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PF prende vereador Jorge Canella após encontrar dois fuzis e submetralhadora em residência no Rio de Janeiro

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Parlamentar, que também é coronel da PM, foi alvo da sétima fase da Operação Unha e Carne – Foto: Reprodução

A Polícia Federal prendeu em flagrante o vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União Brasil), após localizar dois fuzis e uma submetralhadora durante buscas realizadas em sua residência, na Barra da Tijuca. Segundo a PF, os três armamentos são de uso restrito e estavam em desacordo com a legislação.

A prisão aconteceu durante a sétima fase da Operação Unha e Carne, aberta para aprofundar as investigações sobre suspeitas envolvendo a posse irregular de armas de fogo de uso restrito. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e três mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital fluminense.

Além do endereço na Barra da Tijuca, as diligências alcançaram locais no Recreio dos Bandeirantes e a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Jorge Canella, que também é coronel da Polícia Militar, foi conduzido juntamente com as armas apreendidas para a Superintendência Regional da Polícia Federal, onde foram realizados os procedimentos referentes à prisão em flagrante. A PF informou que ele poderá responder por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

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A nova etapa da investigação ocorre pouco mais de dois meses depois da sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada em julho. Naquela ocasião, a Polícia Federal investigava uma suposta organização criminosa que teria utilizado uma rede de postos de combustíveis para lavagem de dinheiro. Conforme relatório do Coaf citado pela PF, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.

Foi durante aquela fase que um fuzil de calibre restrito acabou apreendido no contexto da operação que teve entre os alvos o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella. Segundo informações divulgadas à época, Márcio sustentou que a arma pertencia a um policial militar que integrava sua segurança. A sétima fase desta terça-feira é apresentada como um novo desdobramento das apurações envolvendo armamentos de uso restrito.

A defesa de Jorge Canella, por sua vez, contesta a existência de irregularidade. Em nota divulgada nesta terça-feira, afirmou que as armas encontradas pertenciam ao vereador e estavam legalizadas. A Polícia Federal, entretanto, informou oficialmente que identificou a posse dos dois fuzis e da submetralhadora “em desacordo com a previsão legal”, circunstância que, segundo a corporação, motivou a prisão em flagrante. As investigações da Operação Unha e Carne permanecem em andamento.

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Polícia Federal encontra conversas de assessora de Flávio Bolsonaro com condenado ligado aos irmãos Brazão

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Conversas analisadas pela Polícia Federal envolvem repasse de R$ 199 mil para instituto investigado – Foto: Charles Vieira/ Campanha Flávio Bolsonaro

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, revelam contatos dele com uma assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) envolvendo a liberação de recursos de emendas parlamentares. Calixto foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro de 2026, por integrar organização criminosa armada ao lado dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, as conversas ocorreram em 2023 e envolveram Maria de Fátima Bezerra Castro, assessora parlamentar cujo contato aparecia no aparelho de Calixto associado ao nome de Flávio Bolsonaro. Entre os assuntos discutidos estava uma emenda de R$ 199 mil, destinada pelo gabinete do senador ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop).

O caso passou a integrar as apurações da Operação Emendatio, realizada pela Polícia Federal com participação da Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação busca esclarecer suspeitas de desvio de recursos de emendas federais encaminhadas a organizações da sociedade civil no Rio de Janeiro. Na operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão.

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Flávio Bolsonaro não foi alvo desses mandados. As investigações, porém, alcançaram o caminho de recursos destinados ao Ifop e as circunstâncias envolvendo os repasses. Conforme a reportagem, Calixto teria cobrado da assessora, em outubro e novembro de 2023, providências relacionadas à liberação do dinheiro. O pagamento de R$ 199 mil ao instituto teria ocorrido em 29 de novembro daquele ano.

As mensagens indicam ainda que Maria de Fátima teria orientado Calixto a procurar pessoalmente Flávio Bolsonaro para tratar de recursos, inclusive encaminhando convite para um evento no qual o senador estaria presente. No ano seguinte, Calixto voltou a buscar recursos para a entidade, mas a reportagem afirma não ter localizado novos pagamentos decorrentes dessas tratativas.

Outro episódio analisado pelos investigadores envolve a solicitação de quatro ingressos para um camarote no Sambódromo durante o desfile das campeãs do Carnaval do Rio. Segundo a apuração publicada, a PF considerou a situação como possível pedido de “vantagem indevida”. Calixto teria procurado um empresário para conseguir os convites solicitados pela assessora.

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Flávio Bolsonaro afirmou que a indicação dos recursos ocorreu dentro das regras e dos critérios técnicos aplicáveis e ressaltou que a execução do dinheiro público é responsabilidade da entidade beneficiada. O senador defendeu que qualquer eventual irregularidade seja investigada pelos órgãos competentes. Ele não foi apontado pelo STF como integrante da organização criminosa pela qual Calixto e os irmãos Brazão foram condenados.

Robson Calixto, por sua vez, foi condenado pela Primeira Turma do STF pelo crime de organização criminosa armada. Segundo o Supremo, ele atuava como homem de confiança dos irmãos Brazão, enquanto Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados como mandantes dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. A Operação Emendatio continua apurando possíveis crimes relacionados ao uso e ao destino de emendas parlamentares destinadas a entidades no Rio de Janeiro. As informações foram publicadas pelo jornal O Estado de S.Paulo

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