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Flávio Bolsonaro tenta apagar desgaste do bolsonarismo em audiência sobre tarifas nos Estados Unidos

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Senador busca se apresentar como defensor da economia brasileira em meio à crise comercial entre Brasil e Estados Unidos – Foto: Reprodução/ X/ @FlavioBolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), anunciou que participará de uma audiência pública nos Estados Unidos para tentar impedir a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A iniciativa acontece em meio ao aumento das tensões comerciais entre os dois países e surge após críticas à atuação internacional de integrantes da família Bolsonaro.

A movimentação ocorre após um período de desgaste político provocado pela atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em território norte-americano. Nos últimos meses, ele intensificou contatos com aliados do presidente Donald Trump e defendeu medidas de pressão contra autoridades brasileiras, em meio aos desdobramentos judiciais envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As articulações tiveram consequências práticas. Em 2025, o governo Trump impôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e relacionou a decisão ao julgamento de Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. A medida gerou preocupação entre empresários, exportadores e diversos setores da economia nacional.

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Agora, Flávio Bolsonaro tenta construir uma imagem de defensor do setor produtivo e afirma que sua participação na audiência pública tem como objetivo evitar novos prejuízos econômicos ao Brasil. A estratégia, porém, enfrenta críticas por ocorrer após a própria base bolsonarista ter incentivado a internacionalização dos conflitos políticos internos.

A nova ameaça surgiu após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) concluir uma investigação iniciada em 2025. O órgão propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, alegando supostas práticas comerciais consideradas desfavoráveis aos interesses norte-americanos em áreas como comércio digital, propriedade intelectual, pagamentos eletrônicos e decisões judiciais envolvendo plataformas digitais.

O sistema de pagamentos Pix também entrou no centro do debate. O relatório americano aponta que algumas políticas brasileiras podem afetar empresas dos Estados Unidos que atuam no país. Diante disso, Flávio Bolsonaro pretende utilizar sua participação na audiência para defender o sistema brasileiro, argumentando que ele também beneficia companhias estrangeiras instaladas no mercado nacional.

Segundo aliados do senador, a apresentação será acompanhada de dados técnicos e relatórios econômicos. Flávio sustenta que a adoção das tarifas acabaria prejudicando exportadores brasileiros, consumidores norte-americanos e setores da oposição política brasileira, além de provocar impactos negativos nas relações comerciais entre os dois países.

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A audiência pública está marcada para o dia 6 de julho e deverá reunir representantes do setor privado, entidades empresariais e especialistas. A decisão final sobre a adoção ou não das novas tarifas caberá ao presidente Donald Trump, após a publicação do relatório definitivo do USTR, prevista para 15 de julho. Enquanto isso, o governo brasileiro mantém sua estratégia de atuação diplomática e evita participar diretamente da consulta pública norte-americana.

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Eduardo Bolsonaro intensifica articulações nos Estados Unidos após condenação e amplia ofensiva contra o STF

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Ex-deputado busca apoio político internacional enquanto enfrenta condenação judicial e risco de novas medidas legais – Foto: Reprodução/ X

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) iniciou uma nova série de encontros políticos nos Estados Unidos com o objetivo de fortalecer sua estratégia internacional contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Morando no estado do Texas desde 2025, ele passou a intensificar contatos com aliados conservadores e integrantes do Partido Republicano.

A agenda do ex-parlamentar inclui reuniões em Washington com lideranças políticas norte-americanas, representantes ligados ao governo do presidente Donald Trump e o jornalista Paulo Figueiredo. O principal objetivo é defender a adoção de medidas internacionais contra autoridades brasileiras, especialmente o ministro Alexandre de Moraes.

A movimentação acontece após Eduardo Bolsonaro ser condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação judicial. A decisão foi tomada pela Primeira Turma do STF, que entendeu que o ex-deputado ultrapassou os limites da atuação política ao promover ações consideradas uma tentativa de pressionar o Judiciário brasileiro.

Além do relator Alexandre de Moraes, os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia acompanharam o voto favorável à condenação. A pena estabelecida prevê cumprimento inicial em regime semiaberto, além do pagamento de multa determinada pela Justiça.

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Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo Bolsonaro desenvolveu uma estratégia internacional para pressionar autoridades brasileiras e criar um ambiente de constrangimento institucional em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros aliados investigados em processos relacionados aos atos antidemocráticos.

Entre as ações mencionadas pela acusação estão a defesa de sanções internacionais, restrições diplomáticas e a tentativa de aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes. A legislação norte-americana permite impor bloqueios financeiros e restrições econômicas a pessoas acusadas de violações graves.

A condenação também gera impactos na vida política do ex-parlamentar. Com base na Lei da Ficha Limpa, Eduardo Bolsonaro passa a ficar inelegível por oito anos. Além disso, especialistas apontam que futuras medidas judiciais poderão abrir caminho para pedidos de cooperação internacional, caso a Justiça brasileira determine sua prisão.

Mesmo diante da condenação, Eduardo Bolsonaro afirmou que continuará buscando apoio junto a instituições dos Estados Unidos, incluindo a Casa Branca, o Departamento de Justiça e o Congresso norte-americano. Sua defesa sustenta que as ações realizadas fazem parte de uma atividade política legítima e nega qualquer tentativa de interferência nas decisões do governo norte-americano. As informações são da coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles. 

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