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Controle biológico: Embrapa sediará simpósio sobre controle biológico de doenças em plantas

Evento terá como foco o Trichoderma, principal agente de biocontrole de adoecimento de plantas comercializado no Brasil

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Foto: Divulgação

(Embrapa) – Será realizado na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio Ambiente, em Jaguariúna, São Paulo, o Simpósio Trichoderma: o mais importante agente de controle biológico de doenças de plantas. Organizado pelo pesquisador Wagner Bettiol, o evento será realizado em 23 de fevereiro, das 9 às 12h, em parceria com a Universidad de Salamanca, Espanha;

Universidade Tecnológica Federal do Paraná; e Ballagro Agro Tecnologia Ltda.

Conforme Wagner Bettiol, que fará a palestra de abertura com o tema “Controle biológico: o que precisamos fazer para continuarmos líderes mundiais?” o Trichoderma é o principal agente de biocontrole de doenças de plantas comercializado no Brasil. “Portanto”, enfatiza,”o entendimento de seus mecanismos de ação é fundamental para a sua utilização na agricultura, visando ao controle de fitopatógenos”.

O professor Enrique Monte, da Universidad de Salamanca, irá apresentar como os diálogos Trichoderma x Planta Planta x Trichoderma são fundamentais para o controle biológico de doenças de plantas. “A principal característica que define o gênero Trichoderma é seu “oportunismo”, ou seja, sua enorme capacidade para colonizar qualquer substrato em qualquer ambiente, desde a Antártida até o Caribe ou o deserto de Saara”, destaca Monte.

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Para adaptar-se a tantos ambientes, destaca Monte, “as espécies de Trichoderma desenvolveram a capacidade de produzir uma grande quantidade de enzimas extracelulares e sistemas muito eficazes de resistência, reparação de danos celulares e moleculares, que permite adaptar-se e sobreviver em condições muito adversas”.

Sergio Mazaro, pesquisador da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, irá abordar o tema ” Trichoderma : indispensável no manejo de doenças da soja”. De acordo com Mazaro, a introdução de Trichoderma no sistema de manejo e fundamental para obter sucesso no controle de fitopatógenos habitantes do solo.

“As espécies desse fungo têm sido exploradas pelas suas principais habilidades, que são a produção de enzimas com importantes aplicações biotecnológicas e a capacidade de controlar patógenos de plantas por meio de diferentes mecanismos de ação, com destaque para o micoparasitismo, a antibiose, a competição por substratos e nutrientes e a indução de resistência das plantas”, explica Mazaro.

A inscrição é gratuita e pode ser feita aqui .

Programa:

9h – Abertura

9h05 – Controle biológico: o que precisamos fazer para continuarmos líderes mundiais? – Wagner Bettiol – Embrapa Meio Ambiente

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9h30 – Diálogos Trichoderma x planta planta x Trichoderma: fundamentais para o controle biológico de doenças de plantas – Enrique Monte – Universidad de Salamanca

10h30 – Trichoderma : indispensável no manejo de doenças da soja – Sérgio Mazaro – Universidade Tecnológica Federal do Paraná

11h10 – Discussão

12h – Encerramento

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Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas

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Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert

O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.

De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.

Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.

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O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.

Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.

Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.

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