Região Norte
Bittar e Petecão, a vergonha do Acre, apoiam PEC que cria novo modelo de jornada de trabalho e gera polêmica no país
Região Norte
Proposta assinada pelos senadores acreanos permite contratação com pagamento por horas trabalhadas e divide opiniões entre defensores e críticos dos direitos trabalhistas.
A proposta de mudança nas regras trabalhistas apresentada no Senado Federal colocou os senadores acreanos Márcio Bittar (PL) e Sérgio Petecão (PSD) no centro de um debate nacional. Os parlamentares estão entre os apoiadores da PEC nº 12/2026, que propõe a criação de um regime alternativo de trabalho baseado na quantidade de horas efetivamente trabalhadas pelo empregado.
A iniciativa foi protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) e já conta com o apoio de dezenas de senadores. O texto prevê que os trabalhadores possam escolher entre permanecer no modelo tradicional previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou aderir a um sistema mais flexível, no qual o pagamento seria calculado de acordo com a carga horária realizada.
A proposta ganhou ampla repercussão após ser alvo de críticas de setores ligados ao movimento trabalhista e de parlamentares que defendem a redução da jornada semanal. Entre os críticos está a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que classificou a medida como prejudicial aos direitos dos trabalhadores e convocou mobilizações contra a PEC.
Os defensores do projeto argumentam que a mudança pode ampliar as opções de contratação e permitir que trabalhadores organizem melhor sua rotina, conciliando emprego, estudos e outras atividades. Segundo os autores da proposta, o novo modelo também poderia gerar mais oportunidades de inserção no mercado de trabalho.
Apesar da flexibilização, a PEC mantém benefícios como férias remuneradas, décimo terceiro salário, FGTS e demais garantias trabalhistas. No entanto, todos esses direitos seriam calculados proporcionalmente ao número de horas trabalhadas pelo empregado.
Outro ponto que tem provocado discussões é a possibilidade de acordos individuais entre patrão e empregado terem prevalência sobre negociações coletivas em determinadas situações. Para críticos da proposta, essa medida pode enfraquecer a proteção dos trabalhadores. Já os apoiadores afirmam que a mudança representa uma modernização das relações de trabalho e amplia a liberdade de negociação entre as partes.
Região Norte
Márcio Bittar usa tribuna do Senado para atacar imprensa e demonstrar incômodo com crescimento político de Jorge Viana
Senador do PL faz acusações sem provas contra veículos de comunicação do Acre e amplia clima de confronto político no estado.
O senador Márcio Bittar voltou a elevar o tom do discurso político no Acre e usou a tribuna do Senado Federal para atacar jornalistas, veículos de comunicação e adversários políticos ligados ao campo da esquerda acreana. Em pronunciamento realizado nesta segunda-feira (25), o parlamentar direcionou críticas ao ex-senador Jorge Viana, além de questionar a atuação da imprensa do estado durante entrevistas concedidas no Vale do Juruá.
Sem apresentar provas públicas durante o discurso, Bittar afirmou que parte da imprensa acreana estaria sendo financiada por organizações não governamentais e insinuou que entrevistas feitas com Jorge Viana seriam conduzidas de forma previamente alinhada. As declarações geraram forte repercussão nos bastidores políticos e levantaram críticas sobre o uso da tribuna do Senado para ataques generalizados contra profissionais da comunicação.
Durante a fala, o senador tentou direcionar o debate para temas ligados à infraestrutura do Acre, cobrando posicionamentos de Jorge Viana sobre obras consideradas estratégicas para a região do Juruá. Entre os assuntos citados por Bittar estavam a situação da BR-364, a construção da ponte sobre o Rio Juruá, a ligação rodoviária com Pucallpa, no Peru, além de projetos envolvendo ferrovia e a região da Serra do Divisor.
Mesmo tentando associar o discurso à defesa do desenvolvimento regional, aliados e críticos avaliam que o pronunciamento teve forte caráter eleitoral e foi marcado por ataques políticos em meio às movimentações para as eleições de 2026. Nos bastidores, cresce a leitura de que Bittar estaria incomodado com a retomada da presença política de Jorge Viana no Acre, especialmente após agendas e entrevistas recentes realizadas no interior do estado.
As críticas também atingiram políticas ambientais voltadas para a Amazônia e figuras históricas ligadas à pauta ambiental, como a ministra Marina Silva. O senador bolsonarista voltou a repetir discursos contra organizações ambientais e setores que defendem medidas de preservação, tema que frequentemente divide opiniões dentro do estado.
A reação ao pronunciamento repercutiu entre profissionais da comunicação e lideranças políticas acreanas. Para muitos, as acusações feitas sem comprovação pública representam uma tentativa de descredibilizar o trabalho da imprensa local e criar um ambiente de confronto político permanente no Acre. O episódio também reforça o clima antecipado da disputa eleitoral que já começa a movimentar os bastidores da política acreana para 2026.
Veja o vídeo:
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