Educação
Mais de dois terços das escolas públicas brasileiras já têm acesso à internet pelo Escolas Conectadas
Educação
Escolas Conectadas avança e leva internet a mais de 94 mil escolas públicas no Brasil – Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília
O programa Escolas Conectadas, uma iniciativa estratégica do Governo Federal, deu um salto importante em 2025 ao alcançar 68,4% das escolas públicas previstas, reforçando o compromisso de universalizar o acesso à internet na educação básica até 2026. Atualmente, 94.221 das cerca de 138 mil escolas públicas brasileiras já contam com conectividade garantida por meio da política pública.
Somente ao longo de 2025, 22,8 mil escolas passaram a ter acesso à internet, resultado de ações coordenadas pelo Ministério das Comunicações, com apoio de instrumentos como o Fust e o Eace. O avanço consolida a inclusão digital como eixo central para a melhoria da qualidade do ensino em todo o país.
De acordo com o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a iniciativa é prioridade absoluta do Governo Federal. Segundo ele, a meta é concluir a conexão de todas as escolas até 2026, contemplando tanto áreas urbanas quanto rurais. Onde houver infraestrutura disponível, será priorizada a fibra óptica; em regiões remotas, a conectividade será garantida por soluções via satélite.
Desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação (MEC), o programa tem como foco estruturar a conectividade nas unidades de ensino, permitindo o uso pedagógico das tecnologias digitais, a formação continuada de professores e o acesso dos estudantes a plataformas e conteúdos educacionais modernos.
O investimento total previsto para o Escolas Conectadas chega a quase R$ 9 bilhões, sendo R$ 6,5 bilhões provenientes do Novo PAC. Desde o lançamento do programa, em setembro de 2023, mais de R$ 3 bilhões já foram aplicados em escolas estaduais e municipais de todas as regiões do país.
Entre os estados que lideram o ranking de conectividade estão Paraná (83,6%), Piauí (81,4%) e Goiás (81,3%), evidenciando que o avanço da inclusão digital tem alcançado diferentes realidades regionais.
Para acelerar ainda mais o processo, em dezembro de 2025, o MEC e o Ministério das Comunicações lançaram, em parceria com o BNDES, a segunda seleção pública do programa BNDES Fust Escolas Conectadas. A iniciativa destina R$ 53,3 milhões em recursos não reembolsáveis para conectar 1.258 escolas públicas das regiões Norte e Nordeste, beneficiando cerca de 410 mil estudantes. Na primeira seleção, iniciada em 2023, 824 escolas já haviam sido conectadas até o fim de 2025, reforçando o impacto positivo da política pública na educação brasileira.
Educação
Dia Nacional do Livro Infantil reforça investimentos bilionários e amplia acesso à leitura no Brasil
Investimentos públicos fortalecem distribuição de obras e destacam importância da educação desde a infância – Foto: Reprodução/ FNDE
O Dia Nacional do Livro Infantil, celebrado em 18 de abril, ganha novo significado em 2026 com o reforço de políticas públicas voltadas à formação de leitores no Brasil. O Governo Federal tem ampliado ações que buscam garantir que crianças e jovens tenham acesso a livros de qualidade, especialmente na rede pública de ensino, onde muitas vezes ocorre o primeiro contato com a leitura.
Nos últimos anos, o país tem apostado em programas estruturantes para democratizar o acesso ao livro, garantindo que escolas de diferentes regiões recebam materiais atualizados e diversificados. A estratégia não se limita apenas ao envio de livros didáticos, mas também inclui obras literárias que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e o desenvolvimento cultural dos estudantes.
A ampliação do acervo disponível nas escolas e bibliotecas também reflete uma preocupação com a inclusão. Materiais adaptados e conteúdos voltados a diferentes realidades sociais e culturais passaram a integrar as coleções, permitindo que mais estudantes se identifiquem com as histórias e temas abordados. Esse avanço contribui diretamente para reduzir desigualdades no acesso à educação.
Outro ponto importante é a expansão do alcance das políticas de leitura para além das salas de aula. Bibliotecas públicas e comunitárias têm sido fortalecidas como espaços de aprendizado e convivência, ampliando o acesso ao livro em regiões onde a presença de equipamentos culturais ainda é limitada.
Além da distribuição de obras, especialistas destacam que o incentivo à leitura precisa estar aliado a práticas pedagógicas que valorizem o hábito de ler. Professores e gestores educacionais têm papel fundamental nesse processo, criando ambientes que estimulem o interesse dos alunos e tornem a leitura uma experiência prazerosa.
Mais do que uma ação pontual, o incentivo à leitura no Brasil representa um investimento direto no futuro. Ao formar leitores desde cedo, o país fortalece a educação, amplia oportunidades e contribui para a construção de uma sociedade mais crítica, informada e preparada para os desafios do mundo contemporâneo.
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