Saúde
SUS inicia substituição gradual da insulina NPH por glargina para ampliar qualidade no tratamento do diabetes
Saúde
Novo medicamento será destinado, inicialmente, a crianças, adolescentes e idosos – Foto: Divulgação
O Ministério da Saúde deu início à substituição gradual da insulina NPH pela insulina glargina na rede pública de saúde. A mudança contempla, nesta primeira etapa, crianças e adolescentes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2. O objetivo é oferecer um tratamento mais moderno e eficiente aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A insulina glargina possui ação prolongada e, na maioria dos casos, exige apenas uma aplicação diária, reduzindo a necessidade de múltiplas injeções ao longo do dia. Além de proporcionar maior comodidade, o medicamento contribui para um controle mais estável dos níveis de glicose no sangue, diminuindo os riscos de episódios de hipoglicemia e favorecendo a adesão ao tratamento.
Para garantir a implantação da nova estratégia, o Ministério da Saúde já iniciou o envio de centenas de milhares de unidades do medicamento aos estados brasileiros, acompanhadas de canetas reutilizáveis para aplicação. A expectativa é que toda a distribuição seja concluída até o fim de julho, fortalecendo o abastecimento da rede pública e assegurando o acesso dos pacientes contemplados.
Os interessados devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, munidos de receita médica válida, para que uma equipe multiprofissional avalie a possibilidade de substituição da insulina. Além da medicação, os pacientes receberão orientações sobre a forma correta de aplicação, armazenamento e acompanhamento do tratamento, garantindo uma transição segura e eficaz para o novo esquema terapêutico.
Saúde
Agência de Vigilância Sanitária aprova nova vacina contra a gripe para pessoas a partir de 6 meses de idade
Imunizante oferece proteção contra os principais vírus da influenza – Foto: Assessoria/ Secom/PW
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de uma nova vacina destinada à prevenção da gripe no Brasil. O imunizante, denominado Fluprevli, poderá ser aplicado em pessoas a partir dos seis meses de idade e amplia as opções disponíveis para o combate à influenza no país.
A vacina é do tipo trivalente, desenvolvida para proteger contra três cepas dos vírus influenza consideradas prioritárias para a temporada. Sua composição inclui variantes dos vírus Influenza A e Influenza B, responsáveis pela maior parte dos casos de gripe registrados anualmente.
Os estudos clínicos apresentados durante o processo de aprovação demonstraram uma resposta imunológica considerada satisfatória. Os testes indicaram elevada produção de anticorpos após a vacinação, aumentando a capacidade do organismo de reconhecer e combater o vírus em caso de exposição.
De acordo com os resultados das pesquisas, a eficácia do imunizante pode alcançar até 73% na prevenção da influenza entre adultos. Em crianças, a proteção observada chegou a aproximadamente 65%, contribuindo para reduzir o risco de infecção e de complicações relacionadas à doença.
Especialistas ressaltam que a vacinação continua sendo a principal ferramenta para diminuir o número de casos graves, internações e mortes provocadas pela gripe. A imunização também ajuda a reduzir a circulação do vírus, protegendo pessoas mais vulneráveis.
A influenza é uma doença respiratória causada por vírus que sofrem constantes mutações, motivo pelo qual as vacinas precisam ser atualizadas periodicamente. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, tosse, dores no corpo, dor de garganta, fadiga e mal-estar, podendo evoluir para quadros mais graves em determinados pacientes.
Entre os grupos que merecem maior atenção estão crianças pequenas, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas e indivíduos com o sistema imunológico comprometido. Nesses casos, a infecção pode provocar complicações como pneumonia e insuficiência respiratória.
Com o novo registro concedido pela Anvisa, o Brasil amplia seu arsenal de imunizantes contra a gripe, fortalecendo as ações de prevenção e oferecendo mais uma alternativa para proteger a população durante os períodos de maior circulação do vírus influenza.
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