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Márcio Bittar usa tribuna do Senado para atacar imprensa e demonstrar incômodo com crescimento político de Jorge Viana

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Senador do PL faz acusações sem provas contra veículos de comunicação do Acre e amplia clima de confronto político no estado.

O senador Márcio Bittar voltou a elevar o tom do discurso político no Acre e usou a tribuna do Senado Federal para atacar jornalistas, veículos de comunicação e adversários políticos ligados ao campo da esquerda acreana. Em pronunciamento realizado nesta segunda-feira (25), o parlamentar direcionou críticas ao ex-senador Jorge Viana, além de questionar a atuação da imprensa do estado durante entrevistas concedidas no Vale do Juruá.

Sem apresentar provas públicas durante o discurso, Bittar afirmou que parte da imprensa acreana estaria sendo financiada por organizações não governamentais e insinuou que entrevistas feitas com Jorge Viana seriam conduzidas de forma previamente alinhada. As declarações geraram forte repercussão nos bastidores políticos e levantaram críticas sobre o uso da tribuna do Senado para ataques generalizados contra profissionais da comunicação.

Durante a fala, o senador tentou direcionar o debate para temas ligados à infraestrutura do Acre, cobrando posicionamentos de Jorge Viana sobre obras consideradas estratégicas para a região do Juruá. Entre os assuntos citados por Bittar estavam a situação da BR-364, a construção da ponte sobre o Rio Juruá, a ligação rodoviária com Pucallpa, no Peru, além de projetos envolvendo ferrovia e a região da Serra do Divisor.

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Mesmo tentando associar o discurso à defesa do desenvolvimento regional, aliados e críticos avaliam que o pronunciamento teve forte caráter eleitoral e foi marcado por ataques políticos em meio às movimentações para as eleições de 2026. Nos bastidores, cresce a leitura de que Bittar estaria incomodado com a retomada da presença política de Jorge Viana no Acre, especialmente após agendas e entrevistas recentes realizadas no interior do estado.

As críticas também atingiram políticas ambientais voltadas para a Amazônia e figuras históricas ligadas à pauta ambiental, como a ministra Marina Silva. O senador bolsonarista voltou a repetir discursos contra organizações ambientais e setores que defendem medidas de preservação, tema que frequentemente divide opiniões dentro do estado.

A reação ao pronunciamento repercutiu entre profissionais da comunicação e lideranças políticas acreanas. Para muitos, as acusações feitas sem comprovação pública representam uma tentativa de descredibilizar o trabalho da imprensa local e criar um ambiente de confronto político permanente no Acre. O episódio também reforça o clima antecipado da disputa eleitoral que já começa a movimentar os bastidores da política acreana para 2026.

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Ex-prefeito Dr. Furlan é alvo de operação da PF por suspeita de financiar milícia digital com dinheiro público

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Operação da Polícia Federal atinge ex-prefeito, influenciadores, jornalistas e agência de publicidade em três estados – Foto: Jesiel Braga/ PMM

A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Palanque Digital, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos para financiar uma estrutura de ataques virtuais, produção de conteúdos manipulados e promoção política nas redes sociais. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 25 milhões em contratos públicos.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Macapá, no Amapá, Belém, no Pará, e Canela, no Rio Grande do Sul. Entre os investigados estão políticos, influenciadores digitais, jornalistas, ex-integrantes da administração municipal e empresários ligados ao setor de publicidade.

De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa atuava há cerca de quatro anos utilizando recursos da Prefeitura de Macapá para fortalecer politicamente o então prefeito Dr. Furlan, além de promover a imagem de aliados e atacar opositores por meio das redes sociais e plataformas digitais.

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Os investigadores afirmam que contratos de publicidade institucional eram usados de forma irregular para financiar campanhas de autopromoção e disseminação de conteúdos ofensivos contra adversários políticos. A apuração também aponta que pessoas ligadas ao esquema ocupavam cargos em secretarias municipais como forma de pagamento pelos serviços prestados à chamada “milícia digital”.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. A identidade do suspeito não foi divulgada pela Polícia Federal. A corporação também informou que encontrou indícios do uso de inteligência artificial para produção de vídeos manipulados, áudios falsos, imagens alteradas e deepfakes utilizados para influenciar a opinião pública.

Ainda segundo a investigação, os ataques promovidos pelo grupo atingiam não apenas adversários locais, mas também autoridades nacionais, incluindo senadores da República e até um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Conteúdos com teor ofensivo e discriminatório também teriam sido identificados durante a apuração.

Dr. Furlan já havia sido alvo de outra operação da Polícia Federal realizada em março deste ano, que investigava suspeitas de fraude em licitação e desvio de recursos em obras do hospital municipal de Macapá, avaliadas em cerca de R$ 70 milhões. Após aquela operação, ele deixou o comando da prefeitura e anunciou pré-candidatura ao governo do Amapá.

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A Operação Palanque Digital segue em andamento e a Polícia Federal informou que novas fases da investigação não estão descartadas.

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