determinação judicial. Na argumentação apresentada ao Supremo, o diretor-geral defendeu que analisar situações institucionais capazes de interferir nas investigações conduzidas pela própria Polícia Federal não pode ser considerado, por si só, monitoramento de autoridades. Ele acrescentou que não houve interferência na privacidade nem na atuação funcional dos ministros envolvidos.

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A situação de Andrei Rodrigues se agravou depois que André Mendonça determinou, na terça-feira (8), seu afastamento preventivo da direção-geral e ordenou a abertura de procedimentos para investigar as circunstâncias em que os relatórios foram produzidos. A justificativa apresentada foi a necessidade de preservar provas e impedir eventual interferência nas apurações. Posteriormente, porém, Flávio Dino determinou a recondução de Andrei e de Leandro Almada às respectivas funções, entendendo que o Partido Novo não teria legitimidade para pedir cautelares penais dessa natureza.

Dino também considerou que o afastamento dos dirigentes e a interrupção de atividades de inteligência poderiam prejudicar investigações em andamento. Diante do choque entre as decisões, Edson Fachin passou a ocupar papel central na tentativa de encaminhar a controvérsia. O presidente do Supremo assumiu a relatoria de investigações relacionadas ao chamado Inquérito das Fake News e convocou sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro, quando os ministros deverão enfrentar questões relacionadas aos relatórios produzidos pela Polícia Federal e às controvérsias envolvendo integrantes da própria Corte.

Entre os pontos que devem chegar ao plenário está a validade de documento produzido pela PF envolvendo uma suposta relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de questionamentos apresentados pela Procuradoria-Geral da República. Enquanto o Supremo se prepara para analisar o impasse, Andrei Rodrigues tenta afastar qualquer suspeita de atuação irregular e sustenta que a Polícia Federal não espionou ministros nem ultrapassou os limites legais de sua atividade de inteligência. A permanência do diretor-geral no cargo, entretanto, permanece no centro de uma disputa institucional que agora deverá ter novos capítulos dentro do STF.

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