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Decisão histórica do STF impõe prisão, inelegibilidade por até 12 anos e perda de cargo público ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro
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Condenação da Suprema Corte impõe prisão, perda de direitos políticos e abre nova fase jurídica para o ex-deputado.
A condenação de Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) provocou fortes impactos em sua trajetória política e jurídica. A decisão da Primeira Turma da Corte determinou pena de prisão, perda de direitos políticos e afastamento de funções públicas, tornando o ex-deputado impedido de disputar eleições por um longo período.
O julgamento foi concluído por unanimidade, com os ministros entendendo que Eduardo praticou o crime de coação no curso do processo relacionado às investigações sobre os atos antidemocráticos e a tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022. A pena fixada foi de quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto.
Com a aplicação da Lei da Ficha Limpa, a condenação produz efeitos imediatos na esfera eleitoral. O entendimento da Corte estabelece que a inelegibilidade passa a valer desde a decisão do órgão colegiado e permanece por oito anos após o cumprimento integral da pena, podendo ultrapassar 12 anos de restrição eleitoral.
A Primeira Turma também determinou a comunicação oficial ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por registrar a inelegibilidade nos sistemas eleitorais. Segundo os ministros, a medida não depende do trânsito em julgado do processo para começar a produzir efeitos.
Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes destacou que Eduardo Bolsonaro ultrapassou os limites da atividade política ao buscar apoio de autoridades estrangeiras para pressionar integrantes do Judiciário brasileiro. Para a Corte, as ações representaram uma tentativa de interferir em investigações sensíveis que envolvem a tentativa de golpe de Estado.
Além da pena de prisão, o STF decretou a perda do cargo efetivo que Eduardo mantinha na Polícia Federal e determinou o pagamento de multa financeira. A defesa do ex-deputado ainda poderá apresentar recursos dentro do próprio Supremo, enquanto o caso segue produzindo consequências políticas e eleitorais que podem afastá-lo das disputas eleitorais por mais de uma década.
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Presidente Lula volta a criticar Donald Trump, diz que líder dos Estados Unidos “fala muito, escuta pouco” e age como um “imperador”
Presidente brasileiro afirma que postura do líder norte-americano prejudica o diálogo entre os países – Foto: Ricardo Stuckert/ Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (17). O chefe do Executivo brasileiro afirmou que o mandatário norte-americano mantém uma postura centralizadora e disse que suas atitudes dificultam a construção de um diálogo equilibrado entre as duas nações.
Segundo Lula, o governo brasileiro tem acompanhado as discussões envolvendo as tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos, mas ressaltou que as negociações diplomáticas já estão sendo conduzidas pelas equipes responsáveis e que, neste momento, não há necessidade de um encontro direto entre os dois líderes.
Ao comentar a relação bilateral, o presidente brasileiro voltou a demonstrar insatisfação com a postura adotada por Trump. Para Lula, algumas decisões recentes foram tomadas de maneira unilateral, sem considerar adequadamente os impactos para outros países, incluindo o Brasil.
Durante a coletiva, Lula afirmou que a condução da política internacional exige diálogo permanente, respeito entre as nações e disposição para ouvir diferentes pontos de vista. O presidente destacou que o fortalecimento das relações diplomáticas depende de uma atuação baseada na cooperação e no entendimento mútuo.
O chefe do Executivo também revelou que entregou ao presidente norte-americano um documento contendo propostas e informações relacionadas ao combate ao crime organizado, reforçando a disposição do Brasil em ampliar a colaboração internacional na área de segurança pública.
Lula ainda destacou que optou por formalizar as informações por escrito para garantir maior clareza nas discussões. Sem esconder as divergências, o presidente brasileiro voltou a afirmar que Donald Trump costuma se expressar bastante, mas, na sua avaliação, demonstra pouca disposição para ouvir os interlocutores durante as negociações internacionais.
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