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Ailton Krenak é eleito para Academia Brasileira de Letras e se torna primeiro autor indígena imortal

Krenak, conhecido por sua filosofia, escrita e ativismo ambiental, busca inspirar novos modos de vida que possam contribuir para o futuro da humanidade

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Ailton Krenak – Foto: Reprodução / Vozes da Floresta

O escritor indígena Ailton Krenak, autor do livro “Ideias Para Adiar o Fim do Mundo” e outros sucessos literários, foi eleito nesta quinta-feira (5) como o mais novo membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). Sua nomeação é histórica, uma vez que ele se torna o primeiro indígena a ocupar uma cadeira na ABL. Krenak, conhecido por sua filosofia, escrita e ativismo ambiental, busca inspirar novos modos de vida que possam contribuir para o futuro da humanidade.

Krenak era o favorito em uma eleição com 11 candidatos, obtendo 23 votos. Mary Del Priore, historiadora e autora de obras populares, ficou em segundo lugar com 12 votos, enquanto Daniel Munduruku, pioneiro da literatura indígena, recebeu 4 votos. Abaixo está a lista completa de concorrentes à cadeira 5, anteriormente ocupada por José Murilo de Carvalho.

Além de ser membro da Academia Mineira de Letras, Krenak recebeu o título de Professor Honoris Causa das Universidades Federal de Juiz de Fora (UFJF) e de Brasília (UnB). Em 2020, foi agraciado com o Prêmio Juca Pato como intelectual do ano, participando ativamente de debates e eventos literários. Atualmente, ele reside na Reserva Indígena Krenak, em Resplendor, Minas Gerais.

Ailton Alves Lacerda Krenak nasceu em 1953, em Itabirinha, Minas Gerais, e mudou-se com sua família para o Paraná aos 17 anos. Lá, ele se alfabetizou e iniciou sua carreira como produtor gráfico e jornalista. Nos anos 1980, ele se dedicou integralmente ao movimento indígena e fundou a ONG Núcleo de Cultura Indígena em 1985. Em 1987, durante a Assembleia Nacional Constituinte, teve um papel fundamental.

Em 1988, participou da criação da União dos Povos Indígenas e, em 1989, esteve envolvido na Aliança dos Povos da Floresta. Uma década depois, em 1999, sua obra “O Eterno Retorno do Encontro” foi publicada no livro “A Outra Margem do Ocidente”, organizado por Adauto Novaes.

Entre 2003 e 2010, Krenak se envolveu mais profundamente na política, atuando como assessor especial do Governo de Minas Gerais para assuntos indígenas. Continuou a ser uma figura ativa na militância e no debate público, participando de seminários, conferências e, em 2018, sendo um dos protagonistas da série “Guerras do Brasil”.

Além de seus recentes livros lançados pela Companhia das Letras, a editora Azougue dedicou um volume da série “Encontros” a Krenak. Organizado por Sérgio Cohn, este livro reúne entrevistas concedidas por ele entre 1984 e 2013. As obras de Ailton Krenak são publicadas em aproximadamente 13 países, destacando sua influência internacional. (*Com informações do Estado de S. Paulo)

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Dia Nacional do Livro Infantil reforça investimentos bilionários e amplia acesso à leitura no Brasil

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Investimentos públicos fortalecem distribuição de obras e destacam importância da educação desde a infância – Foto: Reprodução/ FNDE

O Dia Nacional do Livro Infantil, celebrado em 18 de abril, ganha novo significado em 2026 com o reforço de políticas públicas voltadas à formação de leitores no Brasil. O Governo Federal tem ampliado ações que buscam garantir que crianças e jovens tenham acesso a livros de qualidade, especialmente na rede pública de ensino, onde muitas vezes ocorre o primeiro contato com a leitura.

Nos últimos anos, o país tem apostado em programas estruturantes para democratizar o acesso ao livro, garantindo que escolas de diferentes regiões recebam materiais atualizados e diversificados. A estratégia não se limita apenas ao envio de livros didáticos, mas também inclui obras literárias que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e o desenvolvimento cultural dos estudantes.

A ampliação do acervo disponível nas escolas e bibliotecas também reflete uma preocupação com a inclusão. Materiais adaptados e conteúdos voltados a diferentes realidades sociais e culturais passaram a integrar as coleções, permitindo que mais estudantes se identifiquem com as histórias e temas abordados. Esse avanço contribui diretamente para reduzir desigualdades no acesso à educação.

Outro ponto importante é a expansão do alcance das políticas de leitura para além das salas de aula. Bibliotecas públicas e comunitárias têm sido fortalecidas como espaços de aprendizado e convivência, ampliando o acesso ao livro em regiões onde a presença de equipamentos culturais ainda é limitada.

Além da distribuição de obras, especialistas destacam que o incentivo à leitura precisa estar aliado a práticas pedagógicas que valorizem o hábito de ler. Professores e gestores educacionais têm papel fundamental nesse processo, criando ambientes que estimulem o interesse dos alunos e tornem a leitura uma experiência prazerosa.

Mais do que uma ação pontual, o incentivo à leitura no Brasil representa um investimento direto no futuro. Ao formar leitores desde cedo, o país fortalece a educação, amplia oportunidades e contribui para a construção de uma sociedade mais crítica, informada e preparada para os desafios do mundo contemporâneo.

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