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Universidades estaduais e municipais passam a integrar a Rede Nacional de Comunicação Pública

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Após acordo firmado entre a EBC e 11 instituições, a Rede passará a contar com 117 emissoras de tevê e 155 de rádio – Foto: Assessoria

(SCSPR) – “Daquilo que a gente tem a iniciativa de fazer, a expansão da Rede Nacional de Comunicação Pública é o projeto mais importante”. A frase do secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Ricardo Zamora, não deixa dúvida quanto à relevância dos acordos assinados nesta quarta-feira, 6 de março, no Palácio do Planalto, com emissoras de 11 universidades estaduais e municipais que agora passam a integrar a Rede Nacional coordenada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“A expansão do sinal carrega a nossa expectativa no sentido de fomentar a produção própria desses parceiros”, diz Ricardo Zamora, secretário-executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Foram firmados acordos com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), a Fundação Universidade Estadual do Piauí (Fuespi), o Centro Universitário de Mineiros (Unifimes), a Universidade de Rio Verde (UniRV), a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), a Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA), a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A parceria vai permitir a integração de mais 15 canais de TV e 20 canais de rádio à Rede, que passará a contar no total com 117 emissoras de televisão e 155 de rádio. Em 2023, a EBC já havia assinado acordos de cooperação com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e 31 universidades federais e, em uma segunda etapa, com 16 institutos federais de ensino.

“A gente vem trabalhando a expansão dessa rede, juntamente com a mudança na própria grade de programação da EBC. Nós tivemos uma primeira etapa com as universidades federais , em outubro do ano passado. Dois meses depois, nós tivemos com os institutos federais . E agora com vocês (universidades estaduais e municipais). A expansão do sinal carrega a nossa expectativa no sentido de fomentar a produção própria desses parceiros”, prosseguiu Ricardo Zamora.

A solenidade que marcou a assinatura dos acordos contou com representantes do Ministério da Educação e do Ministério das Comunicações. Para Alexandre Brasil, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, e Sônia Faustino, secretária Executiva do Ministério das Comunicações, a maciça participação de universidades federais, estaduais e municipais, além dos institutos federais, na Rede Nacional de Comunicação Pública permitirá que o conhecimento produzido nessas instituições possa ser amplamente compartilhado com toda a população brasileira.

Ao fortalecer o sistema público de rádio difusão, estamos reafirmando a importância do acesso universal à informação, à cultura e à educação”, diz Sônia Faustino, secretária Executiva do Ministério das Comunicações

“O avanço da Rede de Comunicação Pública e todo esse trabalho de estabelecer essa rede universitária é algo que muito alegra o MEC. É uma oportunidade e uma estratégia muito adequada. São espaços de produção de conhecimento que agora podem se solidificar enquanto espaço de comunicação e de divulgação do conhecimento”, destacou Alexandre Brasil.

“O Ministério das Comunicações está comprometido com o movimento de expansão da Rede Nacional de Comunicação. A expansão de canais de tevê e rádios em FM no interior do país, especialmente de caráter educativo, é de suma importância para a ampliação do conhecimento e acesso à informação de qualidade, além de promoção da cultura local. Ao fortalecer o sistema público de rádio difusão, estamos reafirmando a importância do acesso universal à informação, à cultura e à educação”, frisou Sônia Faustino.

Para o diretor-presidente da EBC, Jean Lima, entre os principais benefícios dos acordos firmados nesta quarta-feira estão a interiorização dos conteúdos, a garantia do acesso à informação e o fortalecimento da comunicação pública. Ele ainda ressaltou a importância do apoio da Secom para o fortalecimento do sistema público de comunicação.

“A gente pretende com isso alcançar a população, interiorizar o nosso conteúdo e dar à população acesso ao conteúdo regional, às informações e, com isso, combater as fake news e fortalecer a democracia”, afirmou Jean Lima.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), Odilon Máximo, a parceria com a EBC permitirá ampliar a visibilidade dos conteúdos produzidos pelas universidades.

“Nós não vamos ser só receptoras de informação. Os conteúdos produzidos por nossas universidades vão estar dentro da Rede, podendo ser retransmitidos por todos os estados do Brasil”, declarou Odilon Máximo. A Abruem representa 45 universidades estaduais e municipais.

“Nós esperamos que seja uma reconstrução que permaneça e que nunca mais seja ameaçada”, completou o presidente da Associação Brasileira de Televisão Universitária, Fabiano Pereira, que classificou a assinatura dos acordos como mais um marco na reconstrução da comunicação pública brasileira.

A Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), prevista na Lei de Criação da EBC, é formada por emissoras de TV e Rádio que atuam por todo o país. A EBC é responsável pela formação da Rede e investe em seu fortalecimento e expansão. A EBC foi criada em 2007 como responsável pelo sistema público de comunicação federal, incluindo a rede pública de comunicação de rádio e televisão. A EBC gerencia as rádios Nacional e MEC, a Radioagência Nacional, a Agência Brasil e a TV Brasil, além do veículo governamental Canal Gov e do programa Voz do Brasil.

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Dia Nacional do Livro Infantil reforça investimentos bilionários e amplia acesso à leitura no Brasil

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Investimentos públicos fortalecem distribuição de obras e destacam importância da educação desde a infância – Foto: Reprodução/ FNDE

O Dia Nacional do Livro Infantil, celebrado em 18 de abril, ganha novo significado em 2026 com o reforço de políticas públicas voltadas à formação de leitores no Brasil. O Governo Federal tem ampliado ações que buscam garantir que crianças e jovens tenham acesso a livros de qualidade, especialmente na rede pública de ensino, onde muitas vezes ocorre o primeiro contato com a leitura.

Nos últimos anos, o país tem apostado em programas estruturantes para democratizar o acesso ao livro, garantindo que escolas de diferentes regiões recebam materiais atualizados e diversificados. A estratégia não se limita apenas ao envio de livros didáticos, mas também inclui obras literárias que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e o desenvolvimento cultural dos estudantes.

A ampliação do acervo disponível nas escolas e bibliotecas também reflete uma preocupação com a inclusão. Materiais adaptados e conteúdos voltados a diferentes realidades sociais e culturais passaram a integrar as coleções, permitindo que mais estudantes se identifiquem com as histórias e temas abordados. Esse avanço contribui diretamente para reduzir desigualdades no acesso à educação.

Outro ponto importante é a expansão do alcance das políticas de leitura para além das salas de aula. Bibliotecas públicas e comunitárias têm sido fortalecidas como espaços de aprendizado e convivência, ampliando o acesso ao livro em regiões onde a presença de equipamentos culturais ainda é limitada.

Além da distribuição de obras, especialistas destacam que o incentivo à leitura precisa estar aliado a práticas pedagógicas que valorizem o hábito de ler. Professores e gestores educacionais têm papel fundamental nesse processo, criando ambientes que estimulem o interesse dos alunos e tornem a leitura uma experiência prazerosa.

Mais do que uma ação pontual, o incentivo à leitura no Brasil representa um investimento direto no futuro. Ao formar leitores desde cedo, o país fortalece a educação, amplia oportunidades e contribui para a construção de uma sociedade mais crítica, informada e preparada para os desafios do mundo contemporâneo.

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