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Júnior Pires pede exoneração do Procon após operação da PF que apura suposta negociação eleitoral com facção na Paraíba

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Operação tem como alvo o deputado Caio Roberto e investiga suspeitas de troca de apoio político – Foto: Reprodução / Redes sociais

O secretário-chefe do Procon de João Pessoa, Júnior Pires, apresentou pedido de exoneração do cargo após ser alvo da Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura uma suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa com atuação em comunidades da Paraíba. A saída de Pires foi informada por sua defesa e, até a divulgação da informação, ainda dependia de publicação oficial.

Antes do pedido de exoneração, a Justiça Eleitoral havia determinado o afastamento cautelar de Júnior Pires das funções públicas pelo período de 90 dias. Os advogados afirmaram que ele decidiu deixar o posto para concentrar esforços na defesa e no esclarecimento das suspeitas investigadas. A defesa nega que Pires tenha ligação com organização criminosa ou participado de negociação de apoio eleitoral com integrantes de facção.

Outro nome atingido pelas diligências é o deputado estadual Caio Roberto (MDB), que disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa da Paraíba. O parlamentar também negou irregularidades e afirmou que sua campanha é conduzida de acordo com a legislação eleitoral. Segundo sua manifestação, ele atendeu às determinações da Polícia Federal e, nos endereços ligados a ele, não teriam sido encontrados valores ou elementos que, conforme sua defesa, demonstrassem vínculo com crimes eleitorais ou organizações criminosas.

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A Operação Zona de Influência cumpriu sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). A Polícia Federal informou ainda a apreensão de R$ 220 mil durante as diligências. Segundo a PF, o objetivo da investigação é esclarecer a possível atuação de agentes políticos e integrantes de uma facção em negociações relacionadas à obtenção de apoio durante o período eleitoral.

De acordo com a investigação, integrantes do grupo criminoso teriam se aproveitado do controle territorial exercido sobre determinadas comunidades para negociar apoio e permitir a entrada de candidatos para atividades de campanha. Como possível contrapartida, a PF apura pagamentos a uma liderança, custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos ou empregos na administração pública. Essas hipóteses permanecem sob investigação e não representam conclusão de responsabilidade dos alvos.

A Polícia Federal informou que são apurados, em tese, crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. A Prefeitura de João Pessoa declarou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Já as defesas dos investigados negam envolvimento com facções ou prática de ilícitos e ressaltam que as medidas adotadas durante a operação não significam, por si só, reconhecimento de culpa.

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Residência do vice-prefeito de Lucena é atingida por tiros durante a madrugada no Litoral Norte da Paraíba

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Prefeitura classificou o episódio como atentado e manifestou preocupação com o caso – Foto: TV Cabo Branco

A casa do vice-prefeito de Lucena, Netinho de Lando, foi atingida por disparos de arma de fogo durante a madrugada desta terça-feira (29), no Litoral Norte da Paraíba. A ocorrência foi confirmada pela Prefeitura de Lucena, que divulgou uma nota pública sobre o episódio.

Segundo as informações apresentadas pela gestão municipal, o vice-prefeito estava dentro da residência no momento dos disparos. Também se encontravam no imóvel a esposa, as filhas, o irmão de Netinho e a cuidadora das crianças.

Em nota, a Prefeitura de Lucena classificou o ocorrido como um atentado contra a residência do vice-prefeito e afirmou que os disparos representam um fato grave, capaz de provocar preocupação e indignação na sociedade.

Até a divulgação das informações iniciais, não haviam sido apresentados detalhes sobre possíveis suspeitos, motivação ou circunstâncias que levaram aos disparos. Também não havia confirmação pública sobre o andamento das investigações pela Polícia Civil da Paraíba, que deverá apurar o caso e buscar esclarecer quem efetuou os tiros e o que motivou a ação.

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