Região Centro-oeste
Michelle Bolsonaro amplia articulações políticas e expõe distanciamento dentro do núcleo bolsonarista
Região Centro-oeste
Ex-primeira-dama evita declarações públicas, mas intensifica movimentações estratégicas nos bastidores do PL – Foto: Reprodução/ Apublica.org
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem adotado uma postura reservada diante das recentes crises envolvendo integrantes da família Bolsonaro, mas continua exercendo influência nos bastidores da política nacional. Apesar do silêncio público, seus posicionamentos e aparições ao lado de aliados vêm sendo interpretados como sinais claros de suas preferências dentro do grupo conservador.
Nos últimos meses, Michelle optou por não comentar diretamente episódios que atingiram os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente as polêmicas relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro e ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro. Ainda assim, integrantes do PL acompanham atentamente seus movimentos e avaliam que ela segue desempenhando um papel relevante nas decisões políticas do campo bolsonarista.
Uma das principais demonstrações dessa atuação tem sido a aproximação com a senadora Tereza Cristina, considerada por setores do partido uma das favoritas para compor uma eventual chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro nas eleições futuras.
A presença constante das duas lideranças em agendas políticas acontece em meio às dúvidas sobre o espaço que Michelle ocupará em uma possível campanha presidencial do senador. Dentro da sigla, dirigentes ainda discutem qual será o grau de participação da ex-primeira-dama caso a candidatura seja oficializada.
Nas redes sociais, Michelle também tem reforçado seus posicionamentos ideológicos. Recentemente, ela repercutiu declarações do ex-ministro Ciro Gomes, interpretando suas falas como uma confirmação de críticas que já havia feito anteriormente ao pedetista.
A relação entre Michelle e parte da estratégia política defendida por Flávio Bolsonaro também tem gerado divergências internas. O desconforto surgiu quando o senador passou a defender uma aproximação com grupos políticos ligados a Ciro Gomes no Ceará, iniciativa que recebeu forte resistência da ex-primeira-dama.
Enquanto o cenário eleitoral para 2026 começa a ser desenhado, permanece a expectativa sobre uma possível reaproximação entre Michelle e Flávio Bolsonaro. Lideranças do PL acreditam que a participação dela em futuros eventos e campanhas dependerá da reconstrução desse relacionamento político, considerado essencial para fortalecer a unidade do grupo conservador. As informações e do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo,
Região Centro-oeste
Presidente Lula e OMS pressionam líderes do G7 por acordo global para enfrentar futuras pandemias
Brasil reforça apelo internacional para evitar novos erros cometidos durante a Covid-19 – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, lançaram um apelo conjunto aos líderes das maiores economias do planeta para acelerar a implementação de um acordo internacional voltado à prevenção e ao combate de futuras pandemias. A iniciativa foi apresentada durante a cúpula do G7 e busca fortalecer a cooperação global diante de novas ameaças sanitárias.
Em uma carta aberta, as autoridades destacaram a necessidade de concluir as negociações pendentes para tornar efetivo o Acordo Global sobre Pandemias, aprovado em 2025. O documento pretende transformar as experiências vividas durante a crise da Covid-19 em ações permanentes de prevenção, monitoramento e resposta rápida a emergências sanitárias.
O Brasil ocupa posição estratégica nesse processo ao coordenar as discussões relacionadas ao sistema internacional de compartilhamento de patógenos e de benefícios. A proposta prevê que países que disponibilizarem informações sobre novos vírus e agentes infecciosos tenham acesso mais rápido e justo a vacinas, medicamentos, testes diagnósticos e outras tecnologias essenciais.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a iniciativa pretende corrigir desigualdades observadas durante a pandemia de Covid-19, quando diversas nações colaboraram cientificamente, mas enfrentaram dificuldades para obter imunizantes e tratamentos produzidos a partir dessas informações compartilhadas.
As negociações internacionais terão uma nova rodada em julho, após divergências entre os países impedirem um consenso nas reuniões anteriores. Entre os principais desafios está a definição das regras para a distribuição equilibrada dos benefícios gerados a partir das pesquisas científicas e do desenvolvimento de novas tecnologias médicas.
Brasil e OMS alertam que o mundo não pode esperar a próxima crise sanitária para agir. Segundo especialistas, fatores como as mudanças climáticas, o avanço da biotecnologia e as alterações ambientais aumentam o risco do surgimento de novas doenças. As autoridades defendem que fortalecer a cooperação internacional será fundamental para proteger vidas, reduzir impactos econômicos e garantir uma resposta mais eficiente diante de futuras pandemias.
-
Política Destaque7 dias atrásDecisão histórica do STF impõe prisão, inelegibilidade por até 12 anos e perda de cargo público ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro
-
Esporte6 dias atrásTchéquia e África do Sul empatam e seguem pressionadas no Grupo A da Copa do Mundo 2026
-
Esporte6 dias atrásGana derrota o Panamá na estreia da Copa do Mundo e larga na frente na disputa do Grupo L
-
Esporte4 dias atrásMarrocos vence a Escócia, assume a liderança do grupo e fica perto da classificação na Copa do Mundo



