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Andrei nega monitoramento ilegal de André Mendonça e defende atuação da Polícia Federal em resposta ao STF

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Diretor-geral afirma que relatórios questionados fazem parte da atividade regular de inteligência da Polícia Federal – Foto: Reprodução/ IA

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentou ao Supremo Tribunal Federal sua defesa diante das acusações envolvendo a produção de relatórios de inteligência da corporação. Em manifestação encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, Andrei negou que tenha ocorrido qualquer tipo de vigilância clandestina contra o ministro André Mendonça ou outras autoridades e sustentou que os documentos contestados foram elaborados dentro das atribuições legais da PF.

A resposta foi entregue após Fachin conceder prazo de 48 horas para que o chefe da Polícia Federal prestasse esclarecimentos antes de uma decisão sobre sua permanência na direção-geral. Segundo Andrei, os relatórios que provocaram a crise não tiveram origem em ações invasivas, coleta clandestina de informações ou medidas destinadas a acompanhar ilegalmente autoridades. Para ele, houve uma interpretação equivocada sobre a natureza do trabalho realizado pela área de inteligência da instituição.

Andrei também afirmou que documentos enviados ao ministro Alexandre de Moraes foram encaminhados em cumprimento a determinação judicial. Na argumentação apresentada ao Supremo, o diretor-geral defendeu que analisar situações institucionais capazes de interferir nas investigações conduzidas pela própria Polícia Federal não pode ser considerado, por si só, monitoramento de autoridades. Ele acrescentou que não houve interferência na privacidade nem na atuação funcional dos ministros envolvidos.

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A situação de Andrei Rodrigues se agravou depois que André Mendonça determinou, na terça-feira (8), seu afastamento preventivo da direção-geral e ordenou a abertura de procedimentos para investigar as circunstâncias em que os relatórios foram produzidos. A justificativa apresentada foi a necessidade de preservar provas e impedir eventual interferência nas apurações. Posteriormente, porém, Flávio Dino determinou a recondução de Andrei e de Leandro Almada às respectivas funções, entendendo que o Partido Novo não teria legitimidade para pedir cautelares penais dessa natureza.

Dino também considerou que o afastamento dos dirigentes e a interrupção de atividades de inteligência poderiam prejudicar investigações em andamento. Diante do choque entre as decisões, Edson Fachin passou a ocupar papel central na tentativa de encaminhar a controvérsia. O presidente do Supremo assumiu a relatoria de investigações relacionadas ao chamado Inquérito das Fake News e convocou sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro, quando os ministros deverão enfrentar questões relacionadas aos relatórios produzidos pela Polícia Federal e às controvérsias envolvendo integrantes da própria Corte.

Entre os pontos que devem chegar ao plenário está a validade de documento produzido pela PF envolvendo uma suposta relação entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, além de questionamentos apresentados pela Procuradoria-Geral da República. Enquanto o Supremo se prepara para analisar o impasse, Andrei Rodrigues tenta afastar qualquer suspeita de atuação irregular e sustenta que a Polícia Federal não espionou ministros nem ultrapassou os limites legais de sua atividade de inteligência. A permanência do diretor-geral no cargo, entretanto, permanece no centro de uma disputa institucional que agora deverá ter novos capítulos dentro do STF.

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Lindbergh Farias mira Flávio Bolsonaro, aponta três possíveis crimes e comemora decisão de Edson Fachin

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Deputado afirma que fim do sigilo poderá esclarecer movimentações financeiras ligadas ao filme sobre Jair Bolsonaro – Foto: Agência Câmara I Divulgação I Agência Senado

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) voltou a elevar a temperatura do embate político ao apontar possíveis irregularidades envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o financiamento de Dark Horse, produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais, Lindbergh citou suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, acusações que ainda dependem de investigação e eventual comprovação pelas autoridades.

A manifestação ocorreu após o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, determinar prazo para que o ministro André Mendonça retirasse o sigilo de informações relacionadas às investigações do Banco Master. Para Lindbergh, a abertura dos documentos poderá revelar novos elementos sobre a participação de pessoas ligadas ao caso. O parlamentar afirmou que teria chegado ao fim uma suposta “blindagem” envolvendo Flávio Bolsonaro e o projeto cinematográfico.

Um dos principais pontos de atenção envolve Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Segundo informações divulgadas sobre a investigação, recursos atribuídos ao empresário teriam sido direcionados à produção de Dark Horse. Uma transferência de aproximadamente US$ 1,66 milhão teria sido realizada em setembro de 2025 para o Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, fundo apontado como responsável por centralizar parte dos recursos do longa. Os investigadores buscam esclarecer a origem, o destino e as circunstâncias dessas movimentações.

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Com os repasses já identificados, o volume relacionado a Vorcaro no financiamento do filme teria alcançado cerca de US$ 12,3 milhões, montante superior a R$ 65 milhões pela cotação considerada à época. Outra possível transferência, estimada em aproximadamente US$ 1,6 milhão, também estaria sob análise. Caso seja confirmada, a cifra relacionada ao projeto poderia chegar perto de R$ 72 milhões. Os números ganharam importância porque Flávio Bolsonaro havia declarado anteriormente que os pagamentos de Vorcaro teriam sido interrompidos em maio de 2025.

O episódio ocorre em meio a uma forte disputa interna no Supremo envolvendo Edson Fachin, André Mendonça, Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Decisões relacionadas à Polícia Federal, divulgação de documentos e condução das investigações do Banco Master provocaram uma sequência de manifestações entre os ministros. Moraes também questionou a atuação de Mendonça e pediu que o plenário da Corte analise sua conduta, enquanto Mendonça, por sua vez, apresentou pedido relacionado ao afastamento de Moraes.

Flávio Bolsonaro rejeita as acusações e sustenta que Dark Horse não recebeu recursos públicos. Durante agenda em Roraima, o senador afirmou que não existe irregularidade no financiamento do filme e disse estar disposto a ver toda a operação financeira investigada. Ele também classificou as apurações como tentativa de interferência política no processo eleitoral e relacionou o avanço das investigações ao desempenho de sua candidatura presidencial. As declarações ampliam a disputa política em torno de um caso que agora reúne financiamento privado, Banco Master, investigações da Polícia Federal e uma crescente crise dentro do próprio Supremo Tribunal Federal.

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