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Cultura do milho tem importância estratégica no agronegócio brasileiro. Ele é o 2º principal produto da safra nacional

Diversos fatores podem influenciar no preço do milho. Geralmente, a oscilação de preços está relacionada a mais de um fator ao mesmo tempo.

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Blog.aegro – A cultura do milho tem importância estratégica no agronegócio brasileiro. Ele é o segundo principal produto da safra nacional. Se você produz essa commodity agrícola, deve ficar de olho nas oscilações do mercado.

Para a safra 2023, é esperado um aumento de 11,2% na produção nacional de milho. Isso totaliza uma produção recorde de 122,5 milhões de toneladas, segundo o IBGE.

As estimativas da Conab e do USDA são um pouco maiores, e preveem uma produção de milho de 123 e 125 milhões de toneladas, respectivamente.

Neste artigo, saiba o que está por trás destas previsões e quais serão os impactos no preço do milho em 2023. Veja também as expectativas para a exportação do milho brasileiro. Boa leitura!

Projeções da safra de milho em 2023

Atrás dos Estados Unidos e da Argentina, o Brasil é o terceiro maior exportador mundial de milho. Mas a verdade é que essa realidade pode estar próxima de mudar.

Afinal, enquanto dados oficiais apontam para uma safra de milho recorde no Brasil em 2023, fortes secas atingem as principais áreas de cultivo do grão na Argentina.

Além disso, o USDA também anunciou uma projeção de redução na produção de milho do país na safra atual. Essa redução foi justificada principalmente pela dificuldade de escoamento da produção dada a seca no Rio Mississipi.

Para se ter ideia, o órgão indicou que as exportações brasileiras de milho podem superar as americanas em 1,1 milhões de toneladas na safra 2022/2023. Uma previsão que, ao que parece, tem tudo para se concretizar.

De acordo com dados divulgados no início de fevereiro pelo Ipea, o agronegócio brasileiro começou 2023 com uma alta de 16,4% no valor das exportações. Isso, é claro, em relação a janeiro do ano passado.

Vale destacar que o milho foi o principal responsável por este resultado.

Qual é a previsão do preço do milho para 2022/23?

O preço do milho começou 2023 em leve tendência de queda e fechou o mês de janeiro com uma variação percentual de – 0,67%. As sacas estão sendo negociadas na casa dos R$ 85, de acordo com dados do Cepea-USP.

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Em fevereiro, porém, os preços voltaram a avançar e têm se mantido firmes desde então, conforme mostra a tabela abaixo. Ainda, as oscilações nos custos de produção do milho por hectare também podem influenciar nesse cenário.

(Fonte: Cepea)

Qual foi o preço do milho em 2022?

Se você acompanhou a previsão do preço do milho para 2022, precisa ficar de olho também nos preços da safra atual. A título de comparação com o preço de 2023, o preço do milho começou 2022 em alta e atingiu seu auge em março.

Isso aconteceu quando a saca de 60 kg chegou a ser negociada acima de R$ 100. Pouco tempo depois, os preços começaram a recuar.

Em 21 de julho de 2022, por exemplo, o valor médio da saca de 60kg foi de R$ 80,85. Os preços avançaram pouco ao longo do segundo semestre e encerraram o ano de 2022 em torno de R$ 86 por saca.

Qual o preço futuro do milho em 2023?

No mercado futuro, os preços do milho seguem pressionados. Ao final da primeira quinzena de fevereiro, o março de 2023 foi negociado na Bolsa de Valores do Brasil a R$ 88,89, com uma variação de 0,55%.

Já o maio de 2023 valeu R$ 88,95, com baixa de 0,10%. Enquanto isso, julho de 2023 foi cotado a R$ 88,22, com elevação de 0,80%.

Para o segundo semestre, as movimentações avançaram, com ganho de 1,05% em setembro de 2023. Ainda, em novembro de 2023, a saca está sendo negociada a R$ 90,58, com elevação de 0,37%. Veja abaixo um resumo dos preços futuros do milho:

Março de 2023: R$ 88,89 com variação de 0,55%;

Maio de 2023: R$ 89,30 com variação de – 0,10%;

Julho de 2023: R$ 88,60 com variação de 0,80%;

Setembro de 2023: R$ 88,60 com variação de 1,05%;

Janeiro de 2024: R$ 93,13% com variação de – 0,19%;

Março de 2024: R$ 91,50 com variação de 0,55%.

O que pode influenciar na cotação do milho?

Diversos fatores podem influenciar no preço do milho. Geralmente, a oscilação de preços está relacionada a mais de um fator ao mesmo tempo. Alterações climáticas somadas ao aumento da demanda internacional são um exemplo.

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Veja, abaixo, alguns dos principais responsáveis pelas flutuações no preço do milho:

Oscilação entre oferta e demanda (tanto nacional, quanto internacional);

Condições climáticas que influenciam a agricultura (secas, precipitações, geadas, temperaturas extremas…);

Política externa (sanções comerciais, carga tributária em diferentes regiões, questões geopolíticas e macroeconômicas…);

Cotação do milho na Cbot (a Bolsa de Chicago, referência mundial para o acompanhamento de preços das principais commodities agrícolas);

Custos de produção, logística e escoamento.

Cenário da produção de milho no mundo em 2023

Ainda segundo o USDA, a estimativa é de que a produção mundial de milho atinja 1,67 bilhão de toneladas em 2023. Esse número representa uma redução de cerca de 45 milhões de toneladas em relação à temporada anterior.

Os principais fatores que contribuem com essa previsão são:

A guerra da Ucrânia com a Rússia (que deve resultar na menor safra de milho da União Europeia desde 2008);

A queda na produtividade norte-americana;

As fortes secas que castigam o território argentino;

A abertura do mercado chinês (que deseja diversificar seus fornecedores para aumentar o uso do milho na produção de rações).

Do ponto de vista dos negócios, isso pode ser visto com otimismo pelos produtores de milho brasileiros. Afinal, são fatos que devem impulsionar ainda mais a participação do país nas exportações de milho ao longo de 2023.

Como está o desenvolvimento das lavouras de milho em 2023?

A colheita da 1ª safra 2022/23 de milho atingiu 13,9% do total em fevereiro de 2023, conforme apontou relatório da Conab com dados até 18 de fevereiro.

O relatório mostra, ainda, que 32,8% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos, 27% em maturação, 15,6% em floração e 10,3% em desenvolvimento vegetativo. Essas são as fases da fenologia do milho.

Vale destacar que, no mesmo período do ano passado, a colheita da safra de verão já estava em 20,2% do total. Enquanto isso, o plantio da safrinha (que hoje está 33,3% da área prevista), estava em 46,4%.

Veja na imagem abaixo.

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Safra brasileira de grãos deve superar 360 milhões de toneladas e consolidar novo recorde no campo

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Levantamento da Conab aponta crescimento da produção nacional de grãos na safra 2025/26 – Foto: CNA/ Wenderson Araujo/ Trilux

A agricultura brasileira segue em ritmo de crescimento na temporada 2025/26 e deve alcançar uma produção de 360,1 milhões de toneladas de grãos, segundo as projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa representa um aumento de 2,2% em comparação com o ciclo anterior, reforçando a força do agronegócio na economia nacional.

O avanço da produção é impulsionado principalmente pela ampliação da área cultivada, que deverá atingir 83,5 milhões de hectares. Apesar de a produtividade média permanecer praticamente estável em relação à safra passada, a expansão das lavouras garante um incremento de aproximadamente 7,8 milhões de toneladas no volume total colhido.

Entre as principais culturas, o milho continua ocupando posição de destaque. A expectativa é de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, distribuídas entre as três safras do cereal. A primeira safra está praticamente concluída, enquanto a segunda segue em fase de colheita em grande parte do país. Estados como Mato Grosso apresentam desempenho positivo graças às condições climáticas favoráveis, embora períodos de estiagem tenham afetado parte das lavouras em Goiás, Minas Gerais e Piauí.

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A soja também registrou excelente desempenho nesta temporada. Com a colheita já encerrada, a produção foi estimada em 180,6 milhões de toneladas, resultado superior ao ciclo anterior. O crescimento é atribuído ao aumento da área plantada, ao investimento em tecnologia e ao clima favorável durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.

No setor do algodão, a expectativa também é positiva. A produção de pluma deve alcançar cerca de 4,06 milhões de toneladas. Mesmo com uma pequena redução na área cultivada, o ganho de produtividade compensou a diminuição dos plantios, favorecido pelas boas condições climáticas observadas ao longo do ciclo.

Já culturas voltadas ao consumo interno apresentam cenários distintos. A produção de arroz foi estimada em 11,1 milhões de toneladas, registrando retração em relação ao ano anterior devido à redução da área cultivada. O feijão também deve apresentar leve queda, com produção próxima de 3 milhões de toneladas, mas o volume continua considerado suficiente para atender ao abastecimento do mercado brasileiro.

Entre as culturas de inverno, o trigo preocupa os técnicos. A expectativa é de uma produção de aproximadamente 6 milhões de toneladas, reflexo tanto da redução da área destinada ao cereal quanto da previsão de menor produtividade nas lavouras desta temporada.

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Além da produção, a Conab revisou as projeções para o mercado agrícola. O estoque final de milho foi reajustado para cerca de 14,5 milhões de toneladas ao fim da safra, enquanto as exportações de algodão devem alcançar 3,38 milhões de toneladas. Para a soja, o aumento da demanda interna para processamento e o crescimento das exportações levaram à atualização dos estoques finais, reforçando o bom momento vivido pelo agronegócio brasileiro nos mercados nacional e internacional.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.

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