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Biodiversidade: ICMBio cria novas reservas e planos de proteção a caatinga e espécies ameaçadas

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No Dia da Biodiversidade, o Instituto Chico Mendes também anuncia parceria para a Chapada dos Guimarães. Aves e tartarugas marinhas ganham projeto específico – Foto: ICMBio

(ICMBio) – Em evento em comemoração ao Dia Internacional da Biodiversidade, o Instituto Chico Mendes formaliza diversos instrumentos que contribuem com a conservação da biodiversidade do País.

O primeiro deles será a assinatura do contrato de concessão dos serviços públicos de apoio à visitação, revitalização, modernização, operação e manutenção dos serviços turísticos no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (concorrência nº 03/2023).

A concessão inclui o custeio de ações de apoio a conservação, proteção e gestão do Parque pela empresa Parques Fundo de Investimentos em Participações em Infraestrutura (PARQUES FIP). Com a assinatura do contrato, iniciam-se as atividades previstas, com investimentos na infraestrutura do parque nos próximos 30 anos.

Quatro novas reservas

O Instituto Chico Mendes também irá formalizar a criação de quatro Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), unidades de conservação de uso sustentável que totalizam mais de 500 hectares de área protegida, conforme tabela abaixo:

Reservas Particulares do Patrimônio Natural criadas no dia 22/05/2024

Unidade de Conservação

Localização

Áreas

Biomas

RPPN Fazenda Anacã

MT

17,89

Amazônia

RPPN Luís Beethoven Piló

MG

92,34

Cerrado

RPPN Reserva Kaetés

ES

239,68

Mata Atlântica

RPPN Serra Bonita XII

BA

168,14

Mata Atlântica

O país, segundo a Confederação Nacional de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, possui mais 1.800 RPPNs, que, juntas, somam mais 800 mil hectares do território protegido. Atualmente, são 769 RPPNs na esfera federal, que representam mais de 500 mil hectares de áreas protegidas.

Entre as características importantes desta categoria de Unidades de Conservação, destaca-se a possibilidade da participação da iniciativa privada no esforço nacional de conservação da natureza para a ampliação das áreas protegidas em diferentes ecossistemas do país, além de promover o conhecimento científico e a diversificação das atividades econômicas, criando oportunidades de emprego e renda em âmbito regional.

Novos Planos de Ação Nacional

Na cerimônia também serão lançados os Planos de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PAN): o terceiro ciclo do PAN Aves da Caatinga e o terceiro ciclo do PAN Tartarugas Marinhas.

O PAN Aves da Caatinga estabelece ações de conservação para 34 espécies de aves ameaçadas do bioma Caatinga. Deste total de espécies, quatro são classificadas na categoria CR (Criticamente em Perigo), 18 classificadas na categoria EN (Em Perigo) e 12 classificadas na categoria VU (Vulnerável).

O objetivo do PAN Aves da Caatinga é reduzir a perda e alteração de ambientes naturais e da remoção de indivíduos, visando a manutenção e/ou recuperação das populações e hábitats das espécies alvo. Ao logo dos ciclos deste PAN, foi possível acompanhar avanços em ações como proteção do habitat, criação de UCs, mitigação de conflitos humano-fauna, controle de espécies exóticas, reintrodução e revigoramento populacional. Vale destacar que a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) e o periquito cara-suja (Pyrrhura griseipectus) vem recuperando suas populações em decorrência de ações conjuntas com os parceiros do plano.

O PAN Tartarugas Marinhas estabelece ações prioritárias de conservação para quatro espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção, sendo: uma classificada na categoria CR (Criticamente em Perigo), uma classificada na categoria EN (Em Perigo), e duas classificadas na categoria VU (Vulnerável). Além disso, define estratégias de conservação para uma espécie, classificada na categoria NT (Quase Ameaçada).

O objetivo do PAN é reduzir as ameaças e pressões às tartarugas marinhas e seus habitats, por meio do aprimoramento das ações de conservação, pesquisa, monitoramento e políticas públicas, visando diminuir o risco de extinção dessas espécies. Ao longo dos ciclos do PAN foi possível acompanhar avanços no conhecimento científico das espécies; aumento na rede de colaboradores, criação de UCs marinhas. Vale destacar que houve redução da categoria de ameaça da Tartaruga verde (Chelonia mydas), como resultado das ações de conservação.

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Resultado final da Chamada Pública Florestas e Comunidades: Amazônia Viva é divulgado

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Projetos selecionados receberão apoio para ampliar infraestrutura, melhorar o escoamento da produção e fortalecer a geração de renda – Foto: Agência.ac.gov

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram o resultado final da chamada pública Florestas e Comunidades: Amazônia Viva, após a conclusão da análise dos recursos apresentados pelas organizações participantes. A relação contempla projetos voltados ao fortalecimento da produção sustentável em diferentes territórios da Amazônia Legal.

A seleção reúne iniciativas apresentadas por povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares que atuam na conservação da floresta e na produção de alimentos e produtos da sociobiodiversidade. Com a divulgação do resultado definitivo, as organizações selecionadas avançam para as próximas etapas previstas no programa.

Criado por meio de uma parceria entre a Conab e o BNDES, o projeto Amazônia Viva foi estruturado para impulsionar o desenvolvimento sustentável da região, promovendo investimentos que contribuam para melhorar as condições de produção, armazenamento, beneficiamento e comercialização dos produtos locais.

Entre os principais objetivos da iniciativa está a redução dos obstáculos enfrentados pelas comunidades amazônicas, como a precariedade da infraestrutura, os elevados custos logísticos, a falta de estruturas de armazenamento e processamento, além das dificuldades para atender às exigências sanitárias e acessar mercados consumidores.

Com os investimentos previstos, a expectativa é ampliar a capacidade produtiva das organizações beneficiadas, reduzir perdas durante o transporte e agregar valor aos produtos oriundos da floresta, fortalecendo a economia local e incentivando práticas ambientalmente sustentáveis.

Outro foco do programa é ampliar o acesso dessas comunidades às políticas públicas e às oportunidades de comercialização, promovendo maior inclusão econômica e estimulando cadeias produtivas que conciliem geração de renda com preservação ambiental.

A iniciativa reforça a importância de apoiar quem vive e produz na Amazônia, reconhecendo o papel estratégico das populações tradicionais e dos agricultores familiares na conservação dos recursos naturais e no desenvolvimento sustentável da região.

Com a divulgação do resultado final, o projeto entra em uma nova fase, voltada à implementação das ações previstas pelas organizações selecionadas, consolidando mais um passo para fortalecer a bioeconomia e incentivar modelos de produção sustentáveis na Amazônia Legal.

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