Região Centro-oeste
Presidente Lula e OMS pressionam líderes do G7 por acordo global para enfrentar futuras pandemias
Região Centro-oeste
Brasil reforça apelo internacional para evitar novos erros cometidos durante a Covid-19 – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, lançaram um apelo conjunto aos líderes das maiores economias do planeta para acelerar a implementação de um acordo internacional voltado à prevenção e ao combate de futuras pandemias. A iniciativa foi apresentada durante a cúpula do G7 e busca fortalecer a cooperação global diante de novas ameaças sanitárias.
Em uma carta aberta, as autoridades destacaram a necessidade de concluir as negociações pendentes para tornar efetivo o Acordo Global sobre Pandemias, aprovado em 2025. O documento pretende transformar as experiências vividas durante a crise da Covid-19 em ações permanentes de prevenção, monitoramento e resposta rápida a emergências sanitárias.
O Brasil ocupa posição estratégica nesse processo ao coordenar as discussões relacionadas ao sistema internacional de compartilhamento de patógenos e de benefícios. A proposta prevê que países que disponibilizarem informações sobre novos vírus e agentes infecciosos tenham acesso mais rápido e justo a vacinas, medicamentos, testes diagnósticos e outras tecnologias essenciais.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a iniciativa pretende corrigir desigualdades observadas durante a pandemia de Covid-19, quando diversas nações colaboraram cientificamente, mas enfrentaram dificuldades para obter imunizantes e tratamentos produzidos a partir dessas informações compartilhadas.
As negociações internacionais terão uma nova rodada em julho, após divergências entre os países impedirem um consenso nas reuniões anteriores. Entre os principais desafios está a definição das regras para a distribuição equilibrada dos benefícios gerados a partir das pesquisas científicas e do desenvolvimento de novas tecnologias médicas.
Brasil e OMS alertam que o mundo não pode esperar a próxima crise sanitária para agir. Segundo especialistas, fatores como as mudanças climáticas, o avanço da biotecnologia e as alterações ambientais aumentam o risco do surgimento de novas doenças. As autoridades defendem que fortalecer a cooperação internacional será fundamental para proteger vidas, reduzir impactos econômicos e garantir uma resposta mais eficiente diante de futuras pandemias.
Região Centro-oeste
Nordeste amplia exportações de carne bovina e fortalece posição estratégica no agronegócio brasileiro
Região registra crescimento acima da média nacional e impulsiona a economia com novos mercados e investimentos – Foto: Reprodução/ BNB
O Nordeste brasileiro vem consolidando sua importância no setor agropecuário ao apresentar um forte avanço nas exportações de carne bovina. O desempenho da região nos primeiros meses de 2026 superou a média nacional, refletindo o aumento da produção, a modernização das propriedades rurais e a ampliação da presença do produto brasileiro em mercados internacionais.
O crescimento da atividade está diretamente ligado à adoção de novas tecnologias no campo e à expansão dos sistemas de criação semi-intensivos e intensivos. A integração entre a pecuária e as regiões produtoras de grãos também contribuiu para elevar a produtividade e melhorar a eficiência das propriedades rurais nordestinas.
Os dados apontam que diversos estados da região tiveram desempenho expressivo, com destaque para Pernambuco, Bahia, Maranhão e Ceará. A ampliação das exportações foi favorecida pela habilitação de novos frigoríficos para o mercado externo e pelo fortalecimento das medidas sanitárias, fatores que aumentaram a competitividade do setor.
Especialistas destacam que a cadeia produtiva da carne bovina atravessa um período de reorganização desde 2025. A retenção de matrizes, a redução gradual da oferta de animais para abate e a valorização dos preços do gado fazem parte de um novo ciclo que exige planejamento dos produtores e investimentos em produtividade.
Apesar dos números positivos, o mercado internacional apresenta desafios importantes. Conflitos geopolíticos, problemas logísticos e a adoção de tarifas e restrições comerciais por alguns países importadores exigem estratégias voltadas à diversificação dos mercados compradores e ao aumento do valor agregado dos produtos exportados.
As projeções indicam que o Brasil continuará ocupando a posição de maior produtor mundial de carne bovina nos próximos anos. Mesmo diante de uma leve redução na oferta nacional, o país seguirá como protagonista global, sustentado pela eficiência da cadeia produtiva e pela crescente demanda internacional.
O Banco do Nordeste também tem desempenhado papel importante no fortalecimento da pecuária regional. Nos últimos anos, bilhões de reais foram destinados ao setor, beneficiando produtores rurais, ampliando a capacidade produtiva e incentivando o desenvolvimento sustentável, principalmente nos municípios do Semiárido, onde a atividade representa uma importante fonte de geração de emprego e renda.
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