Amazônia
Funasa intensifica monitoramento da água e amplia ações de saúde ambiental na Bacia do Rio Doce
Amazônia
Nova etapa do programa reforça a vigilância da qualidade da água em Minas Gerais e no Espírito Santo – Foto: Fundação Renova
O Governo Federal, por meio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), iniciou uma nova fase das ações de monitoramento da qualidade da água destinada ao consumo humano na Bacia do Rio Doce. A iniciativa faz parte das medidas previstas no Novo Acordo do Rio Doce e busca fortalecer a proteção da saúde das populações que vivem nas áreas impactadas pelo desastre ambiental ocorrido em 2015.
O lançamento das atividades aconteceu em Governador Valadares, em Minas Gerais, reunindo representantes da Funasa, autoridades municipais e instituições parceiras. A proposta é ampliar o acompanhamento permanente das condições da água, garantindo informações técnicas mais precisas para auxiliar gestores públicos na tomada de decisões.
Para executar a nova etapa, a Funasa mobilizou profissionais de diversas regiões do país, que atuarão diretamente nos municípios localizados ao longo da bacia hidrográfica. O trabalho inclui a coleta sistemática de amostras e a avaliação contínua da qualidade da água consumida pela população.
O projeto terá duração de 36 meses e será dividido em três etapas. Inicialmente, será implantada uma rede de monitoramento em mais de uma centena de pontos estratégicos. Na sequência, o número de locais acompanhados será ampliado, consolidando uma base de dados permanente sobre a situação do abastecimento na região.
As equipes técnicas utilizarão unidades móveis especializadas e equipamentos laboratoriais para analisar indicadores essenciais, como presença de bactérias, níveis de acidez, turbidez, cloro residual e possíveis contaminações por metais pesados, compostos orgânicos e resíduos de agrotóxicos.
Segundo a Funasa, o objetivo é construir um diagnóstico detalhado e contínuo sobre a qualidade da água na Bacia do Rio Doce, fortalecendo a vigilância sanitária e oferecendo informações que contribuam para a proteção da saúde pública e o planejamento de futuras políticas ambientais e de saneamento básico.
Amazônia
Desmatamento na Amazônia registra menor índice em seis anos, aponta levantamento do MapBiomas
Brasil reduz perda de vegetação em todos os biomas e fica abaixo de 1 milhão de hectares desmatados pela primeira vez desde 2019 – Foto: Ricardo Stuckert
O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de desmatamento dos últimos seis anos, segundo dados divulgados pela organização MapBiomas. O levantamento aponta uma redução de 20,6% na perda de vegetação em comparação com o ano anterior, marcando a primeira vez desde o início da série histórica, em 2019, que o país ficou abaixo da marca de 1 milhão de hectares desmatados.
De acordo com o relatório, aproximadamente 985 mil hectares foram devastados em território nacional ao longo do último ano. A queda foi observada em todos os biomas brasileiros, incluindo a Amazônia, que apresentou redução de 23,5% no desmatamento em relação a 2024. O resultado reforça o impacto das ações de fiscalização ambiental e do endurecimento no combate à exploração ilegal de madeira.
Mesmo com a melhora nos indicadores, os números ainda preocupam especialistas e organizações ambientais. Somente na Amazônia, a destruição da vegetação continuou em ritmo acelerado, com perdas equivalentes a quase cinco árvores derrubadas por segundo, segundo os dados apresentados pelo monitoramento ambiental.
O coordenador técnico do MapBiomas, Marcos Rosa, afirmou que o fortalecimento das operações de fiscalização teve influência direta na redução registrada em 2025. Segundo ele, aumentaram as ações de embargo, monitoramento e transparência nas autorizações ambientais emitidas pelos órgãos responsáveis.
Outro dado apresentado pelo estudo mostra que 65% das áreas onde houve perda de vegetação receberam algum tipo de ação das autoridades ambientais em 2025. O índice representa um crescimento significativo quando comparado aos anos anteriores. Em 2019, por exemplo, apenas 5% dessas áreas haviam sido alvo de fiscalização efetiva.
Apesar da desaceleração no ritmo do desmatamento, o relatório alerta que o Cerrado continua sendo o bioma mais pressionado do país, concentrando mais da metade da devastação registrada em 2025. O levantamento também aponta que a expansão agropecuária segue como a principal causa da perda de vegetação no Brasil, mantendo o debate ambiental no centro das discussões sobre desenvolvimento econômico e preservação dos biomas nacionais.
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