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Lula manda recado a Donald Trump e afirma que presidente dos Estados Unidos não deve se meter nas eleições do Brasil
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Presidente brasileiro critica declarações do líder norte-americano e reforça que assuntos internos do país devem ser respeitados – Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu nesta quarta-feira (17) às declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que nenhum governo estrangeiro deve interferir nas decisões políticas e institucionais do Brasil. A manifestação ocorreu durante a participação dos dois líderes na cúpula do G7, realizada na França.
Lula ressaltou que a relação entre Brasil e Estados Unidos continua sendo conduzida por meio de negociações diplomáticas e destacou que não houve solicitação de uma reunião bilateral específica com Trump, já que os dois países mantêm diálogos permanentes sobre comércio, segurança e cooperação internacional.
Durante sua fala, o presidente brasileiro criticou a postura adotada pelo líder norte-americano ao comentar temas ligados à política nacional. Segundo Lula, as declarações públicas feitas por Trump não colaboram para fortalecer o relacionamento entre as duas nações e acabam gerando ruídos desnecessários no ambiente diplomático.
Lula também destacou a disposição do Brasil em ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado, especialmente em ações conjuntas relacionadas ao tráfico de armas e à segurança pública. O presidente afirmou que o governo brasileiro já apresentou propostas concretas às autoridades norte-americanas para avançar nessa agenda.
As declarações surgiram após Trump comentar a situação política brasileira durante uma entrevista concedida após compromissos da cúpula do G7. O presidente dos Estados Unidos classificou o cenário político do Brasil como delicado e fez referências a investigações e decisões judiciais envolvendo integrantes do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além das críticas direcionadas a Trump, Lula aproveitou sua participação no encontro internacional para defender mudanças na estrutura dos grandes fóruns globais. O presidente argumentou que países convidados para eventos como o G7 possuem pouca influência sobre as decisões finais e voltou a defender uma participação mais ampla das nações em desenvolvimento na construção das políticas internacionais.
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Presidente Lula volta a criticar Donald Trump, diz que líder dos Estados Unidos “fala muito, escuta pouco” e age como um “imperador”
Presidente brasileiro afirma que postura do líder norte-americano prejudica o diálogo entre os países – Foto: Ricardo Stuckert/ Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (17). O chefe do Executivo brasileiro afirmou que o mandatário norte-americano mantém uma postura centralizadora e disse que suas atitudes dificultam a construção de um diálogo equilibrado entre as duas nações.
Segundo Lula, o governo brasileiro tem acompanhado as discussões envolvendo as tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos, mas ressaltou que as negociações diplomáticas já estão sendo conduzidas pelas equipes responsáveis e que, neste momento, não há necessidade de um encontro direto entre os dois líderes.
Ao comentar a relação bilateral, o presidente brasileiro voltou a demonstrar insatisfação com a postura adotada por Trump. Para Lula, algumas decisões recentes foram tomadas de maneira unilateral, sem considerar adequadamente os impactos para outros países, incluindo o Brasil.
Durante a coletiva, Lula afirmou que a condução da política internacional exige diálogo permanente, respeito entre as nações e disposição para ouvir diferentes pontos de vista. O presidente destacou que o fortalecimento das relações diplomáticas depende de uma atuação baseada na cooperação e no entendimento mútuo.
O chefe do Executivo também revelou que entregou ao presidente norte-americano um documento contendo propostas e informações relacionadas ao combate ao crime organizado, reforçando a disposição do Brasil em ampliar a colaboração internacional na área de segurança pública.
Lula ainda destacou que optou por formalizar as informações por escrito para garantir maior clareza nas discussões. Sem esconder as divergências, o presidente brasileiro voltou a afirmar que Donald Trump costuma se expressar bastante, mas, na sua avaliação, demonstra pouca disposição para ouvir os interlocutores durante as negociações internacionais.
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