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Benedita alerta para pressão dos Estados Unidos e coloca defesa da soberania no centro da disputa eleitoral

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Deputada afirma que relações da família Bolsonaro com Washington preocupam e defende autonomia política, econômica e industrial do Brasil – Reprodução/ PT

A deputada federal e candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT), elevou o tom sobre a participação dos Estados Unidos no cenário político brasileiro e afirmou que a defesa da soberania nacional deve ocupar espaço central no debate eleitoral de 2026. Em entrevista à Sputnik Brasil divulgada nesta quinta-feira (24), a parlamentar atribuiu ao governo de Donald Trump e às articulações de integrantes da família Bolsonaro em Washington uma ameaça à autonomia brasileira. A candidatura de Benedita ao Senado pelo Rio está registrada para as eleições deste ano.

Segundo Benedita, as relações mantidas por integrantes da oposição brasileira com setores políticos norte-americanos ultrapassariam os limites das relações diplomáticas convencionais. A petista classificou essas articulações como “antidemocráticas e antidiplomáticas” e citou tarifas e ameaças ao Brasil ao sustentar sua avaliação sobre uma possível pressão externa. As declarações representam a posição política da candidata sobre a atuação dos Estados Unidos e de seus adversários no cenário eleitoral brasileiro.

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A candidata também relacionou a discussão sobre soberania à campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação de Benedita, os rumos escolhidos pelo Brasil nas urnas terão reflexos para outros países latino-americanos. Durante a entrevista, ela declarou que não seria apenas o PT que precisaria de Lula, mas, em sua visão, “o Brasil e também a América Latina”.

Outro ponto levantado pela parlamentar foi o controle sobre recursos considerados estratégicos, especialmente os minerais críticos e as terras raras. Benedita demonstrou preocupação com possíveis interesses estrangeiros nesses setores e defendeu que o país mantenha capacidade de decisão sobre suas riquezas naturais. O tema da soberania também apareceu no discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU nesta semana, quando o presidente voltou a criticar intervenções externas e defendeu maior controle brasileiro sobre recursos naturais e setores estratégicos.

Benedita ainda associou independência nacional ao fortalecimento da indústria brasileira. Na área da saúde, defendeu a implantação no Rio de Janeiro de um polo destinado à fabricação de medicamentos, vacinas e insumos hospitalares. A proposta, segundo ela, teria como objetivo aproveitar matérias-primas disponíveis no país e diminuir a dependência de produtos importados, ampliando a capacidade nacional de produção.

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Além da soberania, a candidata apresentou outras bandeiras para uma eventual atuação no Senado, entre elas o fim da escala de trabalho 6×1, o avanço da PEC da Segurança Pública, maior transparência na destinação das emendas parlamentares e políticas voltadas à proteção de mulheres, idosos e pessoas com deficiência. Ao longo da entrevista, porém, Benedita concentrou sua mensagem na defesa de que decisões políticas, econômicas e estratégicas do Brasil sejam tomadas sem subordinação a interesses de outras potências.

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Terceira fase da Operação Carbono Oculto mira executivo do Banco Genial e empresário ligado ao caso Master

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Nova etapa investiga suspeitas de lavagem de dinheiro na compra da distribuidora Terrana e cumpre mandados em sete estados – Foto:  Divulgação/ Entrepay

A terceira fase da Operação Carbono Oculto colocou integrantes do mercado financeiro no centro de uma nova ofensiva contra suspeitas de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Deflagrada nesta quinta-feira (24) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Receita Federal, a ação, denominada Operação Crédito Oculto, investiga operações financeiras que teriam sido utilizadas para esconder patrimônio e viabilizar a aquisição da Tobras Distribuidora de Combustíveis, conhecida como Terrana.

Entre os principais alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, e o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, dono da Entre Investimentos. Também aparecem entre os alvos André e Bruno Tupinambá, irmãos de Humberto. Segundo as investigações, estruturas do sistema financeiro teriam sido utilizadas para dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pelo controle de empresas e recursos envolvidos nas operações.

A presença de Freixo na investigação chama atenção por sua ligação com outro caso de grande repercussão nacional. O empresário firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro. Freixo também é citado em apurações sobre movimentações financeiras destinadas ao Havengate, fundo nos Estados Unidos relacionado ao financiamento de Dark Horse, produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Segundo a Receita Federal, a nova ofensiva busca esclarecer indícios de ocultação patrimonial e dissimulação da origem de recursos utilizados na aquisição da distribuidora de combustíveis. Os investigadores sustentam que foram montadas estruturas financeiras complexas, envolvendo fundos e empresas, para dificultar o rastreamento do dinheiro e esconder quem efetivamente controlava determinados ativos.

A operação alcança diferentes regiões do país. Mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços relacionados aos investigados em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. A força-tarefa reúne, além do Gaeco e da Receita Federal, órgãos estaduais de fiscalização e segurança, entre eles a Secretaria da Fazenda e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, além das polícias Civil e Militar.

A nova etapa amplia o alcance da Carbono Oculto sobre operadores e estruturas financeiras que, segundo as autoridades, teriam sido utilizados para movimentar e ocultar recursos. A investigação agora tenta reconstruir o caminho do dinheiro empregado na compra da Terrana e identificar os beneficiários das operações. Os fatos permanecem sob investigação, e o cumprimento de mandados de busca não representa, por si só, declaração de culpa dos investigados.

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