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Geraldo Alckmin destaca expansão ferroviária e reforça importância da logística para o crescimento do Brasil

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Alckmin participa da entrega de novo trecho ferroviário em Mato Grosso e defende investimentos para fortalecer a economia – Foto: Valdenio Vieira /SEAUD-PR

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, participou da inauguração da primeira etapa da ampliação da Malha Norte e do novo terminal ferroviário da BR-070, em Dom Aquino, no Mato Grosso. A obra, integrada ao Novo PAC, tem o objetivo de ampliar a ligação entre as regiões produtoras do estado e os principais corredores logísticos do país, facilitando o acesso ao Porto de Santos.

Durante a cerimônia, Alckmin ressaltou a importância da expansão das ferrovias para impulsionar o desenvolvimento econômico brasileiro. Segundo ele, o país precisa ampliar a participação do transporte ferroviário na matriz logística nacional, reduzindo a dependência do modal rodoviário e tornando o escoamento da produção mais eficiente.

A etapa entregue contempla 162 quilômetros de novos trilhos e faz parte de um projeto ainda maior, que prevê mais de 743 quilômetros de extensão entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, além de um ramal que atenderá a capital Cuiabá. A ferrovia deverá passar por 16 municípios mato-grossenses e é considerada uma das maiores iniciativas privadas de infraestrutura em andamento no país.

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A nova estrutura logística terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, especialmente soja e milho, produtos que representam uma parcela significativa das exportações brasileiras. Nos próximos meses, o terminal entrará em fase de testes operacionais antes do início das atividades em larga escala.

Alckmin destacou que a melhoria da infraestrutura é fundamental para fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional. Ele lembrou que o país registrou recordes nas exportações nos últimos anos e que a modernização dos sistemas de transporte ajudará a reduzir custos e aumentar a eficiência das cadeias produtivas.

O empreendimento recebeu investimentos superiores a R$ 5 bilhões da iniciativa privada, com apoio financeiro de instituições públicas voltadas ao desenvolvimento regional e econômico. O governo federal também estuda ampliar mecanismos de incentivo para estimular novos projetos ferroviários em diversas regiões do Brasil.

O vice-presidente ainda enfatizou os benefícios ambientais do transporte ferroviário, destacando a redução das emissões de carbono, a diminuição dos acidentes nas estradas e a melhoria da sustentabilidade do sistema logístico nacional. Segundo ele, a expansão dos trilhos contribui diretamente para o crescimento econômico, a geração de empregos e o aumento da renda.

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Além da agenda voltada à infraestrutura, Alckmin anunciou medidas de incentivo à agroindústria e aos biocombustíveis. Entre elas, a possibilidade de ampliação da mistura de etanol na gasolina e a oferta de linhas de crédito bilionárias destinadas à modernização de máquinas agrícolas, colheitadeiras, caminhões e ônibus, fortalecendo ainda mais a cadeia produtiva brasileira.

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Eduardo Bolsonaro intensifica articulações nos Estados Unidos após condenação e amplia ofensiva contra o STF

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Ex-deputado busca apoio político internacional enquanto enfrenta condenação judicial e risco de novas medidas legais – Foto: Reprodução/ X

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) iniciou uma nova série de encontros políticos nos Estados Unidos com o objetivo de fortalecer sua estratégia internacional contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Morando no estado do Texas desde 2025, ele passou a intensificar contatos com aliados conservadores e integrantes do Partido Republicano.

A agenda do ex-parlamentar inclui reuniões em Washington com lideranças políticas norte-americanas, representantes ligados ao governo do presidente Donald Trump e o jornalista Paulo Figueiredo. O principal objetivo é defender a adoção de medidas internacionais contra autoridades brasileiras, especialmente o ministro Alexandre de Moraes.

A movimentação acontece após Eduardo Bolsonaro ser condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação judicial. A decisão foi tomada pela Primeira Turma do STF, que entendeu que o ex-deputado ultrapassou os limites da atuação política ao promover ações consideradas uma tentativa de pressionar o Judiciário brasileiro.

Além do relator Alexandre de Moraes, os ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia acompanharam o voto favorável à condenação. A pena estabelecida prevê cumprimento inicial em regime semiaberto, além do pagamento de multa determinada pela Justiça.

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Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo Bolsonaro desenvolveu uma estratégia internacional para pressionar autoridades brasileiras e criar um ambiente de constrangimento institucional em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros aliados investigados em processos relacionados aos atos antidemocráticos.

Entre as ações mencionadas pela acusação estão a defesa de sanções internacionais, restrições diplomáticas e a tentativa de aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes. A legislação norte-americana permite impor bloqueios financeiros e restrições econômicas a pessoas acusadas de violações graves.

A condenação também gera impactos na vida política do ex-parlamentar. Com base na Lei da Ficha Limpa, Eduardo Bolsonaro passa a ficar inelegível por oito anos. Além disso, especialistas apontam que futuras medidas judiciais poderão abrir caminho para pedidos de cooperação internacional, caso a Justiça brasileira determine sua prisão.

Mesmo diante da condenação, Eduardo Bolsonaro afirmou que continuará buscando apoio junto a instituições dos Estados Unidos, incluindo a Casa Branca, o Departamento de Justiça e o Congresso norte-americano. Sua defesa sustenta que as ações realizadas fazem parte de uma atividade política legítima e nega qualquer tentativa de interferência nas decisões do governo norte-americano. As informações são da coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles. 

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