Amazônia
Governo federal vai percorrer biomas brasileiros para discutir emergência climática com a população
Amazônia
Comitiva de ministros fará debates na Caatinga, no Sistema Costeiro Marinho, na Amazônia, no Cerrado, no Pantanal, na Mata Atlântica e no Pampa – Foto: Assessoria / Gov
(Gov) – O governo federal está elaborando o Plano Clima que será o guia da política climática brasileira até 2035. Uma comitiva de ministros fará debates na Caatinga, no Sistema Costeiro Marinho, na Amazônia, no Cerrado, no Pantanal, na Mata Atlântica e no Pampa. Das plenárias sairão propostas da sociedade civil que poderão ser incluídas no documento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentará a primeira versão do texto na COP 29, no Azerbaijão, em novembro.
Esta é mais uma etapa do processo de participação social no Plano Clima que foi lançado em junho. O governo está fazendo consultas diretas à população e debates com especialistas em meio ambiente, organizações da sociedade civil, conselhos de políticas públicas, movimentos sociais e sindicais, em todas as etapas de elaboração do texto.
A plataforma digital do governo federal Brasil Participativo está recebendo as propostas da população até o dia 26 de agosto. Qualquer pessoa com CPF pode apresentar três propostas e votar em até 10 propostas de outros participantes. Também há espaço para comentários. As 10 propostas mais votadas de cada um dos 18 temas definidos pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima poderão ou não ser incorporadas ao texto após análise do governo federal. As propostas debatidas nas plenárias serão inseridas na plataforma digital.
A participação social no governo federal é atribuição da Secretaria-Geral da Presidência da República. O modelo usado para o Plano Clima é o mesmo do PPA Participativo (Plano Plurianual 2024-2027) realizado no ano passado. Com metodologia de participação presencial e digital, o processo resultou na maior participação social da história do governo federal.
A visita das autoridades aos biomas começa por Recife (PE) em 01 de agosto. Depois, serão as plenárias de Teresina (PI), Macapá (PA), Imperatriz (MA), Campo Grande (MS), São Paulo (SP), terminando em Porto Alegre (RS) no dia 15. A abertura será em Brasília, dia 30/07, às 15 horas. (Veja calendário abaixo)
A última fase de elaboração do Plano Clima será em 2025, com a formulação de planos setoriais e a realização da 5ª Conferência Nacional de Meio Ambiente e Mudança do Clima em maio. A partir do texto, o governo federal deve propor outras mudanças na legislação ambiental do país.
Todo o processo de formulação de instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima, com participação direta da população, será apresentado na 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece no Brasil, em Belém (PA), em novembro do ano que vem.
Brasil Participativo
A plataforma Brasil Participativo foi lançada pelo governo federal no ano passado para a elaboração do Plano Plurianual 2024-2027, reconhecido como PPA Participativo. Aliando participação presencial e digital, o processo somou 34 mil pessoas em plenárias nas capitais brasileiras e na esfera digital, 1,4 milhão de participantes, mais de 1,5 milhão de votos, com 4 milhões de acessos na plataforma. Foi a maior experiência de participação social da história do governo federal.
O Brasil Participativo também está sendo utilizado para o apoio do governo federal ao Rio Grande do Sul, uma iniciativa de transparência no repasse de recursos e informações precisas para a população gaúcha. Também abrigou a inédita etapa digital da 4ª Conferência Nacional da Juventude o que permitiu a jovens do país inteiro serem eleitos delegados para participar do evento em Brasília.
Amazônia
Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas
Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert
O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.
De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.
Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.
O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.
Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.
Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.
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