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Mais 87 áreas são incluídas no programa de conservação ambiental. Regiões estão localizadas no Amapá, Amazonas e Pará

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O programa oferece incentivo financeiro para produção sustentável a famílias que moram nessas regiões – Foto: Tânia Rego/Agência Brasi

(MMA) – Mais 87 áreas foram incluídas no Programa de Apoio à Conservação Ambiental, o Bolsa Verde. Coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a iniciativa prevê pagamentos trimestrais de R$ 600 às famílias que vivem em projetos de assentamento ambientalmente diferenciados, unidades de conservação de uso sustentável e em territórios ocupados por povos e comunidades tradicionais, como ribeirinhos, extrativistas, indígenas, quilombolas e outros.

Os territórios com famílias aptas a integrar o programa estão em 29 municípios dos estados de Amapá, Amazonas e Pará. Para participar, os participantes se comprometem a preservar o ambiente em que vivem, cuidando da região e usando os recursos naturais de maneira responsável. Os beneficiários também terão acesso a ações de assistência técnica, extensão rural socioambiental, conservação ambiental e inclusão socioprodutiva.

Retomado em 2023, o Bolsa Verde une a cidadania com a preservação do meio ambiente, melhorando a qualidade de vida e aumentando a renda das famílias. Um dos seus principais objetivos é o incentivo à conservação dos ecossistemas, com manutenção e uso sustentável. O Bolsa Verde é visto como política estratégica na proteção dos recursos naturais, na redução da pobreza e no fomento ao desenvolvimento sustentável do país.

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O acesso das famílias é realizado em nome do responsável familiar inscrito no CadÚnico através do site bolsaverde.mma.gov.br/cidadão .

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima vai realizar durante esta semana, de 15 a 19 de abril, a segunda fase da busca ativa para o Bolsa Verde. A ação tem como objetivo incentivar a adesão de famílias agroextrativistas ao programa. Durante essas atividades, serão apresentadas as condições para participação no programa e realizadas reuniões de articulação com líderes agroextrativistas, autoridades municipais e outras organizações da sociedade civil com envolvimento direto ou indireto no programa.

Nesta segunda-feira (15/4), a oficina será em Belém, no Pará, direcionada a profissionais do Cadastro Único (CadÚnico) e das secretarias de meio ambiente de 30 municípios do estado. Nos dias 18 e 19 de abril, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), as atividades serão nos municípios de Breves e Melgaço, na região do Marajó, como parte da Caravana Brasil Sem Fome, destinada a profissionais municipais e líderes agroextrativistas.

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O programa é coordenado pelo MMA e acompanhado por um Comitê Gestor, composto por MMA, Casa Civil, MDS; MDA; Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI); Ministério da Fazenda; ICMBio; Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); e dois representantes do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT).

O MMA também destaca a importância desses órgãos na participação das atividades para promover o diálogo com os povos e comunidades tradicionais beneficiários do programa e contribuir para alcançar os objetivos da política ambiental.

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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