Região Sudeste
Segurança pública domina disputa em São Paulo e amplia embate entre Haddad e Tarcísio antes da campanha
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Haddad acelera divulgação de propostas para combater o crime organizado, enquanto Tarcísio destaca resultados da atual gestão – Crédito: Brasil 247
A segurança pública passou a ocupar posição central na corrida pelo Governo de São Paulo. Antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral, o pré-candidato Fernando Haddad (PT) decidiu antecipar a apresentação de um conjunto de propostas voltadas ao enfrentamento da criminalidade, colocando o tema no centro da disputa com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscará a reeleição.
A estratégia petista prevê um plano estruturado em diferentes frentes de atuação. Entre as prioridades estão o combate às organizações criminosas, o fortalecimento da integração entre forças de segurança e órgãos de fiscalização, além da utilização de ferramentas tecnológicas para ampliar a capacidade de investigação e prevenção de delitos em todo o estado.
Outro eixo da proposta concentra esforços na redução de crimes patrimoniais, especialmente roubos e furtos de celulares, considerados uma das principais preocupações da população paulista. A intenção é reforçar o policiamento em áreas urbanas, ampliar o uso de inteligência e aumentar a cooperação entre municípios, Estado e governo federal.
O plano também reserva espaço para políticas voltadas à proteção de grupos vulneráveis, principalmente mulheres vítimas de violência doméstica. Entre as medidas em estudo está a criação de um programa específico de atendimento, além do fortalecimento da rede de acolhimento e da ampliação de mecanismos de prevenção aos feminicídios.
Na área policial, Haddad pretende defender mudanças na utilização das câmeras corporais da Polícia Militar. A proposta prevê o retorno da gravação contínua durante todo o turno de serviço dos agentes, medida que, segundo o pré-candidato, contribuiria para reduzir a letalidade policial, aumentar a transparência das ações e oferecer maior segurança jurídica aos próprios policiais.
Do outro lado, o governo de Tarcísio de Freitas afirma que os indicadores de criminalidade registraram avanços durante a atual administração. Dados apresentados pela Secretaria de Segurança Pública apontam redução nos índices de roubos, furtos e roubos de carga, além da realização de centenas de operações integradas com órgãos federais para o enfrentamento das organizações criminosas.
Aliados do governador também reagiram às críticas feitas pelo adversário e passaram a destacar ações implementadas nos últimos anos, como a ampliação das operações policiais, investimentos em tecnologia, criação de novas delegacias especializadas e programas voltados ao combate à violência contra a mulher. Integrantes da base governista ainda questionam políticas adotadas por Haddad durante sua passagem pela Prefeitura de São Paulo.
Com os dois principais pré-candidatos antecipando propostas e intensificando o debate sobre segurança, o tema tende a se consolidar como um dos principais eixos da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. A expectativa é de que, nas próximas semanas, tanto governo quanto oposição apresentem novos projetos e utilizem os indicadores da área para sustentar suas estratégias eleitorais durante a campanha de 2026.
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Domingos Brazão condenado por mandar matar Marielle recebeu mais de R$ 900 mil do TCE-RJ após prisão
Pagamentos foram mantidos por mais de um ano e só cessaram após a oficialização da perda definitiva do cargo – Foto: Reprodução
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) encerrou oficialmente o vínculo do ex-conselheiro Domingos Brazão, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como um dos mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A decisão colocou fim ao pagamento de seus vencimentos, que continuaram sendo realizados desde sua prisão, em março de 2024.
Durante o período em que permaneceu afastado, Brazão recebeu aproximadamente R$ 906 mil líquidos em salários. Os depósitos foram interrompidos apenas após a formalização da vacância do cargo, publicada pelo Tribunal de Contas em seu Diário Oficial.
A perda definitiva da função ocorreu meses depois de o STF concluir o julgamento e tornar definitiva a condenação do ex-conselheiro, não restando mais possibilidade de recurso. A decisão consolidou sua exclusão do quadro da Corte de Contas.
Com a vaga oficialmente aberta, caberá agora à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) conduzir o processo de escolha do novo conselheiro. Entretanto, a definição deverá ocorrer somente após o encerramento do recesso parlamentar.
O presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas, informou que não pretende convocar sessão extraordinária para tratar do assunto neste período. A expectativa é que o procedimento seja iniciado somente após o Tribunal de Contas comunicar formalmente a vacância à Assembleia.
Nos corredores do Parlamento fluminense, a sucessão já provoca intensa movimentação política. Diversos grupos articulam nomes para disputar uma das funções mais relevantes da administração pública estadual, responsável por fiscalizar a aplicação dos recursos públicos.
Alguns possíveis candidatos tiveram seus nomes enfraquecidos nas últimas semanas em razão de investigações policiais e do cenário político envolvendo integrantes do governo estadual. Essas circunstâncias alteraram as articulações e abriram espaço para novas negociações entre as bancadas da Assembleia.
Embora parlamentares e outras lideranças políticas sejam apontados como potenciais concorrentes, até o momento nenhuma candidatura foi oficialmente registrada. A expectativa é que as definições avancem somente em agosto, quando a Alerj retomar suas atividades legislativas.
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