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Embrapa leva tecnologia ao Show Rural Coopavel e mostra como o Brasil produz mais soja poupando milhões de hectares

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Ciência no campo comprova avanço da produtividade sem expansão de áreas – Foto: Divulgação/ Embrapa

A Embrapa vai apresentar, durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel, uma demonstração prática do chamado efeito Poupa-Terra, um conjunto de tecnologias que permite aumentar a produção agrícola sem necessidade de abrir novas áreas. A feira acontece de 9 a 13 de fevereiro e deve reunir produtores, pesquisadores e empresas do setor.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a evolução da soja brasileira é resultado direto do investimento contínuo em ciência. Na década de 1970, a produtividade média era baixa e exigia grandes extensões de terra para alcançar volumes modestos. Com o avanço tecnológico, esse cenário mudou radicalmente.

Hoje, graças ao melhoramento genético, ao manejo eficiente do solo e às inovações desenvolvidas pela pesquisa agropecuária, o país consegue produzir muito mais usando bem menos área. Para se ter ideia, se o Brasil mantivesse o rendimento dos anos 1970, seriam necessários cerca de 115 milhões de hectares para atingir a produção atual. Na prática, a última safra ocupou aproximadamente 47,6 milhões de hectares, o que significa que cerca de 67 milhões de hectares foram preservados.

De acordo com a Embrapa Soja, essa transformação mostra que a agricultura brasileira avançou apoiada na tecnologia, conciliando produtividade com sustentabilidade. A proposta da instituição é evidenciar que o crescimento do setor não depende da expansão territorial, mas sim da inovação aplicada ao campo.

Durante o evento, o público poderá conferir de perto, na Vitrine de Tecnologias da Embrapa, diversas cultivares de soja desenvolvidas para alto rendimento e adaptação às condições brasileiras. O ganho genético é apontado como um dos principais pilares do efeito Poupa-Terra.

Entre os materiais em demonstração estão variedades como BRS 546, BRS 539, BRS 6105RR, BRS 5804RR, BRS 559RR, BRS 1064 IPRO, BRS 1061 IPRO, BRS 1056 IPRO, BRS 1054 IPRO, BRS 2553 XTD, BRS 2361 I2X e BRS 2058 I2X.

Com essa apresentação, a Embrapa reforça que o futuro da produção agrícola passa pela ciência, pela inovação e pelo uso inteligente da terra. O exemplo da soja comprova que é possível crescer, gerar renda e, ao mesmo tempo, preservar áreas naturais, um recado direto ao produtor e à sociedade sobre o papel estratégico da pesquisa no desenvolvimento do Brasil.

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Resultado final da Chamada Pública Florestas e Comunidades: Amazônia Viva é divulgado

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Projetos selecionados receberão apoio para ampliar infraestrutura, melhorar o escoamento da produção e fortalecer a geração de renda – Foto: Agência.ac.gov

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram o resultado final da chamada pública Florestas e Comunidades: Amazônia Viva, após a conclusão da análise dos recursos apresentados pelas organizações participantes. A relação contempla projetos voltados ao fortalecimento da produção sustentável em diferentes territórios da Amazônia Legal.

A seleção reúne iniciativas apresentadas por povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares que atuam na conservação da floresta e na produção de alimentos e produtos da sociobiodiversidade. Com a divulgação do resultado definitivo, as organizações selecionadas avançam para as próximas etapas previstas no programa.

Criado por meio de uma parceria entre a Conab e o BNDES, o projeto Amazônia Viva foi estruturado para impulsionar o desenvolvimento sustentável da região, promovendo investimentos que contribuam para melhorar as condições de produção, armazenamento, beneficiamento e comercialização dos produtos locais.

Entre os principais objetivos da iniciativa está a redução dos obstáculos enfrentados pelas comunidades amazônicas, como a precariedade da infraestrutura, os elevados custos logísticos, a falta de estruturas de armazenamento e processamento, além das dificuldades para atender às exigências sanitárias e acessar mercados consumidores.

Com os investimentos previstos, a expectativa é ampliar a capacidade produtiva das organizações beneficiadas, reduzir perdas durante o transporte e agregar valor aos produtos oriundos da floresta, fortalecendo a economia local e incentivando práticas ambientalmente sustentáveis.

Outro foco do programa é ampliar o acesso dessas comunidades às políticas públicas e às oportunidades de comercialização, promovendo maior inclusão econômica e estimulando cadeias produtivas que conciliem geração de renda com preservação ambiental.

A iniciativa reforça a importância de apoiar quem vive e produz na Amazônia, reconhecendo o papel estratégico das populações tradicionais e dos agricultores familiares na conservação dos recursos naturais e no desenvolvimento sustentável da região.

Com a divulgação do resultado final, o projeto entra em uma nova fase, voltada à implementação das ações previstas pelas organizações selecionadas, consolidando mais um passo para fortalecer a bioeconomia e incentivar modelos de produção sustentáveis na Amazônia Legal.

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