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Projeto da APTA avalia cultivares de soja para interior paulista, Quais seriam as cultivares de soja indicadas

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Fernanda Domiciano / APTA – Quais seriam as cultivares de soja indicadas para serem plantadas em Itapetininga, Adamantina, Assis, Colina e Pindorama? Projeto de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, busca responder a esta pergunta e auxiliar os produtores rurais dessas regiões a planejar seus negócios. O projeto, iniciado em 2018, avalia cerca de 20 cultivares de soja. Em 22 de janeiro de 2019, produtores rurais da região da Alta Paulista poderão conhecer todo o potencial das cultivares no campo e trocar informações com o corpo técnico da APTA durante o “1º Grande Encontro sobre Cultivares de Soja para a Região da Alta Paulista”, que será realizado em Adamantina.

Segundo Silvio Tavares, diretor da APTA Regional, o projeto nasceu a partir de demanda de cooperativas do interior paulista que queriam orientação sobre qual seria a melhor cultivar para ser utilizada em reforma de canaviais e recuperação de pastagens degradadas.

Avaliamos que a cultura da soja seria interessante por ter um ciclo que se encaixa na janela de produção da cana, melhorar as condições físicas e químicas do solo, o que reduz os custos de implantação da cultura da cana-de-açúcar ou pastagem, e necessitar de preparo mínimo do solo, por ser plantada no sistema de plantio direto”, afirma.

O projeto de pesquisa da APTA avalia cultivares de soja de diversos perfis em diferentes ambientes de produção. Nas avaliações são considerados aspectos relacionados à produtividade, como resistência a pragas e doenças e condições edafoclimáticas de cultivo, ou seja, se aquele material é adaptado às condições de solo e clima.

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Tavares explica que nem sempre uma cultivar que vai bem em determinada região mantém os mesmos resultados em outra. “Itapetininga, por exemplo, tem solo argiloso, bom regime de distribuição de chuvas e altitude de 730 metros em relação ao nível do mar. Condição bem diferente de Adamantina, que tem solo arenoso, com chuvas compreendidas entre novembro e fevereiro e altitude de 380 metros. Se o produtor usar a mesma cultivar nestas duas regiões, pode ser que tenha problemas”, explica.

De acordo com o diretor da APTA Regional, a produtividade da cultura da soja está relacionada a limitações tecnológicas como a escolha de cultivares adequadas de acordo com a aptidão local, controle de pragas, doenças e ervas daninhas e manejo fitotécnico, além de limitações socioeconômicas, como o custo de produção e mão de obra. “A ação de fatores de produção indiretos como latitude, longitude, regime de chuvas, topografia e textura e composição do solo influenciam juntamente com os fatores diretos nos processos fisiológicos como fotossíntese, floração, balanço hídrico, respiração e absorção de nutrientes, determinando a produtividade local”, explica.

De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de 2017, São Paulo tem mais de 900 mil hectares plantados com soja e 300 mil hectares plantados com amendoim para reforma de canavial. “Queremos aumentar a área de cultivo de soja no estado de São Paulo, em harmonia com o meio ambiente”, afirma Tavares. O projeto de pesquisa é financiado pela Cooperativa Agrícola Mista de Adamantina (Camda) e seus principais fornecedores.

1º Grande Encontro sobre Cultivares de Soja para a Região da Alta Paulista

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Ao longo de 2019, a APTA realizará diversos eventos para divulgar aos produtores rurais e usinas o projeto de pesquisa. O primeiro deles será realizado no Polo Regional da Adamantina, interior paulista, em 22 de janeiro de 2019.

O objetivo é transferir conhecimento para os produtores e técnicos do setor sobre o desempenho agronômico das cultivares de soja que estão sendo testadas na unidade de pesquisa.

O evento tem apoio das empresas Calcário ITAU, Fertilizantes Heringer; Fertilizantes Timac, Fertilizantes Mosaic, Nidera; TMG, Brasmax, Caraiba, Monsoy, Coopadap; Mauá, Binova, Giro, Alltech, Arysta Life Science, Syngenta, FMC, Nortox, UPL, Adama, Agroceres, Biomatrix, Laboragro e Camda – Cooperativa Agrícola Mista de Adamantina.

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Safra brasileira de grãos deve superar 360 milhões de toneladas e consolidar novo recorde no campo

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Levantamento da Conab aponta crescimento da produção nacional de grãos na safra 2025/26 – Foto: CNA/ Wenderson Araujo/ Trilux

A agricultura brasileira segue em ritmo de crescimento na temporada 2025/26 e deve alcançar uma produção de 360,1 milhões de toneladas de grãos, segundo as projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa representa um aumento de 2,2% em comparação com o ciclo anterior, reforçando a força do agronegócio na economia nacional.

O avanço da produção é impulsionado principalmente pela ampliação da área cultivada, que deverá atingir 83,5 milhões de hectares. Apesar de a produtividade média permanecer praticamente estável em relação à safra passada, a expansão das lavouras garante um incremento de aproximadamente 7,8 milhões de toneladas no volume total colhido.

Entre as principais culturas, o milho continua ocupando posição de destaque. A expectativa é de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, distribuídas entre as três safras do cereal. A primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda segue em fase de colheita em grande parte do país. Estados como Mato Grosso apresentam desempenho positivo graças às condições climáticas favoráveis, embora períodos de estiagem tenham afetado parte das lavouras em Goiás, Minas Gerais e Piauí.

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A soja também registrou excelente desempenho nesta temporada. Com a colheita já encerrada, a produção foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, resultado superior ao ciclo anterior. O crescimento é atribuído ao aumento da área plantada, ao investimento em tecnologia e ao clima favorável durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.

No setor do algodão, a expectativa também é positiva. A produção de pluma deve alcançar cerca de 4,06 milhões de toneladas. Mesmo com uma pequena redução na área cultivada, o ganho de produtividade compensou a diminuição dos plantios, favorecido pelas boas condições climáticas observadas ao longo do ciclo.

Já culturas voltadas ao consumo interno apresentam cenários distintos. A produção de arroz foi estimada em 11,1 milhões de toneladas, registrando retração em relação ao ano anterior devido à redução da área cultivada. O feijão também deve apresentar leve queda, com produção próxima de 3 milhões de toneladas, mas o volume continua considerado suficiente para atender ao abastecimento do mercado brasileiro.

Entre as culturas de inverno, o trigo preocupa os técnicos. A expectativa é de uma produção de aproximadamente 6 milhões de toneladas, reflexo tanto da redução da área destinada ao cereal quanto da previsão de menor produtividade nas lavouras desta temporada.

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Além da produção, a Conab revisou as projeções para o mercado agrícola. O estoque final de milho foi reajustado para cerca de 14,5 milhões de toneladas ao fim da safra, enquanto as exportações de algodão devem alcançar 3,38 milhões de toneladas. Para a soja, o aumento da demanda interna para processamento e o crescimento das exportações levaram à atualização dos estoques finais, reforçando o bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.

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