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Lei de Guilherme Delaroli inclui Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e Petrópolis no Bilhete Único Intermunicipal

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Lei de Delaroli beneficia Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e Petrópolis – Foto: Divulgação/ Alerj 

As cidades de Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e Petrópolis estão oficialmente incluídas na área de abrangência do Bilhete Único Intermunicipal. A Lei 11.272/2026, de autoria do vice-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Guilherme Delaroli, foi promulgada e publicada no Diário Oficial do legislativo nesta segunda-feira (06/07).

O texto altera a lei do Bilhete Único Intermunicipal, de 2009, para que a relação de cidades da Região Metropolitana, onde o benefício é válido, passe a seguir a Lei Complementar 184/18, que passou a abranger Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e Petrópolis. Segundo Delaroli, a atualização da legislação irá beneficiar milhares de pessoas.

“Com a promulgação, milhares de pessoas poderão economizar. Trabalhamos para tornar a legislação mais igualitária com a inclusão de Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e Petrópolis”, comemora o vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli.

Como funciona o Bilhete Único

O Bilhete Único Intermunicipal é um benefício tarifário aplicado nas tarifas de transporte público e concedido pelo Governo do Estado ao cidadão por meio do CPF. Para usufruir do benefício, o usuário deve ter idade entre 5 e 64 anos e ganho mensal de até R$ 3.205,20. A diferença entre o valor máximo pago pelo usuário e o custo real dos transportes escolhidos no deslocamento é subsidiada pelo Poder Executivo.

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O Bilhete Único é válido em todos os meios de transporte: barcas, metrô, trem, ônibus municipais e intermunicipais, vans intermunicipais legalizadas, BRT e VLT. O benefício pode ser utilizado duas vezes ao dia, com intervalo de uma hora. Após esse limite diário, será descontado o valor integral das tarifas. O mesmo ocorrerá quando o usuário utilizar o cartão duas vezes seguidas na mesma linha de transporte, uma vez que não caracteriza integração do Bilhete Único. Nesse caso, o cartão debitará o valor integral das duas tarifas.

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Corregedoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro abre investigação contra ex-secretário alvo da Polícia Federal

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Corregedoria abre procedimento disciplinar contra ex-secretário de PC enquanto nova fase da Operação Unha e Carne – Foto: Reprodução/ TV Globo

A Corregedoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou um procedimento disciplinar para apurar a conduta do delegado Marcus Vinícius Amim, ex-secretário da corporação, após ele ser alvo da sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal. A ofensiva investiga uma suposta rede de relações entre agentes públicos e organizações criminosas com atuação no estado.

Marcus Vinícius Amim comandou a Polícia Civil fluminense entre outubro de 2023 e agosto de 2024. Sua chegada ao cargo ocorreu após uma alteração na legislação estadual, aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que flexibilizou os critérios para que delegados com menor tempo de carreira pudessem assumir o comando da instituição.

Em nota oficial, a Polícia Civil informou que acompanha o caso e reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência. A corporação destacou que mantém mecanismos permanentes de fiscalização interna para investigar eventuais irregularidades e afirmou que colaborará integralmente com os órgãos responsáveis pela apuração. Até o fechamento desta reportagem, a defesa do ex-secretário não havia se manifestado.

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A nova etapa da Operação Unha e Carne também concentra esforços sobre uma rede de postos de combustíveis apontada como peça central em um suposto esquema de lavagem de dinheiro que, segundo as investigações, teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos. A Justiça autorizou o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão em diversos municípios do estado, além do bloqueio de bens e da suspensão das atividades de empresas investigadas.

Entre os alvos estão o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella, além de empresários, policiais e outros agentes públicos. As investigações também alcançam o ex-policial militar Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura, apontado em investigações anteriores como líder de um grupo paramilitar que atuava na Baixada Fluminense.

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram origem em relatórios produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com as atividades declaradas pelos investigados. Além dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, os envolvidos poderão responder por contratação ilegal e outras infrações que venham a ser identificadas durante o avanço das apurações.

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A Operação Unha e Carne integra um conjunto de medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que estabeleceu o aprofundamento das investigações sobre possíveis vínculos entre agentes públicos e organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro. Desde seu início, em dezembro de 2025, a operação já passou por seis fases e resultou em prisões, buscas e novas frentes de investigação envolvendo autoridades, empresários e integrantes do crime organizado.

Ao longo das etapas anteriores, a operação revelou suspeitas de vazamento de informações sigilosas, proteção institucional a integrantes de facções criminosas, fraudes em contratos públicos e esquemas de financiamento ilícito. A Polícia Federal afirma que as investigações continuam em andamento e que novas diligências poderão ser realizadas conforme a análise do material apreendido nesta sexta fase da operação.

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